quinta-feira, 1 de março de 2012

Jornal revela um complô para matar o papa Bento XVI – A reportagem COMPLETA do jornal Il Fatto Quotidiano


Jornal revela um complô para matar o papa Bento XVI
Segundo documento entregue ao Vaticano, plano seria executado em um ano
O cardeal colombiano Dario Castrillón Hoyos entregou ao papa Bento XVI um documento no qual informava sobre a existência de um complô para matá-lo dentro de 12 meses, afirma nesta sexta-feira o jornal italiano Il Fatto Quotidiano. O periódico investigativo informa ainda que Castrillón entregou à Secretaria de Estado do Vaticano um documento para Bento XVI, escrito em alemão, no qual informava sobre o que disse o cardeal e arcebispo de Palermo, Paolo Romeo, durante algumas conversas na China em novembro.
A reportagem COMPLETA do jornal Il Fatto Quotidiano
Tradução de Moisés Sbardelotto.
http://www.ihu.unisinos.br/noticias/5064…e-12-meses
Mordkomplotts. “Complô de morte”. É impressionante ler claramente, em um documento estritamente confidencial e reservado, publicado com exclusividade pelo jornal Il Fatto Quotidiano, que um influente cardeal, o arcebispo de Palermo, Paolo Romeo, prevê com preocupante certeza a morte do papa até novembro de 2012. Uma morte que, pela segurança com que foi prognosticada, faz com que os interlocutores do cardeal entendam a existência de um complô para matar Bento XVI.
A nota é anônima e está datada de 30 de dezembro de 2011. Foi entregue pelo cardeal colombiano Darío Castrillón Hoyos à Secretaria de Estado e ao secretário do papa nos primeiros dias de janeiro, com a sugestão de realizar investigações para compreender exatamente o que o arcebispo Romeo fez e com quem falou na China.
O pontífice foi informado do conteúdo da nota em meados de janeiro passado, diretamente pelo cardeal Castrillón, durante uma audiência reservada, e o papa deve ter dado um pulo na cadeira. O documento começa com uma premissa em letras maiúsculas: “Estritamente confidencial”. Provavelmente, os homens que cuidam da segurança do pontífice – começando pela Gendarmeria Vaticana, liderada pelo ex-agente do serviço secreto italiano, Domenico Giani – estão tentando verificar as circunstâncias em que foram pronunciadas essas terríveis previsões e a sua credibilidade.
Sempre circulam lendas sobre conspirações vaticanas, e foram escritos muitos livros sobre a morte suspeita de João Paulo I. Mas aqui estamos diante de um ineditismo absoluto. Ninguém jamais havia colocado preto no branco a hipótese de um complô para matar o papa. Um complô que poderia se realizar daqui a novembro próximo e que está inserido no documento dentro de uma análise inquietante das divisões internas da Igreja, que veem contrapostos o papa e o secretário de Estado, Tarcisio Bertone, às vésperas de uma suposta sucessão, que esperamos que, ao contrário, esteja distante no tempo.
O complô e os protagonistas
Segundo a reconstrução atribuída pelo documento ao arcebispo Romeo (foto), Angelo Scola, arcebispo de Milão, seria o sucessor designado pelo Papa Ratzinger. O documento em posse do jornal Il Fatto Quotidiano está escrito em alemão, provavelmente para que seja plenamente compreendido apenas pelo papa e pelos mais próximos seus colaboradores e conterrâneos, como o Mons. Georg Gänswein [secretário pessoal do papa]. Ele começa com um longo “objeto” em negrito: “Viagem do Cardeal Paolo Romeo, Arcebispo de Palermo, a Pequim, em novembro de 2011. Durante as suas conversas na China, o cardeal Romeo profetizou a morte do Papa Bento XVI dentro dos próximos 12 meses. As declarações do Cardeal foram expostas, como alguém provavelmente informado de um sério complô criminoso, com tal segurança e firmeza que os seus interlocutores na China pensaram, com horror, que esteja sendo programado um atentado contra o Santo Padre”.
Depois dessa premissa explosiva, o texto se articula em três parágrafos, cada uma com um título em negrito. O primeiro é Viagem a Pequim; o segundo, Secretário de Estado, Cardeal Tarcisio Bertone, e o terceiro é Sucessão do Papa Bento XVI.
No primeiro parágrafo, reconstrói-se a estranha viagem à China realizada pelo arcebispo de Palermo, Paolo Romeo
um personagem influente na Igreja: 73 anos, nomeado cardeal no consistório de 20 de novembro de 2010 pelo papa, ele irá participar do próximo conclave. Nascido em Acireale em uma família rica e numerosa, Romeo é uma pessoa extrovertida, que gosta da boa cozinha e das tecnologias, tanto que, no site da sua arquidiocese, lê-se: “Siga-nos no Twitter”, que, segundo ele, “o Senhor poderia ter usado para os Dez Mandamentos”.
Depois de uma longa carreira que o levou às Filipinas, Venezuela, Ruanda, Colômbia e Canadá, ele foi nomeado núncio na Itália e, em 2006, quando devia ser nomeado presidente da Conferência Episcopal Italiana, promoveu uma consulta entre todos os bispos italianos, nunca autorizada e repudiada por Bento XVI.
Também foi repudiado pelo papa por uma carta sua de 2001, na qual se congratulava com um bispo francês condenado por não ter querido denunciar às autoridades civis um dos seus sacerdotes, culpado por abuso sexual de menores. Castrillón, mais velho do que Romeo, pertence à corrente mais tradicionalista da Igreja e, em 2009, como presidente da Comissão “Ecclesia Dei”, quando se ocupava dos lefebvrianos, não assinalou ao papa o perigo representado pelas posições antissemitas do bispo Williamson. Aos 80 anos completados em 2010, ele está aposentado e não participará do próximo conclave.
Castrillón, talvez, perceba como uma invasão de campo a visita de Romeo à China. Um país em que está em andamento uma duríssima repressão sobre a comunidade cristã, que se recusa a se submeter ao regime. Segundo o que está escrito no documento, no entanto, Romeo não teria se ocupado com isso: “Em novembro de 2011, o Cardeal Romeo se dirigiu com um visto de turista a Pequim, onde, de fato, não se encontrou com nenhum expoente da Igreja Católica na China, mas sim com homens de negócios italianos, que vivem, ou melhor, trabalham em Pequim, e alguns interlocutores chineses. Em Pequim, o Cardeal Romeo declarou ter sido enviado pessoalmente pelo Papa Bento XVI para prosseguir, ou melhor, para verificar as conversações iniciadas pelo Cardeal Darío Castrillón Hoyos em março 2010 na China. Além disso, ele afirmou ser o interlocutor designado pelo papa para se ocupar no futuro com as questões entre a China e o Vaticano”.
Os três parágrafos do documento
No primeiro parágrafo, o escritor anônimo do documento entregue aos homens do secretário de Estado, Bertone, e do papa por Castrillón traça substancialmente um Romeo um pouco vaidoso e gabola. O arcebispo de Palermo é creditado como um antigo amigo do cardeal Castrillón, especialista em relações com as Igrejas clandestinas desde os tempos da sua experiência nas Filipinas e até mesmo como membro de uma espécie de diretório secreto que governaria a Igreja de Ratzinger.
“O Cardeal Romeo surpreendeu os seus interlocutores em Pequim, informando-lhes que ele – Romeo – formaria, juntamente com o Santo Padre – Papa Bento XVI – e com o Cardeal Scola, uma troica. Para as questões mais importantes, portanto, o Santo Padre se consultaria com ele – Romeo – e com Scola”.
Depois, vem o parágrafo sobre as críticas que Romeu teria dirigido contra o chefe do governo da Igreja, o secretário de Estado, Tarcisio Bertone.
“O Cardeal Romeo criticou duramente o Papa Bento XVI, porque se ocuparia principalmente da liturgia, ignorando os ‘assuntos cotidianos’, confiados pelo Papa Bento XVI ao Cardeal Tarcisio Bertone, Secretário de Estado da Igreja Católica Romana”.
E não só isso: Bertone e Ratzinger são descritos como uma dupla de litigantes forçados a conviver entre os muros leoninos: “A relação entre o Papa Bento XVI e o seu secretário de Estado, o Cardeal Tarcisio Bertone, seria muito conflitante. Em uma atmosfera de confidencialidade, o Cardeal Romeo informou que o Papa Bento XVI literalmente odiaria Tarcisio Bertone e o substituiria com muito prazer por outro Cardeal. Romeo acrescentou, porém, que não haveria outro candidato adaptado para ocupar essa posição e que, por isso, o secretário de Estado, Cardeal Tarcisio Bertone, continuaria desempenhando o seu cargo”.
Nesse ponto, depois de observar que “a relação entre o secretário de Estado e Cardeal Scola também seria igualmente adversa e atormentada”, chega o parágrafo que trata da sucessão do papa, que vê em posição privilegiada justamente o cardeal Scola, desde sempre próximo ao Comunhão e Libertação.
“Em segredo, o Santo Padre estaria se ocupando da sua sucessão e já teria escolhido o Cardeal Scola como candidato idôneo, por ser o mais próximo da sua personalidade. Lenta mas inexoravelmente, ele o estaria preparando e formando para assumir o cargo de papa. Por iniciativa do Santo Padre – segundo Romeo –, o Cardeal Scola foi transferido de Veneza para Milão, para poder se preparar de lá com calma ao seu papado. O Cardeal Romeo continuou surpreendendo os seus interlocutores na China – continua o documento entregue pelo cardeal colombiano ao papa – continuando a transmitir indiscrições”.
E eis que, depois de examinar o quadro das relações conflitantes dentro do Vaticano em vista da sucessão de Ratzinger, Romeo, segundo a nota, teria jogado uma bomba diante dos seus interlocutores:
“Seguro de si, como se o soubesse com precisão, o Cardeal Romeo anunciou que o Santo Padre teria somente outros 12 meses para viver. Durante as suas conversas na China, ele profetizou a morte do Papa Bento XVI dentro dos próximos 12 meses. As declarações do Cardeal foram expostas como alguém provavelmente informado de um sério complô criminoso, com tal segurança e firmeza que os seus interlocutores na China pensaram, com horror, que está sendo programado um atentado contra o Santo Padre”.
Para confirmar a veracidade dos fatos relatados, o documento afirmou maliciosamente:
“O Cardeal Romeo se sentia seguro e não podia imaginar que as declarações feitas nessa rodada de conversações secretas poderiam ser transmitidas por terceiros ao Vaticano”.
Sucessão, negações e o emaranhado vaticano
O encerramento é dedicado ao tema central que evidentemente angustia o autor da nota: a sucessão de Ratzinger:
“Também seguro de si, Romeo profetizou que, já agora, seria certo, embora ainda secreto, que o sucessor de Bento XVI será, em todo caso, um candidato de origem italiana. Como descrito antes, o Cardeal Romeo enfatizou que, depois do falecimento do Papa Bento XVI, o Cardeal Scola será eleito Papa. Scola também teria inimigos importantes no Vaticano”.
O jornal Il Fatto Quotidiano, na noite desta quinta-feira, 9 de fevereiro, telefonou para o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, padre Federico Lombardi, para perguntar a posição oficial do Vaticano sobre esse documento, mas a sua resposta foi: “Publiquem o que vocês acreditam, mas assumam a responsabilidade. Parece-me uma coisa tão fora da realidade e pouco séria que não quero nem levá-la em consideração. Parece-me incrível e eu não quero nem comentar”.
Uma atitude de total negação dos fatos que parece ser discutível, porque o documento levanta questões importantes não só sobre a saúde e a segurança do papa, mas também sobre a situação no mínimo desconcertante em que a Igreja se encontra.
Bento XVI é o líder da religião mais difundida sobre a Terra. Para os 2 bilhões de católicos, ele é o guardião da doutrina e – para além da veracidade das afirmações contidas na nota que deve ser totalmente confirmada –, esse texto deve ser levado à atenção da opinião pública. Uma carta do gênero não é uma questão que pode permanecer confinada no circuito de correspondência entre gendarmes, Secretaria de Estado e cardeais, mas deve ser explicada aos cristãos, cada vez mais atônitos com o que leem nos jornais.
O Fatto Quotidiano já publicou, no dia 4 de fevereiro, a carta do núncio nos Estados Unidos, Carlo Maria Viganò, ex-secretário do Governatorato da Cidade do Vaticano, na qual o arcebispo formulava acusações gravíssimas da corrupção, dos furtos e dos faturamentos falsos ocorridos dentro dos muros leoninos, e acusava de supostos crimes o monsenhor Paolo Nicolini, diretor dos Museus Vaticanos.
Depois, publicamos um documento exclusivo sobre as relações AIF-UIF [Autoridade de Informação Financeira do Vaticano e Unidade de Informação Financeira italiana] que documentava a escolha do Vaticano de não fornecer informações bancárias anteriores a abril de 2011 às autoridades antilavagem de dinheiro.
Agora, desdobre-se um documento em que se fala sem remorso da morte certa do papa e até se fantasia um possível complô para matar o pontífice. Por isto a nota sobre a morte do papa deve ser publicada: para que se confirme coram populo a sua origem e a sua veracidade, e, sobretudo, para que finalmente a Santa Igreja Romana saia do silêncio e explique aos seus fiéis (e não só a eles) como é possível que, entre os cardeais e o papa, circulem previsões certas de morte e hipóteses homicidas que, só de ler, sentem-se calafrios.
FONTE: http://fimdostempos.net

Chave da imortalidade de vermes é encontrada


Turbellaria é o nome científico dessa classe, conhecida por planárias. Estes vermes geralmente só são lembrados em aulas de biologia que falam sobre as doenças que estes platelmintos podem trazer. Se isso já é um motivo para não gostar muito desses bichinhos, um dado torna as coisas piores: eles têm uma capacidade aparentemente eterna para se regenerar e manter o corpo jovem. É como se “não envelhecessem”. Mas afinal, como eles conseguem isso?
Essa questão foi investigada mais detalhadamente por cientistas da Universidade de Nottingham (Inglaterra), que publicaram um estudo sobre o assunto na última semana. Já se sabe que as planárias, tanto as que se reproduzem sexuadamente quanto as que o fazem de forma assexuada, podem substituir tecidos velhos no corpo por um período indefinido, o que lhes dá uma longevidade quase imortal.
A diferença entre os seres humanos e as planárias está nas células-tronco. No nosso caso, conforme o tempo passa e as células-tronco se dividem para reparar a perda de células mortas, as novas cópias vão mostrando sinais de envelhecimento. A pele é o órgão onde este efeito fica mais visível.
A cada nova cópia celular, as cadeias de DNA no núcleo ficam mais frágeis porque o telômero diminui de tamanho. O telômero nada mais é do que a estrutura que forma a extremidade de cada cromossomo e protege o material na cadeia-hélice. Ao longo do tempo, o telômero fica tão curto que a célula perde a capacidade de se renovar.
No caso dos platelmintos, isso não ocorre. A substância responsável por manter o telômero em seu tamanho originário é a telomerase. Enquanto o ser humano só produz telomerase em seu estágio de desenvolvimento, as planárias a fabricam o tempo todo. Isso foi provado em um estudo de 2009: quando os cientistas desativaram a fabricação de telomerase em planárias, as células deixaram de se renovar com a mesma eficiência.
Mas ainda falta resolver um enigma. Apenas as planárias assexuadas apresentam o gene que produz telomerase eternamente. As sexuadas não o fazem, e mesmo assim renovam suas células com a mesma longevidade.
Os cientistas ainda não sabem se elas acabam encurtando o telômero depois de muito tempo ou se possuem outro mecanismo para mantê-lo no tamanho original. Essa é a resposta que falta para que possamos entender um dos processos-chave do envelhecimento. [ScienceDaily]

Descoberto o segredo da vida eterna?

A autofagia é um processo fundamental aos seres vivos. A partir dela, cada componente das células é renovado. Em experimentos com moscas e ratos, cientistas verificaram que estimular a autofagia faz com que haja aumento da longevidade. Assim, seria teoricamente possível manipular a duração da vida através da autofagia. E uma cientista sueca descobriu que isso poderia ser feito através de uma proteína.
O termo “autofagia” sugere a ideia de “comer a si mesmo”. Neste processo, uma membrana envolve o material celular inutilizado e se associa a um lisossomo. O lisossomo, por sua vez, quebra em moléculas menores as organelas velhas, que precisam ser substituídas.
A pesquisadora sueca Karin Håberg descobriu que existe uma proteína, chamada de SNX 18, que se liga às membranas autofágicas e pode remodelá-las. Esse papel da SNX 18 ficou provado quando ela experimentou desativar a produção da proteína pelo DNA: imediatamente após a interrupção, a atividade autofágica declinou.
Quando, ao contrário, a produção de SNX 18 foi super estimulada, o número de membranas autofágicas em ação aumentou. Com isso, conforme explica a cientista, fica evidente que a autofagia é diretamente dependente da influência dessa proteína, e futuramente poderemos regular a autofagia em animais através desse controle.
Fonte: http://hypescience.com