terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Historiadora equatoriana acredita que túmulo tenha sido finalmente localizado em um sítio arqueológico


Muito procurado, mas nunca descoberto, o túmulo de Atahualpa, o último imperador inca, mantém-se no centro de muitas especulações ao longo dos anos; mas, desta vez, o enigma parece ter sido desvendado no Equador, bem no meio dos Andes.

Fortalezas, palácios e santuários do antigo império pré-colombiano se espalham na região de Sigchos, a 70 km ao sul de Quito, no sopé ocidental da cordilheira, e seus segredos ainda são numerosos.
A historiadora equatoriana Tamara Estupiñan acha que desvendou um desses mistérios, localizando, em junho de 2010, após dez anos de trabalhos, um “sítio arqueológico inca”, não muito longe do legendário vulcão Cotopaxi.

Para esta pesquisadora, do Instituto francês de Estudos Andinos (Ifea), ninguém duvida que neste amontoado de pedras, junto às margens do rio Machay, no território Malqui, se esconda a última morada de Atahualpa.

“Machay significa gruta, santuário e Malqui, corpo ou múmia de um ancestral, no idioma do povo histórico. Então, Malqui Machay significaria o local onde foi enterrado seu corpo”, explica ela à AFP, recorrendo à linguística.

A hipótese toma cada vez mais corpo, com a descoberta de um monumento arquitetural composto de várias salas retangulares, construído com pedras talhadas e polidas.

A entrada da cidade desemboca num “ushno”, espécie de pirâmide truncada onde ficaria o trono do imperador, perto de uma pequena cascata que garantiria o “banho do inca”.

Último Tupac, ou imperador do império inca, domínio que se espalhou pela Colômbia atual até o Chile e a Argentina, Atahualpa foi executado pelos colonizadores espanhóis em 1533, mas sua múmia nunca foi encontrada.

O terreno, antes sagrado, pertence atualmente a um criador de galos de briga, uma tradição local. E alguns gostam de destacar as coincidências da história. Conta a lenda, por exemplo, que um galo se pôs a cantar após a morte de Atahualpa.

As autoridades parecem também acreditar na tese da descoberta do túmulo do último rei dos incas, pelo que declararam o local zona protegida de escavações futuras.

O diretor do Ifea, Georges Lomné, compartilha a certeza da arqueóloga equatoriana, lembrando que o território fazia parte do “domínio pessoal” de Atahualpa. Quanto à sua múmia, “é possível que tenha passado por aí ou tenha permanecido um tempo no santuário”, disse ele à AFP.

“É uma descoberta capital na história da arqueologia do Equador e da região”, afirma à AFP a ministra equatoriana do Patrimônio, Maria Fernanda Espinosa.

A arqueóloga americana Tamara Brau, da Universidade Wayne State no Michigan, que participa também das pesquisas de Sigchos, parece também convencida. O sítio apresenta “um estado de conservação fenomenal, além de possuir uma importância científica considerável”, disse ela.

No local, apenas o proprietário da criação, Francisco Moncayo, mostra-se ainda cético, apesar do entusiasmo geral.

“Tamara também recorre à linguística, frisando que Malqui é a múmia do inca e que Machay é um local de repouso. E como a múmia de Atahualpa nunca apareceu, pode ser que ainda esteja lá … ou não”, insinua.

As descobertas despertam, em todo o caso, o interesse da comunidade científica internacional. Também interessado, o Instituto nacional do Patrimônio Cultural do Equador se prepara para financiar novos estudos, a partir deste ano. Estes deverão, enfim, revelar, o que esconde verdadeiramente Malqui-Machay.

Fonte: AFP

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Exótico planeta aquático é descoberto


Uma nova classe de planetas surgiu: um tipo incomum, que não é rochoso, gasoso ou congelado.
O planeta é o GJ 1214b, descoberto em 2009, e agora revelado como super úmido e com atmosfera rica em água. Mas não é um mundo aquático no sentido de oceanos por todo lado: cientistas suspeitam que o interior dele seja preenchido com alguma versão exótica, pressurizada, de H2O líquida, de um modo nunca visto na Terra.
O planeta é apenas 6,5 vezes mais massivo do que a Terra, e cerca de 2,7 vezes maior em diâmetro. Ele circula uma estrela pequena, a cerca de 42 anos-luz de distância de nós.
“É algo muito excitante que não temos em nosso sistema solar”, afirma Lisa Kaltenegger, de Harvard. “E é um quebra-cabeça divertido tentar entender do que a atmosfera daquele planeta é formada”.
Os astrônomos conseguiram os últimos detalhes usando a câmera do Hubble, da NASA. Não é a primeira vez que o GJ 1214b é sondado, mas o novo estudo confirma e melhora algumas observações anteriores.
Conforme o planeta passava pela frente de sua estrela, a equipe conseguiu estudar sua atmosfera através de vários comprimentos de infravermelho, e a partir daí estimar a composição do planeta – um mistério, devido a sua baixa densidade. A atmosfera é composta pelo menos 50% de água e está provavelmente perto da superfície.
No interior, seria algo como grandes moléculas de água ao invés de rochas. Mas não é água nos estados familiares de congelada ou líquida.
“Nós não estamos falando nem de um núcleo congelado com gelo comum ou um oceano de água líquida”, afirma um dos cientistas. “Estamos descobrindo estranhos estados da matéria ao descrever isso”, diz. [ScienceNews]

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Nova descoberta sobre as Estátuas da Ilha da Páscoa


Rapa Nui esta localizada no Oceano Pacífico, essa ilha vulcânica foi descoberta pelo navegador holandês Jakob Roggeveen, no domingo de Páscoa no ano de 1722, e mais tarde tornou-se posse do Chile, em 1888. Muitos segredos cercam a Ilha de Páscoa que é famosa por suas incríveis estátuas chamadas Moais e que estão ao redor de toda a ilha.

A descoberta, não tão nova, mas que aumenta o mistério sobre quem as esculpiu, quem vivia na ilha, como elas foram parar lá é o fato de que as estátuas da Ilha de Páscoa têm corpos! Isso mesmo, as cabeçonas gigantes são estatuas completas cuja maior parte está enterrada e correspondem a corpos e mãos.

Um grupo de pesquisa privado tem escavado recentemente as estátuas da Ilha da Páscoa e está estudando as escrituras nos corpos das mesmas.


A dúvida agora é por que estes gigantes de pedra tiveram seus corpos enterrados? As estatuas sempre foram assim ou com o tempo ficaram desta maneira?

Uma das teorias sobre o desaparecimento dos habitantes originais de Rapa Nui foi a superpopulação que levou a conflitos internos e falta de alimentos. Agora surge outra hipótese: um enorme deslizamento pode ter varrido a ilha e sua civilização. Isso aniquilou a população e fez com que as estatuas ficassem com boa parte do seu corpo sob a terra.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Relatório diz que “controle da mente” é o futuro das guerras


Um novo relatório concluiu que as guerras do futuro podem ser decididas através da manipulação da mente das pessoas.
A pesquisa adverte que as potenciais aplicações militares de avanços na neurociência têm de ser acompanhadas mais de perto.
“Novas tecnologias de imagem permitirão novos alvos no cérebro, e enquanto alguns serão de vital importância para a medicina, outros podem ser usados para incapacitar as pessoas”, disse o cientista Rod Flower, da Universidade de Londres.
O relatório descreve como essa tecnologia está permitindo que organizações como a Defense Advanced Research Projects Agency dos EUA (a DARPA, Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa) testem maneiras de melhorar a agilidade mental e capacidades dos soldados americanos.
A neurociência também pode permitir que soldados operem armamento remotamente, através de interfaces mente-máquina.
Outra pesquisa poderia ser usada para fabricar gases e eletrônicos que desativem temporariamente as forças inimigas. Isso potencialmente viola direitos humanos, através da interferência de processos de pensamento, e gera a ameaça de matanças indiscriminadas.
Por exemplo, o painel de cientistas envolvidos no relatório destacou uma situação ocorrida em 2002, em que forças de segurança russas acabaram com um cerco reféns em um teatro de Moscou preenchendo o local com fentanil, um gás anestésico. Junto com os criminosos, 125 reféns morreram.
A Convenção de Armas Químicas é vaga sobre se tais incapacitantes são legais. Os cientistas pedem que ambiguidades como essa sejam resolvidas.[NewScientist]