sexta-feira, 5 de novembro de 2010

O Caso Varginha

Por Claudeir Covo e Ubirajara Franco Rodrigues
A grande maioria da população de Varginha, uma importante cidade do Sul de Minas Gerais (MG), ainda não tem noção do que aconteceu na região, em 20.01.96. Ainda hoje, quando as pesquisas estão em pleno vapor, a cidade inteira ainda pergunta se tudo o que já foi divulgado não se trata de "alucinação" por parte dos ufólogos brasileiros ou se realmente houve algo de real.

Dos 120.000 habitantes, várias centenas viram algo de estranho nos dias 20.01.96 e seguintes, mas apenas algumas dezenas de pessoas, alguns civis outros militares, verdadeiros heróis nacionais, tiveram a coragem de vir a público, ou procuraram os ufólogos que cuidam do caso, e relataram o que viram. Muitas pessoas civis tiveram a participação direta ou indireta dos fatos, mas a grande maioria, lamentavelmente, se acovardou perante a Imprensa e os ufólogos. Medo de gozação? Medo do ridículo? Medo de perder o emprego? Medo de receber represálias? Interesses escusos? Foram ameaçadas pelos militares? Lamentável. O medo de "abrir a boca", por parte de militares, é perfeitamente compreensível, uma vez que as represálias são graves, ou seja, corte marcial, processo militar, humilhação, cadeia, transferência (pena invisível), afastamento, expulsão, etc..., mas, por parte de civis, não faz sentido. Quando tudo vier a público, e ficar definitivamente esclarecido as ocorrências em Varginha, talvez essas pessoas que se acovardaram irão ficar com remorsos, por não terem ajudado em nada, muito pelo contrário, sonegaram informações preciosas à humanidade. Não será nenhuma surpresa se o "Caso Varginha" se tornar tema de uma grande produção cinematográfica. Este caso não deixa nada a dever ao Caso Roswell. A história se repete. Assim, televisão, rádio, jornais, revistas, etc..., estão e continuarão registrando os fatos históricos, bem como enaltecendo o nome dos heróis que tiveram a coragem de vir a público e revelaram os fatos. Com certeza, muitos novos fatos surgirão. É uma questão de tempo. É uma questão de revelar a verdade ao público. Toda a população deveria parar e avaliar o que a Imprensa está divulgando. É hora de parar de fazer gozações e refletir sobre os fatos. Não se esqueçam que os vários ufólogos que se envolveram no "Caso Varginha" são advogados, empresários, engenheiros, médicos, etc... Tais pessoas jamais iriam "perder tempo" se não houvesse algo de real e concreto nos fatos.

O "FARO" UFOLÓGICO

Provavelmente, tudo o que foi divulgado sobre o "Caso Varginha", teria passado em brancas nuvens, e a população jamais teria conhecimento dos fatos, se em Varginha não morasse o importante advogado e ufólogo Ubirajara Franco Rodrigues, que com seu "faro" ufológico logo percebeu que algo real e muito sério aconteceu na região. O Ubirajara retornou de São Tomé das Letras – MG, uma conhecida cidade próxima à Varginha, em 21.01.96, quando tomou conhecimento de que algumas jovens haviam visto um estranho ser, no dia anterior, o qual teria sido capturado por militares da região e levado a um hospital da cidade. Iniciada a pesquisa, em uma semana, o Ubirajara já estava divulgando os fatos na Imprensa em geral.

Depois disso, em torno de 70 ufólogos se dirigiram para Varginha, para também darem a sua parcela de contribuição no caso Varginha, seja na pesquisa, seja na divulgação.

Foram anos de intensas pesquisas, onde os ufólogos conseguiram vários importantes depoimentos gravados em áudio e vídeo, envolvendo autoridades civis e militares, os quais relataram diversos detalhes das várias etapas dos fatos que ocorreram em Varginha. Por razões óbvias, os nomes dos informantes se encontram em sigilo absoluto. Quem sabe no futuro tais nomes sejam liberados à Imprensa, quando houver autorização para tal. Ainda hoje, quando surge alguma informação nova, os ufólogos vão investigar. Assim, com base nas investigações, os ufólogos descobriram milhares de detalhes importantes, que neste trabalho será apresentado de forma resumida.

Muitos detalhes são totalmente a expressão da verdade, sendo que alguns chegaram de forma fragmentada, dos quais ainda estão sendo melhor pesquisados, mas ajudaram a montar o enorme quebra cabeça. Com certeza, tudo o que aqui está sendo relatado, é apenas uma pequena parte do que aconteceu no "Caso Varginha", Como toda a ação envolveu militares de várias áreas, temos aí uma grande dificuldade de esclarecer todos os fatos, pois eles negam tudo, oficialmente, porque, lamentavelmente, os assuntos disco voador e seres extraterrestres, a nível mundial, são considerados como "SEGURANÇA NACIONAL" e são visivelmente acobertados.

A GRANDE ONDA MUNDIAL

Desde agosto/95, quando a humanidade tomou conhecimento da autópsia de um suposto extraterrestre, ligado ao Caso Roswell (USA), e ao que tudo indica, tratou-se de uma fraude, coincidentemente, houve um assustador aumento de ocorrências ufológicas, onde as pessoas de diversos países avistaram, fotografaram e filmaram diversos UFOs pelos céus. Houve uma grande onda mundial, que ainda continua, que levou os principais meios de comunicação a dedicar muitos programas sobre a matéria ufológica. No Brasil, além de Varginha, houve diversas cidades que se destacaram, não só em avistamentos, bem como em fotos, filmes, aterrissagens, efeitos eletromagnéticos, avistamentos de seres e até casos de pessoas que foram atacadas por "estranhas criaturas". Joaçaba em Santa Catarina, Piracicaba e cidades vizinhas no interior e também no litoral de São Paulo, sul de Minas Gerais, Guarabira na Paraíba e Manaus no Amazonas. Alguns informantes militares, operadores de radar, confirmaram que realmente houve um aumento significativo de "plots" nas telas dos radares naquele período. Só no mês de janeiro/96, os radares registraram mais de quarenta Objetos Aéreos Não Identificados na região do sul de Minas Gerais.

ALERTA NACIONAL

Nos dias que antecederam os fatos ocorridos em 20.01.96 em Varginha, muitas pessoas avistaram diversas luzes nos céus da região. Militares brasileiros, sigilosamente, informaram os ufólogos que os militares norte-americanos estavam rastreando esses objetos através de satélites e informaram o governo brasileiro, através do EMFA (Estado Maior das Forças Armadas) da grande concentração de UFOs no sul de Minas Gerais. Sem sombras de dúvidas, o CINDACTA I (Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo), em Brasília (DF), também estava rastreando tais objetos. Muitos militares falam em um acordo de cooperação militar entre o Brasil e os Estados Unidos. O rastreamento por satélite permite detectar a queda ou o pouso de uma nave com erro de poucos metros.

Pela ação rápida dos militares em Varginha, não restam dúvidas de que realmente estavam sabendo antecipadamente do que estava ocorrendo. Tais informações foram obtidas de forma fragmentada, mas dá para ter uma idéia de como os militares agiram rápido. Provavelmente o CINDACTA I percebeu que vários objetos estavam sendo detectados na região de Varginha. Conseqüentemente, acionaram a Base Militar mais próxima, a ESA, Escola de Sargentos das Armas do Exército de Três Corações, distante 27 Km de Varginha. Um simples telefonema e todos ficaram de prontidão.

13.01.96 – 01:30 HS (Talvez 20.01.96)

Em uma fazenda distante 10 Km do centro de Varginha, Oralina Augusta de Freitas, 37 anos, estava vendo um programa de televisão, quando percebeu o ruído do gado assustado que corria de um lado para outro. Ao abrir a janela, viu uma nave sobrevoando o local. Rapidamente, ela acordou seu marido Eurico Rodrigues de Freitas, 40 anos, e juntos acompanharam a lenta evolução daquele objeto. Era uma pequena nave, do tamanho de um micro ônibus, em forma de um submarino, a qual sobrevoou lentamente a região, por 40 minutos, na altura de 5 metros do solo. A nave estava apagada e tinha em uma das pontas a estrutura aparentemente avariada e soltava muita fumaça de cor branca. Tinha um buraco na fuselagem.

O casal descreve que a nave não fazia barulho e que nessa estrutura, aparentemente avariada, pedaços da fuselagem balançavam como pedaços de pano ao vento. A nave lentamente seguiu na direção do Jardim Andere, um bairro de Varginha.

A primeira conclusão dos ufólogos, não definitiva, é que essa nave teve uma das pontas danificadas por uma explosão, por um defeito do próprio aparelho, ou então ela bateu em algum lugar, ou ainda, poderia ter sido atingida por uma descarga elétrica atmosférica, ou o que é pior, poderia ter sido atingida por algum artefato militar. Os pedaços da fuselagem que originou esse buraco na nave, provavelmente caíram em algum lugar ainda desconhecido da região. Ainda não descobrimos como esse buraco foi produzido na nave, e também não sabemos se esses pedaços de metal foram recolhidos pelos militares.

Nesse trajeto de 10 Km, entre a fazenda do casal Eurico e Oralina e a pequena floresta do Jardim Andere, um bairro de Varginha, ninguém sabe o que aconteceu. Talvez, os militares saibam. A primeira hipótese é que a nave pode ter pousado. Os seres que estavam "pilotando", provavelmente do tipo Alfa, devem ter feito alguma tentativa de consertar a nave. Nesse ínterim, boa parte da tripulação composta de seres do tipo Delta, percebendo o descuido por parte dos Alfas, bem como sentindo que a nave poderia explodir a qualquer momento, trataram de pular fora, talvez pelo próprio buraco que existia na fuselagem.

A segunda hipótese é que a nave estava a cinco metros do solo, devagar quase parando, pois percorreu a distância de um quilômetro em quarenta minutos sobre a fazenda, segundo os depoimentos de Eurico e Oralina, e no percurso, devido a topografia irregular da região, a altura de cinco metros pode ter ficado bem menor, o suficiente para os seres do tipo Delta saltarem para fora e fugirem.

Uma terceira hipótese, menos provável, é que a nave poderia ter passado lentamente no meio dos eucaliptos da pequena floresta do Jardim Andere, e a tripulação de seres Delta pularam nos galhos das árvores e fugiram. Como mencionado, essa hipótese é pouco provável, pois um militar nos informou que esses seres andaram pelo menos 10 Km até chegar na pequena floresta, onde se refugiaram, distante 4 Km do centro de Varginha e 500 metros da residência do pesquisador Ubirajara Franco Rodrigues.
13.01.96, às 08:00 HS (Talvez 20.01.96) – Carlos de Sousa, empresário e piloto de ultraleve, residente na cidade de São Paulo (SP), em 12.01.96, à noite, saiu de São Paulo e pernoitou no hotel Havaí 5.0, em Mairiporã (SP), à beira da rodovia Fernão Dias. Por volta das 04:00 horas da manhã, já 13.01.96, acordou, se preparou, tomou o café da manhã e seguiu viagem, com destino à cidade de Três Corações (MG), local onde iria se encontrar com uns amigos para tratar de um campeonato de vôo com ultraleves. Carlos acredita que esse fato ocorreu em 13.01.96. Talvez possa ter ocorrido em 20.01.96, mas seus amigos confirmaram a data de 13.01.96.

Carlos viajava pela rodovia Fernão Dias, dirigindo a sua pick-up Fiorino vermelha, quando a uns 5 quilômetros antes de chegar no trevo da entrada para a cidade de Varginha, por volta das 08:00 hs, ouviu um ronco abafado de motor. Pensou que era defeito do seu veículo. Parou em uma área que foi desterrada, do lado oposto da rodovia. Ao sair do carro viu uma estranha nave no céu, em torno de 120 metros de altura, à sua esquerda, voando no sentido de Varginha para Três Corações. Era metálica, totalmente polida, refletia muito bem a luz solar, não tinha nenhum ponto de luz colorida ou piscando na estrutura, tinha pelo menos quatro janelas redondas de cada lado, de 10 a 12 metros de comprimento, de 4 a 5 metros de diâmetro, em forma de charuto, levemente ovalada. A metade direita da frente tinha um grande buraco, com o diâmetro aproximado de 1,5 metros, tendo uma grande fenda na lateral direita, começando no buraco e indo até o centro da nave, por onde saia muita fumaça branca, tipo gelo seco. Pela descrição do Carlos, a nave era exatamente igual àquela vista de madrugada pelo casal Eurico e Oralina. Agora, a única diferença era a emissão de ruídos. É muito provável que seja a mesma nave. Se realmente era a mesma, com certeza, os militares acompanharam essa nave a noite toda.

A nave voando, foi passando por cima da rodovia, indo da sua esquerda para a direita, seguindo quase paralela com a rodovia, formando um pequeno ângulo, se afastando da pista, na velocidade de 80 a 100 Km/h. Carlos entrou na sua pick-up e durante uns 20 quilômetros pela estrada, pode acompanhar a nave, agora à direita do seu veículo, quando verificou que ela começou a cair rapidamente, talvez formando um ângulo de 30º com o solo, de forma que quando caiu foi se arrastando pelo meio da mata. Ela não caiu de bico. Quando a nave sumiu por detrás das árvores, talvez um quilômetro de distância da pista, ele começou a procurar alguma estrada secundária para tentar chegar no local. Encontrou uma estrada de terra batida, por onde entrou e chegou no local, passando no caminho por uma pinguela sobre um riacho. Entre localizar essa entrada e até chegar no local, Carlos calcula que levou de 20 a 30 minutos. Chegando no local do acidente, havia uma espécie de campo aberto, com muito capim gordura. Esse local pertence à fazenda Maiolini, situada em Três Corações. Bem ao longe havia árvores e montanhas. As cenas que ele viu, jamais vai esquecer. Havia destroços para todos os lados. Muitos pedaços pequenos. Parecia papel alumínio, muito fino. Ao longe podia ver pedaços maiores, não maior do que a traseira de um carro Opala. Pegou um pedaço daquele material, uma folha no tamanho aproximado de 1,00 x 0,60 metros. Era muito leve. Soltando no ar, caia como pena. Carlos amassou totalmente aquela folha, e ao soltar, ficou assustado, pois a folha se desamassou e voltou ao normal, sem nenhuma marca do amassamento.

Mais a frente viu um helicóptero, dois caminhões com lona do Exército, uma ambulância tipo jipe com uma cruz vermelha e três automóveis. Carlos não sabe como chegaram lá. Tinha de 30 a 40 soldados do Exército e da PM. Tinha pelo menos 2 enfermeiros. A preocupação dos militares era pegar os pedaços pequenos mais distantes dos pedaços maiores. O cheiro no local era horrível. Uma mistura de amônia com éter. As vezes parecia água podre. Carlos não viu seres, mas tem certeza que lá tinha seres, e não era deste mundo. De repente levou um susto. Alguém veio em sua direção. Um cabo da PM. Uma pessoa de cor. Devia ter 1,90 m de altura. Usava calças marrom escuro e blusa bege. Retirou o material das mãos do Carlos e disse "vai embora, você não viu nada". "Calma, é um acidente aéreo e eu quero ajudar", disse Carlos. "É um acidente, mas não é da sua conta", disse o cabo da PM. Outros soldados foram se aproximando e gritando "leva ele embora daqui, leva ele embora daqui, rápido. Você não viu nada e não conte pra ninguém. Some daqui". Carlos pegou a pick-up, manobrou com dificuldades e voltou para a rodovia Fernão Dias. Meio transtornado, Carlos parou sua pick-up na beira da estrada e ficou pensando. Queria voltar lá, mas estava com medo. Deve ter ficado aí por mais de uma hora. Retornou na Fernão Dias, na direção de São Paulo. No segundo restaurante à direita da estrada, já tendo passado a entrada de Varginha, resolveu parar. Aquelas imagens não saiam da sua mente. Até esqueceu do seu compromisso. Ficou lá um bom tempo.

Por volta das 11:00 hs, ainda no restaurante, alguém se aproximou. "Você é o Carlos de Sousa?". "Sim", respondeu Carlos. "Vem até aqui fora que queremos bater um papo". Estavam vestidos como civis, mas tinham o corte de cabelo como militares. "O que você viu?", perguntaram. "Eu vi tudo e sei que alguma coisa errada aconteceu lá", respondeu Carlos. "Você não viu nada, você mora na rua tal, na cidade tal, casado com fulana, seu pai é tal, sua mãe é tal, etc..., etc..., etc... Se você abrir a boca e contar o que viu, vai se dar muito mal". Eles já tinham conseguido a ficha inteira da vida dele. Devem ter anotado a placa da sua pick-up, e em duas horas já tinham tudo à respeito de Carlos. O compromisso do Carlos, motivo da sua viagem, já tinha passado da hora. Depois de algum tempo, após por a mente em ritmo normal, decidiu voltar para a cidade de São Paulo.

Carlos só falou desse evento para sua esposa e para dois amigos próximos. "Estou com isso atravessado na garganta a mais de 8 meses", garantiu Carlos. "Tenho parentes que sumiram na época da ditadura. Eu tenho conhecimento do que esses militares são capazes. Depois que um amigo meu leu o artigo na revista Planeta, de setembro de 96, contendo o dossiê completo sobre o caso conhecido como o Caso Varginha, e comentou comigo, resolvi contar tudo".

OBSERVAÇÃO – Depois que Carlos deu o seu depoimento, passamos a investigar os fatos. No local onde ocorreu a queda, há várias casas, distantes pelo menos 500 metros. Vários moradores da região informaram que nada ouviram ou viram acontecer no dia mencionado. Alguns pontos da narração do Carlos de Sousa batem com outras informações que temos e outros pontos são totalmente divergentes. Durante todo o tempo de pesquisa do "Caso Varginha", recebemos informações, desinformações e muitas brincadeiras. O depoimento do Carlos tem que continuar a ser melhor investigado, até ser descoberto toda a verdade. Meses antes do Carlos de Sousa fazer o seu relato, dois militares já haviam nos confidenciado que viram quando dois caminhões chegaram na ESA, carregados de estranhos metais. Uma área foi isolada e quando tais metais estavam sendo retirados, eles perceberam que eram manuseadas com grande facilidade, ou seja, eram extremamente leves. Tal fato ainda não tinha sido relatado à Imprensa, o que corrobora com as informações do Carlos. De qualquer forma, a dúvida continua.

A CAPTURA DE UMA ESTRANHA CRIATURA

20.01.96 – 08:30 HS

O Corpo de Bombeiros de Varginha recebeu um telefonema, não se sabe de quem, de que havia um animal estranho no bairro Jardim Andere. Talvez algum morador da região tenha ligado para os bombeiros, ou então essa pessoa tenha ligado para o 190 e a Polícia Militar (PM) tenha acionado os bombeiros. Há ainda a hipótese de que o próprio Exército tenha acionado os bombeiros. Redes, luvas e equipamentos foram preparados e uma viatura se deslocou para o local, com quatro bombeiros, sob a coordenação do Major Maciel. Os quatro bombeiros são o sargento Palhares, o cabo Rubens, o soldado Santos e o soldado Nivaldo.

Chegando no local, os bombeiros passaram a procurar o tal animal estranho. Deram algumas voltas e estacionaram o caminhão na Rua Suécia, no Jardim Andere. No local tem um enorme barraco descendente, onde termina na linha férrea.

20.01.96 – 10:30 HS

Os quatro bombeiros desceram o barranco, viram a estranha criatura e jogaram a rede em cima dela. Segundo os militares, a estranha criatura estava abobada e não ofereceu nenhuma resistência. A criatura emitia um estranho ruído, meio agudo. Quando os bombeiros retornaram, agora subindo o barranco, viram que do lado do caminhão do Corpo de Bombeiros havia também um caminhão do Exército. Os bombeiros entregaram a estranha criatura para os militares da ESA – Escola de Sargentos das Armas do Exército de Três Corações. A estranha criatura, ainda envolta à rede, foi colocada em uma caixa de madeira, a qual foi coberta com uma lona, e foi colocada na traseira do caminhão do Exército, sob a guarda de dois soldados.

Esse caminhão se dirigiu para a ESA, em Três Corações e o caminhão do Corpo de Bombeiros retornou ao quartel, em Varginha.

Na distância de 100 metros, havia alguns pedreiros e alguns serventes, os quais estavam enchendo uma laje, e também acompanharam toda a movimentação dos bombeiros no local. Três adultos e três crianças, que também assistiram tudo, quando estavam indo embora, o pedreiro Henrique José de Souza perguntou o que estava acontecendo, e eles disseram que os bombeiros capturaram uma estranha criatura.

Várias outras pessoas disseram que viram o caminhão do Corpo de Bombeiros no local, não só de manhã como também à tarde. No fim da tarde também viram uma viatura da Polícia Militar. Tais pessoas ainda estão com medo e não querem dar entrevista para a Imprensa.


O que aconteceu com essa criatura não sabemos. Diversos fragmentos de informações narram que a estranha criatura foi mantida em cativeiro, por um ou dois dias na ESA. Alguns acreditam que ela foi mantida em cativeiro na cadeia da Polícia Militar situada no bairro Santana, em Varginha. Depois, a tal criatura foi colocada dentro de uma caixa metálica, cheia de pequenos furos, e de helicóptero, foi enviada para Campinas (SP) e entregue aos cuidados do Dr. Fortunato Badan Palhares e Dr. Conradin Metz, ambos da Unicamp (Universidade de Campinas).

20.01.96 – 14:00 HS

Uma testemunha civil, que já foi militar, a qual pediu para não ser identificada publicamente, observou pelo menos sete militares do Exército, com uniformes típicos do tipo camuflado, armados com fuzil FAL, os quais vinham a pé pela linha de trem e proximidades, fazendo uma espécie de varredura na região, quando entraram na pequena floresta onde o primeiro ser foi capturado pelos bombeiros pela manhã. Em um certo instante, essa testemunha ouviu três disparos de fuzil FAL, o qual tem um som metálico e bem conhecido. Um militar de Campinas disse que uma criatura estava socorrendo uma outra caída ao solo, aparentemente ferida. Segundo os boatos entre os militares, o soldado atirou "de medo", pois ficou assustado. Em nenhum instante as criaturas apresentaram sinais de reação de ataque contra os militares. A criatura atingida recebeu dois tiros na barriga e um no peito. Também mencionaram que não foi três e sim quatro tiros, sendo que o último atingiu o ombro. Certamente, essa criatura morreu na hora. Um militar disse que um dos seres era diferente dos demais, com o corpo todo coberto por pêlos pretos. Tais informações ainda não foram devidamente confirmadas e ainda estão sob investigação dos ufólogos. A testemunha civil disse ainda que alguns minutos após os três disparos, os militares saíram da mata com dois sacos típicos utilizados pelo Exército. Um dos sacos tinha "algo" dentro que se mexia muito, enquanto que no outro havia "algo" imóvel. O volume em cada saco era equivalente ao ser capturado pelos bombeiros pela manhã.

Conseqüentemente, se nesses dois sacos havia mais duas estranhas criaturas, uma viva e outra morta, teríamos então até agora a captura de três desses seres, dois vivos e um morto. Tais informações por chegarem fragmentadas, não são cem por cento confiáveis. Estamos aguardando que algum militar que tenha participado dessa operação nos conte todos os detalhes. Há quem diga que o ser baleado foi levado para o Hospital Regional, situado no centro da cidade de Varginha.
20.01.96 – 15:30 HS

As jovens Kátia Andrade Xavier, 22 anos, Liliane Fátima da Silva, 16 anos e Valquíria Aparecida da Silva, 14 anos, depois do trabalho, retornavam para casa a pé. Quando estavam atravessando o terreno baldio, situado à Rua Benevenuto Bráz Vieira, ao lado do no 76, na distância de 7 metros, viram algo assustador. Um ser de aproximadamente 1,60 metros de altura, magro, pele de cor marrom escuro brilhante, como se estivesse untado com uma espécie de creme, com várias veias aparentes, duas pernas com enormes pés com dois dedos cada, dois braços com mãos contendo três dedos cada, mais compridos do que os braços dos seres humanos, cabeça enorme com três protuberâncias ósseas, duas de lado e uma no centro da cabeça, sem nenhum pêlo aparente, olhos grandes, sem pupilas, vermelhos da cor de sangue e saltados para fora como os olhos de sapo. Os militares que viram os seres capturados, além de confirmarem essa descrição, complementaram dizendo que os seres tinham apenas dois furos no lugar do nariz, uma boca muito pequena, uma língua preta, fina e comprida, exalava um forte cheiro de amoníaco por todo o corpo e fazia um zunido pela boca parecido com abelhas.


A estranha criatura estava agachada próxima à parede de uma oficina, no meio de alguns arbustos. No primeiro instante pensaram se tratar de uma estátua, mas quando a criatura girou a cabeça, elas viram aqueles enormes olhos vermelhos. Não era bicho nem gente, era um ser horrível. Em certo instante pensaram se tratar do capeta em pessoa. Saíram correndo assustadas e só pararam em casa apavoradas. A mãe da Liliane e da Valquíria, a Dna. Luiza Helena da Silva, 38 anos, juntamente com os vizinhos, após socorrerem as jovens e desfazerem do susto, retornaram ao local e não mais encontraram a estranha criatura. No local só havia duas pegadas no solo e um cheiro muito ruim. Analisando os fatos, possivelmente, com os militares fazendo a varredura na mata, a três quarteirões de distância, uma hora antes, dando tiros de FAL, a criatura que as três jovens viram, certamente sentindo risco de vida, em uma atitude de se salvar, saiu em fuga da mata, se escondendo pelos arbustos até chegar no terreno baldio. A Liliane disse que a aparência do ser era de assustado.

20.01.96 – 17:00 HS

Se foi fantástica a queda da nave e as capturas de estranhas criaturas em Varginha, fantástica também foi a violenta tempestade de granizo e de vento que caiu na cidade um pouco antes do anoitecer. Nos últimos 25 anos, Varginha não via tempestade igual. Janelas quebradas, telhados partidos, vidros trincados, toldos perfurados, árvores que foram arrancadas com raiz e tudo, muros que caíram, etc... Foi um grande estrago. Os moradores viram granizos do tamanho de uma bolinha de pingue-pongue. Partindo da suposição de que na pequena floresta do Jardim Andere e arredores deveria ainda ter mais dessas estranhas criaturas, certamente elas foram atingidas pelos granizos, de certa forma machucando-as.

20.01.96 – 18:30 HS

Novamente os moradores de Jardim Andere viram o caminhão do Corpo de Bombeiros de Varginha, com vários bombeiros e viram também uma viatura da Polícia Militar, também de Varginha, no local dos fatos. Estavam procurando alguma coisa. O tempo chuvoso já havia passado.

20.01.96 – 20:00 HS

Agora, após a chuva, o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar e o Exército tinham boas desculpas para vasculharem toda a região. Para o público, estariam ajudando a população em relação aos estragos causados pelo temporal. Na realidade, os militares tinham conhecimento de que haviam mais seres pela região. Pelo menos um, aquele que a Kátia, a Liliane e a Valquíria tinham visto por volta das 15:30 hs. E acabou acontecendo mais uma captura, a quarta, agora pela Polícia Militar. Esse ser capturado pode ser ou não o mesmo visto pelas três jovens. Da mesma forma que aconteceu na captura da manhã pelos bombeiros, essa estranha criatura também não ofereceu maiores resistências ao ser capturada. Estava aparentemente abobada, ou doente, ou ainda machucada.

Essa captura foi realizada pelo soldado Marco Eli Chereze, um P2 (Serviço de Inteligência da PM), juntamente com um companheiro de trabalho, pois sempre os P2 trabalham em dupla, e certamente estavam usando o carro prêmio branco, sem identificação da PM.

A Polícia Militar levou inicialmente essa criatura a um Posto de Saúde da cidade, onde foi recusada. Conseqüentemente, ela também foi levada para o hospital Regional. Certamente, aí começaram os primeiros estudos e exames. Médicos, enfermeiros e militares devem ter ficado muito mais "maravilhados" do que assustados. Tinham às mãos estranhas criaturas diferentes de tudo aquilo que já tinham visto. O Serviço de Inteligência do Exército, conhecido como S2, iniciaram os primeiros registros fotográficos e videográficos. Essa missão da PM, ao que tudo indica, foi comandada pelo capitão Siqueira.

21.01.96 – 01:30 HS

Já no domingo, de madrugada, os militares resolveram fazer a transferência das estranhas criaturas do hospital Regional para o hospital Humanitas. Não sabemos porque houve essa transferência. O Regional situa-se mais próximo ao centro da cidade de Varginha, enquanto o Humanitas fica mais próximo da periferia. Muitas pessoas viram a estranha movimentação do Exército, do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar nos dois hospitais. Provavelmente, a razão da transferência foi porque o Humanitas é um hospital mais bem aparelhado, e pelo fato de estar longe do centro da cidade, menos pessoas iriam ver toda aquela movimentação militar.

Nesse dia, moradores do local, observaram carros chegando no Humanitas com placas de Belo Horizonte com militares, bem como médicos da USP (Universidade de São Paulo) e da UNICAMP. Ainda não sabemos que tipo de tratamento teve ou tiveram, o ser ou os seres, uma vez que não sabemos se o ser que levou os três tiros de FAL também foi levado ao hospital. Tudo indica que sim. Os exames, as radiografias, as fotos, os filmes e milhares de outros detalhes ficaram restritos aos médicos e aos militares. O ser que entrou com vida no Humanitas acabou morrendo lá dentro. Não sabemos se ele morreu de morte natural, se estava gravemente ferido, se estava doente ou ainda, o que seria lamentável, teria "sido" morto.

22.01.96 – 16:00 HS

A ESA, com o auxílio de três caminhões Mercedes Benz, tipo 1418, com a carroçaria coberta com capota de lona, e vários veículos sem identificação, com certeza do Serviço de Inteligência (S2), inicia a ação de retirada dos seres do hospital Humanitas. Uma série de manobras de despistamento por dentro da cidade, com o auxílio de rádios portáteis de comunicação e telefones celulares, um de cada vez, os caminhões encostaram de ré na porta lateral do Humanitas. Nesse local havia mais de quinze pessoas, entre médicos, enfermeiros e militares do Exército, do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar. Uma caixa especial reforçada, uma espécie de caixão de defunto, em cima de dois cavaletes, recebeu o corpo do ser. A tampa, que era mais larga em cima, foi colocada na caixa e foi devidamente lacrada. Depois foi todinha enrolada com plásticos pretos e foi instalada no caminhão, devidamente amarrada. A lona traseira do caminhão foi instalada e nas laterais, onde há as janelas de plástico, também foram fechadas, de modo que não se podia ver absolutamente nada dentro do caminhão. Os três caminhões retornaram à ESA antes do anoitecer. Um esquema especial foi montado para a chegada dos caminhões na ESA. Um deles acabou entrando por uma rua na contramão, em frente ao portão lateral do quartel. Um esquema de segurança especial foi montado para "tomar conta dos caminhões".

Quando esses caminhões retornaram à ESA, no bairro Campestre, foram vistos pelo Dr. Marcos A. Carvalho Mina, 27 anos, médico veterinário do Zoológico de Varginha. O Eduardo Bertoldo Praxedes, 26 anos, vigia da empresa Parmalat, situada à beira da estrada que liga Varginha a Três Corações, disse que durante vários dias viu vários caminhões e carros militares indo e voltando pela estrada, sempre em alta velocidade. Praxedes afirma que viu os caminhões do Exército não só nos dias 20, 21 e 22 de janeiro de 96, mas durante toda a semana que antecedeu as capturas. Isso reforça a hipótese de que a queda da estranha nave narrada por Carlos de Sousa ocorreu no dia 13 e não no dia 20.

23.01.96 – 04:00 HS

Um comboio todo especial sai da ESA com destino a Campinas. Uma Kombi na frente, os três caminhões em fila e atrás vários outros automóveis sem identificação. Cinco horas de viagem. Por volta das 09:00 horas chegaram na Escola Preparatória de Cadetes do Exército, em Campinas. Posteriormente, os seres foram levados para a UNICAMP, e entregues ao já citado médico legista Dr. Fortunato Badan Palhares, que juntamente com o Dr. Conradin Metz (ou Merve ou Nesve) e uma equipe especial de civis e militares iniciaram as autópsias e estudos científicos nos seres. Funcionários do laboratório onde trabalha o Dr. Badan estranharam o fato de que, na chegada dos seres, foi pedido para todos se retirarem, fato este nunca acontecido antes.

Pelo menos três militares informaram que um dos seres foi levado para um laboratório secreto, de acesso restrito, no subsolo do Hospital das Clínicas, na UNICAMP. Também informaram que existe outro laboratório secreto no subsolo do prédio da Biologia. O outro ser teria sido levado a uma das geladeiras do IML (Instituto Médico Legal) situado no necrotério do cemitério dos Amarais. Vários militares informaram que nunca tinham visto esse local tão bem guardado como nos meses de fevereiro, março e abril de 1996. Também a quantidade de militares que foram visto nesse período circulando pela UNICAMP foi assustador.

Todas essas operações de captura, transporte para o Regional, transferência do Regional para o Humanitas, retirada do Humanitas para a ESA e transporte para Campinas foram coordenadas pelo tenente coronel Olímpio Wanderley dos Santos, pelo capitão Ramires, pelo tenente Tibério da PE (Polícia do Exército) e pelo sargento Pedrosa. O comboio foi dirigido pelos motoristas cabo Vassalo, soldado Élber e soldado de Mello. Todos esses militares são da ESA.

Alguns militares disseram que os fragmentos metálicos, de origem desconhecida, foram levados para o CTA (Centro Tecnológico da Aeronáutica), em São José dos Campos, no interior de São Paulo, onde estão sendo analisados por militares dentro de um outro laboratório secreto de acesso restrito aí existente, também no subsolo, em uma das duas unidades situadas na estrada dos Tamoios.

A existência desses laboratórios militares secretos, de acesso restrito, situados em subsolos, até a pouco tempo, era desconhecida. Dizem que estão equipados com tecnologia de primeiro mundo, e as poucas pessoas que tem acesso a eles, entram utilizando cartão magnético e impressão digital.
23.01.96

Funcionários do Hospital das Clínicas da Unicamp, ligados com a equipe do Dr. Badan Palhares, informaram que chegou uma estranha caixa naquelas dependências. Provavelmente o ser vivo. Dois militares do Exército chegaram carregando uma caixa metálica com centenas de pequenos furos. Uma funcionária conduziu esses militares em uma das salas onde tem um corredor contendo várias portas. Chegando em uma das portas, a funcionária e os dois militares foram barrados por outros militares que lá aguardavam essa chegada. Foi pedido para colocarem a caixa no chão e tiveram que retornar. A caixa foi levada para o subsolo, local onde se situa um dos laboratórios de acesso restrito.

Esses funcionários estranharam o fato de que nos dias seguintes, o Dr. Badan começou a pedir os mais diversos tipos de alimentos. Frutas, verduras, leite, sopa, iogurte, etc... Todos diziam, desta vez o Dr. Badan não recebeu um cadáver. Não faz sentido o Dr. Badan fazer testes com o estômago de defuntos. Isso foi motivo de muitas piadas.

Tais funcionários disseram ainda que o Dr. Badan andou comentando que a hora em que os militares "abrirem as portas", ele duvida que alguém consiga ficar um minuto frente a frente com a tal criatura. O Dr. Badan estava se referindo não só ao aspecto horroroso e repugnante da tal criatura bem como o terrível mau cheiro emitido por ela.

23.01.96

Um avião Buffalo sai da Base Aérea de Canoas no Rio Grande do Sul. Em seu interior havia três "containers", uma caixa e vários militares. No primeiro "container" haviam os geradores, no segundo o equipamento de recepção e computadores e no terceiro uma pequena oficina portátil. Na caixa havia a antena desmontada. Em outras palavras, um sofisticado radar portátil. O avião seguiu para o sul de Minas. Esse radar deve ter sido instalado em alguma região ou cidade próxima a Varginha. Nesse período haviam muitas naves alienígenas sobrevoando a região. Militares de dentro da ESA informaram que certa noite ficaram preocupados com a hipótese de uma retaliação por parte dos seres extraterrestres.

25.01.96

Vários militares da Força Aérea e do Exército dos Estados Unidos chegaram na ESA em helicópteros. Uma área da ESA foi interditada. Vários agentes do Serviço de Inteligência (S2) de vários pontos do país foram enviados para a ESA. Moradores do local, de muitos anos, nunca viram tanta movimentação na ESA. Foi algo de chamar a atenção até do mais "bobinho". Se estavam tentando esconder alguma coisa do público, falharam na metodologia. Os militares que participaram da operação, ainda hoje, estão sendo vigiados e seguidos pelos S2. Ainda hoje, a situação está "feia" na ESA. Recentemente, alguns militares da ESA disseram que "aqui dentro, o trem tá pegando fogo". Todos os soldados foram proibidos de falar sobre o assunto, sob pena de cadeia. Muitos militares foram condecorados e transferidos para outras cidades e outros estados.

26.01.96

Vários militares que atuam dentro da NASA chegam na UNICAMP. A desculpa oficial foi que iriam selecionar cientistas brasileiros para participarem de futuras missões espaciais com os norte-americanos. Provavelmente, são militares que conhecem profundamente todos os detalhes sobre os discos voadores e seres extraterrestres. Militares informaram que esses militares norte-americanos estão trabalhando em conjunto com os militares brasileiros dentro dos laboratórios de acesso restrito. A proporção é de 50 % de brasileiros e 50 % de norte-americanos. Certamente, se houver uma lista com nomes de cientistas brasileiros, tais cientistas só irão viajar no ônibus espacial em sonho. Irão passar o resto da vida pensando nessa possibilidade.

07.02.96

O soldado Marco Eli Chereze, 23 anos de idade, 4 anos como militar, um P2, do Serviço de Inteligência da Polícia Militar de Varginha, juntamente com um companheiro de trabalho, em 20.01.96, por volta das 20:00 horas, participou da captura de uma estranha criatura no bairro de Jardim Andere, em Varginha, conforme já mencionado. Apesar da PM dizer que Marco não estava trabalhando aquele dia, a família desmente dizendo que naquele dia ele trabalhou até às 02:00 horas da madrugada do dia seguinte. Logo depois do grande temporal que abateu a cidade, com chuva de granizo, Marco passou na casa da sua mãe para trocar de roupa, pois estava todo molhado. Marco também pediu para avisar sua esposa que estava em um trabalho de emergência e iria chegar tarde. Na captura que ocorreu pela manhã, na mesma região, os bombeiros estavam usando luvas. Nessa captura noturna, não sabemos se o Marco estava usando luvas ou se chegou a tocar na estranha criatura.

Depois desse dia, Marco passou a ter um comportamento diferente. Quando as primeiras notícias foram para o ar, sobre as capturas das estranhas criaturas, em Varginha, seu pai chegou a dizer que achava isso tudo uma mentira, foi quando o Marco disse "não é mentira não pai, isso é muito sério e vai dar muito o que falar". No dia que a televisão passava um programa falando sobre essas capturas, Marco levantou e desligou a TV, dizendo que tal assunto confundia a cabeça das pessoas. No dia 06.02.96, ou seja, 17 dias depois que participou da captura, Marco percebeu que tinha uma pequena inflamação debaixo do braço esquerdo, na axila.

Depois de passar pela enfermaria do quartel, no dia seguinte, o tenente médico Dr. Robson Ferreira Melo fez uma micro cirurgia em Marco, que nos dias seguintes passou a ter febre e fortes dores em todo o corpo.

11.02.96

Marco foi internado no hospital Bom Pastor, em Varginha, porque o seu quadro clínico estava piorando.

15.02.96

Logo pela manhã. o Marco foi transferido para a CTI (Centro de Terapia Intensiva) do hospital Regional, local onde veio a morrer no mesmo dia, por volta dos 12:00 horas. À pedido dos médicos, alegando que a doença dele era grave, queriam que ele fosse enterrado de imediato, mas a família não concordou. Muito estranho. Na certidão de óbito consta que Marco morreu por insuficiência respiratória aguda, septicemia e pneumonia bacteriana.

A família, através da sua irmã Marta Antonia Tavares, pediu a abertura de inquérito policial, na 4ª Delegacia Seccional de Polícia de Varginha, alegando erro médico. O processo já foi encerrado. Nenhum médico foi condenado. Desde julho/96, à pedido do Delegado de Polícia Dr. João Pedro da Silva Filho, o IML (Instituto Médico Legal) vinha negando apresentar o laudo de necropsia. Em 20.01.97, data do primeiro aniversário do "Caso Varginha", os ufólogos denunciaram à Imprensa essa negligência, 2 dias depois apareceu tal laudo. Certamente, frente à situação dos fatos, tal laudo de necropsia deve ter sido "manipulado".

A morte de Marco Eli Chereze é muito estranha. Ele era um verdadeiro atleta. Meses antes de participar da captura da estranha criatura, ele fez exames para cabo e em seguida para sargento. Foi aprovado em tudo, inclusive nos exames médicos. Ora, se estava com a saúde perfeita, como teve uma morte tão rápida? Teria sido um erro médico? Será que Marco foi contaminado por algum vírus ou bactérias provenientes da estranha criatura? Não sabemos. Certamente os militares sabem muito bem, mas os parentes do Marco e a humanidade não ficarão sabendo.

Estariam os militares escondendo que as estranhas criaturas capturadas em Varginha são portadoras de vírus ou bactéria que matam mais rápido do que o Ébola? Isso poderia gerar algum pânico na população? A verdade pode ser mais triste e assustadora do que imaginamos.

28.02.96

A Dna. Thereza Christina Strarace Tavares de Magalhães Teixeira, esposa do falecido Prefeito de Campinas, o Sr. Adalbertto Magalhães Teixeira, foi proibida de entrar no (HC) Hospital das Clínicas da UNICAMP, local onde estava internado o seu marido quando doente. Ela ficou muito nervosa com a falta de organização do esquema de segurança do local. Com o auxílio de um telefone celular, após esclarecer que era esposa do Prefeito, com a chegada do Dr. Otávio Rizzi Coelho, o problema foi resolvido, a porta foi aberta e ela entrou.

Algumas pessoas acreditam que nessa noite o corpo do extraterrestre foi enviado ao HC para algum tipo de exame, e todo o local foi "fechado" por medida de segurança, resultando nessa confusão. A Dna. Thereza entrou por ser a mulher do Prefeito. O mesmo não aconteceu com outras pessoas que foram impedidas de entrar no HC.

01.03.96

O Secretário de Estado americano, Warren Christopher, assina com o ministro das Relações Exteriores brasileiro, Felipe Lampreia, o "Acordo de Cooperação para o Uso Pacífico do Espaço Exterior", em Brasília. Fica a pergunta no ar. Teria algo a ver com o Caso Varginha?

02.03.96

O administrador geral da Agência Espacial dos Estados Unidos, a NASA, Daniel Goldin, visitou as instalações do INPE (Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais), em São José dos Campos, SP, e assinou acordos de cooperação espacial entre as duas entidades. Já houve acordos assim no passado, mas é a primeira vez que o principal dirigente da NASA vem ao país conhecer o aparato científico nacional. Pessoas que estão acompanhando o Caso Varginha, civis e militares, acreditam que a presença de Daniel Goldin e de Warren Christopher no Brasil envolve acordos em relação aos seres capturados em Varginha, e também uma forma de "justificar" a presença de militares que atuam dentro da NASA na UNICAMP.
21.04.96 – 21:00 HS

Dentro do Zoológico de Varginha tem um restaurante de nome Paiquerê, o qual é alugado para terceiros. Nessa noite estavam comemorando um aniversário. Dna. Terezinha Gallo Clepf, 67 anos, esposa do Sr. Marcos Clepf, ex-vereador da cidade, saiu na varanda para fumar um cigarro. O local estava totalmente escuro. Ao olhar para o lado esquerdo, a quatro metros de distância, ela viu um ser exatamente igual ao descrito pelas jovens e pelos militares, sendo que este tinha na cabeça uma espécie de capacete amarelo. Dna. Terezinha disse que tinha a impressão que os enormes olhos vermelhos do ser emitiam uma espécie de luminescência, o que permitiu ver muito bem a face dele. O ser estava de pé atrás da grade que circula a varanda. Por estar escuro, ela não viu maiores detalhes do corpo.

Durante alguns minutos, Dna. Terezinha ficou estática olhando para a estranha criatura e vice-versa. Em nenhum instante a criatura se movimentou ou emitiu algum tipo de ruído. Assustada, a Dna. Terezinha entrou no restaurante e ficou calada, ainda sob o impacto emocional da visão. Logo depois ela retornou à varanda, e lá ainda estava a tal criatura.

Desesperada, ela entrou, puxou o seu esposo pelo braço e tratou de sair do local rapidamente. O Sr. Marcos, vendo que a esposa não estava bem, que estava muito nervosa, levou-a para casa. Somente depois no carro é que ela contou ao esposo o que viu. Ainda hoje a Dna. Terezinha apresenta sinais de intranqüilidade quando pensa naquele estranho ser. Coincidência ou não, naquele período, em doze dias, morreram misteriosamente cinco animais. Dois veados, uma anta, uma arara azul e uma jaguatirica. A bióloga e diretora do Zoológico Dra. Leila Cabral nunca tinha visto nada igual. O veterinário Dr. Marcos enviou as vísceras à Belo Horizonte para exames. Somente em um dos veados foi constatado uma espécie de intoxicação cáustica. Nos demais animais não foi encontrado nada. Não se sabe do que morreram.

O Dr. Marcos acredita que foi apenas coincidência. Já a Dra. Leila acredita que tem alguma coisa a ver com a presença daquela estranha criatura no Zoológico.

Naqueles dias no final de janeiro/96, quando todos comentavam sobre a captura de extraterrestres na cidade, a Dra. Leila encontrou com um bombeiro e brincou com ele. Você capturou o ET e eu vou cuidar dele. O bombeiro, assustado, mandou ela ficar quieta e pediu para não comentar isso com ninguém.

A contaminação desses animais teria a mesma origem daquela contaminação que matou rapidamente o soldado P2 Marco Eli Chereze? Até quando os militares irão encobrir fatos desse tipo? A humanidade tem o direito de saber toda a verdade.

29.04.96 – 22:00 HS

A Dna. Luiza Helena da Silva, mãe da Liliane e da Valquíria recebe a visita de quatro elementos, que não se identificaram, praticamente quase que invadiram a sua casa, vestidos de terno preto e gravata. Dois jovens e dois mais velhos. Dois morenos e dois claros. Depois de ouvirem as meninas, eles disseram que eram a "mina de ouro" delas. Em uma grande tentativa de suborno, esses quatro elementos ofereceram a elas o dinheiro suficiente para realizarem os seus sonhos, em troca de uma gravação de um vídeo onde a Liliane e a Valquíria iriam dizer que não viram nenhuma criatura estranha, e que tudo aquilo foi apenas uma brincadeira. Não sabemos se esses quatro elementos eram militares, ou fanáticos religiosos ou ainda alguém "testando" as garotas.

O DIA "D"

04.05.96 – 17:00 HS

Em uma reunião histórica na casa do Ubirajara, em Varginha, com 48 pessoas presentes, entre ufólogos e jornalistas, a Dna. Luiza, a Liliane e a Valquíria informaram à Imprensa a tentativa de suborno por parte de quatro desconhecidos. Os ufólogos revelaram à Imprensa presente as informações mais recentes, bem como também os nomes dos militares que comandaram as operações em Varginha. Era jornalista ligando em seus celulares para todos os cantos. Os responsáveis pela ESA não sabiam o que dizer. O clima esquentou. Muitos ficaram assustados. Nos dias seguintes, todos ficaram na expectativa do que iria acontecer.


08.05.96 – 11:00 HS

O Comandante da ESA, o general de brigada Sérgio Pedro Coelho Lima reuniu toda a Imprensa e leu uma nota de esclarecimento, informando que nenhum elemento ou material da Escola de Sargentos das Armas teve qualquer ligação com os fatos aludidos. Ao terminar, o repórter da EPTV perguntou onde estavam os outros militares que foram citados. Ele respondeu, trabalhando, em prol do Exército e em prol da nação. "O Sr. tem como provar?", questionou um dos reporteres presentes. "Provar para quem? Para a Imprensa? Não temos que provar nada e o que eu tinha a falar foi lido nesta nota". Assim, o general Lima virou as costas e saiu, deixando os repórteres totalmente convencidos de que realmente algo aconteceu em Varginha.

11.05.96

Outro fato histórico no Caso Varginha foi o estudo realizado pelo Dr. John Mack, um professor de psiquiatria da Havard Medical School nos Estados Unidos. O Dr. Mack, além de ser psiquiatra, tem pós-doutorado (PhD) na área. Ele é autor do livro "Abduction – Human Encounters With Aliens", e também foi protagonizado por um artista no papel principal do psiquiatra no filme "Intruders". Depois de muitas horas de perguntas com a Liliane, com a Valquíria, com Dna. Luiza e com a Dna. Terezinha, o Dr. Mack concluiu que elas realmente estão falando a verdade, e que realmente viram um ser muito estranho. Para a Ufologia, essa conclusão do Dr. Mack é muito importante.

17.05.96 – 20:00 HS

Hildo Lúcio Galdino, 20 anos, vinha de Três Corações para Varginha, com seu automóvel, quando fazia uma curva próximo à fazenda onde moram Eurico e Oralina, avistou uma estranha criatura na beira da estrada, idêntica àquela descrita por Kátia, Liliane e Valquíria. Ele reduziu a velocidade e acendeu os fachos altos dos faróis. A estranha criatura colocou uma das mãos no rosto cobrindo os olhos, deu meia volta e entrou na mata. Hildo teve a sensação que aquela estranha criatura ia atravessar a estrada.

Essa estranha criatura pode ou não ser a mesma avistada pela Dna. Terezinha, no Zoológico. Nessa época, pelo menos uma dessas criaturas estava solta pela região.
25.05.96

Em quase que total sigilo, pela primeira vez na história do Brasil, um ministro de Estado se reúne com o Alto Comando fora de uma capital. Um fato histórico. O ministro do Exército Zenildo Zoroastro de Lucena, juntamente com 29 generais, incluindo o chefe do Estado Maior, general Délio de Assis Monteiro, o comandante militar do Sudoeste, general Paulo Neves de Aquino, os chefes de diretoria e departamentos e os oito comandantes militares de área se reuniram em Campinas, para cumprir uma pauta que poderia tranqüilamente ser cumprida por militares de menor escalão. Visitaram a Escola Preparatória de Cadetes do Exército para avaliar o projeto EsPCEx 2000, que visa a informatização da educação e a criação de um ambiente de ensino moderno para os cadetes, bem como a implantação do sistema de monitoramento por satélite. Depois visitaram o 28o BIB (Batalhão de Infantaria Blindado) para avaliarem os 16 computadores já adquiridos de um total de 26, que visam gerar procedimentos administrativos e preparo de soldados. Daí, foram para a Embrapa conhecer o sistema de informação geográfica. No dia seguinte, foram para a cidade de Pirassununga, próximo à Campinas, no 2º Regimento de Carros de Combate, uma unidade da 11a Brigada de Infantaria Blindada, para acompanharem as obras que estão sendo realizadas para o recebimento de 40 carros de combate Leopardo, de fabricação alemã, adquiridos recentemente. Não resta nenhuma dúvida de que todos esses militares estiveram em Campinas para conhecerem as estranhas criaturas. Devem ter feito isso de madrugada, longe da Imprensa.

Militares de diversos lugares do Estado de São Paulo, inclusive do Litoral, nos informaram que nos dias que antecederam a visita do ministro em Campinas, foram realizadas diversas reuniões em Campinas, em Pirassununga, em Bragança Paulista, e provavelmente também em outros estados, envolvendo militares do alto escalão. Disseram que todo mundo queria ir a Campinas para olhar as estranhas criaturas. Chegou até a ocorrer divergências e desentendimentos entre alguns militares.

23.06.96 – 11:00 HS

Um amigo do Ubirajara, de Varginha, gentilmente cedeu seu avião Sêneca bimotor. Durante 40 minutos sobrevoamos toda a região, desde a fazenda do Eurico e Oralina, até no local onde os estranhos seres foram capturados. O objetivo principal era descobrir o local da queda do UFO. Procurávamos por uma depressão no solo, ou por uma clareira na mata ou ainda alguma área queimada. Infelizmente, não tivemos sucesso, mas ficaram os registros fotográfico e videográfico dessa parte da pesquisa, bem como o agradecimento ao dono do avião e seu piloto.

03.07.96

Em Brasília, a Câmara aprova um projeto que permite que a Aeronáutica Brasileira tenha poderes para derrubar aeronaves hostis. A medida visa dar mais poderes para a Aeronáutica, no combate ao narcotráfico e contrabando, podendo derrubar aeronaves em vôos clandestinos que não respondam às ordens de identificação. É claro que todo mundo agora está perguntando o que a Aeronáutica irá fazer se o alvo for um disco voador. Certamente, por fracassos anteriores, quando muito, a Aeronáutica irá acompanhar o alvo de longe, apenas registrando o fato em fotos e vídeos.

ESTRANHAS CRIATURAS

Até o presente momento, temos a certeza absoluta da captura de dois seres, confirmadas por militares que participaram dos fatos. O da manhã, vivo, capturado pelo Corpo de Bombeiros, e o da noite, capturado pela Polícia Militar, que morreu dentro do Hospital Humanitas e também foi enviado para a UNICAMP.

Os outros dois, capturados à tarde, ainda estamos pesquisando, no sentido de encontrarmos militares que participaram dos fatos e resolvam colaborar com os ufólogos, relatando com detalhes a ocorrência, sendo que, provavelmente, um ser teria levado três tiros de FAL e foi enviado morto para a UNICAMP e o ser vivo foi enviado para os Estados Unidos ou também está sendo mantido em cativeiro na UNICAMP.

Esses seres são classificados como do tipo Delta. São uma espécie de animais treinados e usados pelos seres Alfa e Beta em missões mais simples, como coleta de vegetais e minérios. Seria uma espécie de símios de origem extraterrestre, bem mais inteligentes que os nossos. Os ufólogos os classificam como EBEs – Entidades Biológicas Extraterrestres. Pelo que sabemos até a presente data, em Varginha foram capturados três seres com pele viscosa de cor marrom e um com todo o corpo coberto de pêlos pretos, inclusive na cabeça, sendo que os dois tipos têm os olhos avermelhados, enormes e saltados para fora.

CONTRADIÇÕES DO CASO VARGINHA

Para explicar a grande movimentação de militares na ESA, disseram que naquele dia tinha ocorrido a recepção de novos recrutas, sendo que isso ocorreu na semana seguinte.

Para explicar a grande movimentação de caminhões do Exército em Varginha, disseram que os veículos foram enviados à empresa Automaco para balanceamento das rodas e alinhamento de direção, sendo que os veículos foram vistos no sábado, no domingo e na segunda-feira, sendo que no sábado e no domingo, a empresa Automaco não tem expediente.

Para explicar a grande movimentação de militares no Hospital Regional, disseram que foi por causa da exumação do corpo de um jovem que se enforcou na cadeia. Conforme auto de exumação, isso ocorreu em 30.01.96, e a movimentação ocorreu nos dias 20, 21 e 22 de janeiro. Ninguém conseguiu explicar porque o Exército estava acompanhando essa "exumação".

Para explicar a grande movimentação de militares no Hospital Humanitas, disseram que foi por causa da chegada de novos equipamentos a serem utilizados em transplantes de coração. Ora, parece gozação. O que têm a ver o Exército, o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar com a chegada desses novos equipamentos? Transplante do coração de um ser extraterrestre? Só um idiota engole isso.

As várias declarações do Dr. Adilson Usier Leite à Imprensa, diretor do Hospital Regional e um dos donos do Hospital Humanitas, também deixaram muito a desejar. Ele insiste em dizer que o corpo da tal pessoa que foi enviada ao Regional para exumação veio em um carro do Corpo de Bombeiros. Por outro lado, o capitão Pedro Alvarenga, comandante da 13ª Companhia do Corpo de Bombeiros insiste em dizer que não foram acionados para transportar nenhum corpo. É, está na hora do Dr. Adilson e o Sr. Alvarenga sentaram à mesma mesa e chegarem em algum acordo, senão, o povo varginense vai acabar desconfiando de que quem chegou no hospital Regional, no caixão que estava em cima do carro de bombeiros, era realmente de um ser extraterrestre, e não o corpo de um ser humano comum.

Para explicar a grande movimentação de militares na UNICAMP, disseram que eles estavam acompanhando os estudos nas ossadas dos mortos no Araguaia, sendo que tais ossadas já estavam lá há quatro anos.

ENCERRAMENTO

Os ufólogos brasileiros não têm a menor dúvida do que aconteceu em Varginha. Tudo que aqui foi descrito é apenas uma parte da história. Muitos outros fatos novos irão ser descobertos. É apenas uma questão de tempo. E a pesquisa continua.

Claudeir Covo é ufólogo e presidente do INFA e co-editor da Revista UFO
Ubirajara Franco Rodrigues é co-editor da Revista UFO

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Criando Falsas Memórias

Em 1986, Nadean Cool, uma ajudante de enfermagem em Wisconsin, procurou ajuda terapêutica de um psiquiatra para auxiliá-la a superar um evento traumático experimentado pela sua filha. Durante a terapia, o psiquiatra usou hipnose e outras técnicas sugestivas para trazer à tona recordações de abuso que Cool supostamente teria experimentado. No processo, Cool foi convencida de que ela tinha memórias reprimidas de ter estado em um culto satânico, de comer os bebês, de ser estuprada, de ter sexo com animais e de ser forçada a assistir o assassinato da sua amiga de oito anos. Ela chegou a acreditar que teve mais de 120 personalidades - crianças, adultos, anjos e até mesmo um pato - tudo isso porque lhe foi dito que ela havia passado por severo abuso sexual e físico na infância. O psiquiatra também executou exorcismos nela, um dos quais durou cinco horas e incluiu o uso de água benta e gritos para Satanás deixar o seu corpo.

Quando Cool percebeu finalmente que aquelas falsas recordações foram implantadas, ela processou o psiquiatra por negligência profissional. Depois de cinco semanas de julgamento, o caso dela foi resolvido fora do tribunal por 2,4 milhões de dólares em março de 1997. Nadean Cool não é a única paciente a desenvolver falsas recordações como resultado de uma terapia questionável. Em 1992 no Missouri, um conselheiro de igreja ajudou Beth Rutherford a se lembrar, durante terapia, que o seu pai, um clérigo, a tinha estuprado regularmente dos sete aos catorze anos e que a sua mãe às vezes o ajudava segurando-a. Sob a direção do terapeuta, Rutherford desenvolveu recordações de seu pai engravidando-a duas vezes e forçando-a a abortar o feto ela mesma com um cabide. O pai teve que resignar do posto de clérigo quando as alegações se tornaram públicas. Mais tarde um exame médico da filha revelou, porém, que ela ainda era virgem aos 22 anos e nunca tinha estado grávida. A filha processou o terapeuta e recebeu 1 milhão de dólares de indenização em 1996.

Aproximadamente um ano antes, dois júris apresentaram vereditos desfavoráveis a um psiquiatra de Minnesota, o qual foi acusado de implantar falsas recordações pelos seus ex-pacientes Vynnette Hamanne e Elizabeth Carlson que submetidos à hipnose e ao amytal sódico1, e depois de serem mal informados sobre os funcionamentos da memória, vieram a se lembrar de horroroso abuso por membros da família. Os jurados compensaram Hammane com 2,67 milhões e Carlson com 2,5 milhões de dólares pelos seus sofrimentos.

Em todos os quatro casos, as mulheres desenvolveram recordações sobre abuso infantil na terapia e posteriormente negaram a sua autenticidade. Como nós podemos determinar se recordações de abuso infantil são verdadeiras ou falsas? Sem corroboração, é muito difícil de diferenciar entre falsas e verdadeiras recordações. Também, nestes casos, algumas recordações eram contrárias à evidência física, como memórias explícitas e detalhadas de estupro e aborto quando o exame médico confirmava virgindade. Como é possível as pessoas adquirirem falsas recordações tão elaboradas e seguras? Um número crescente de investigações demonstra que sob circunstâncias adequadas falsas recordações podem ser instiladas muito facilmente em algumas pessoas.

Minha própria pesquisa em distorção de memória remonta ao início dos anos 70, quando iniciei os estudos do "efeito da informação incorreta". Estes estudos mostram que quando as pessoas que testemunham um evento são posteriormente expostas a informação nova e enganosa sobre ele, as suas recordações freqüentemente se tornam distorcidas. Em um exemplo, participantes viram um acidente de automóvel simulado em um cruzamento com um sinal de Pare. Depois do ocorrido, metade dos participantes recebeu uma sugestão de que o sinal de tráfego era um sinal de passagem preferencial. Quando perguntados posteriormente que sinal de tráfego eles se lembravam de ter visto no cruzamento, os que haviam sido sugestionados tendiam a afirmar que tinham visto um sinal de passagem preferencial. Aqueles que não tinham recebido a falsa informação eram muito mais precisos na lembrança do sinal de tráfego.

Meus estudantes e eu administramos até agora mais de 200 experiências envolvendo mais de 20.000 indivíduos que documentam como a exposição à informação enganosa induz à distorção de memória. Nestes estudos, pessoas "recordaram" um celeiro digno de nota numa cena bucólica que não continha nenhum edifício; vidro quebrado e gravadores de fita que não estavam nas cenas que viram; um veículo branco em vez de azul na cena de um crime; e Minnie Mouse quando eles na verdade viram Mickey Mouse. Considerados em conjunto, estes estudos mostram que a informação enganosa pode mudar a memória de um indivíduo de um modo previsível e às vezes muito poderoso.

A informação enganosa tem o potencial de invadir nossas recordações quando falamos com outras pessoas, quando somos interrogados sugestivamente ou quando lemos ou vemos a cobertura da mídia sobre algum evento que podemos ter experienciado nós mesmos. Depois de mais de duas décadas explorando o poder da informação enganosa, pesquisadores aprenderam muita coisa sobre as condições que fazem as pessoas suscetíveis à modificação da memória. As recordações são mais facilmente modificadas, por exemplo, quando a passagem de tempo permite o enfraquecimento da memória original.

Falsas Memórias Infantis


Uma coisa é mudar um detalhe ou dois numa memória intacta mas outra totalmente diferente é implantar uma falsa memória de um evento que nunca aconteceu. Para estudar a falsa memória, eu e meus estudantes tivemos de achar um modo de implantar uma pseudomemória que não causasse nos nossos participantes tensão emocional imprópria, tanto no processo de criá-la quanto na revelação de que eles tinham sido enganados intencionalmente. Nós quisemos ainda tentar implantar uma memória que seria pelo menos ligeiramente traumática se a experiência tivesse ocorrido de fato.

Eu e minha parceira de pesquisa, Jacqueline E. Pickrell, concordamos em tentar implantar uma memória específica de estar perdido em um shopping center ou em uma grande loja de departamentos ao redor dos cinco anos. Aqui está como fizemos isto. Nós perguntamos para nossos participantes, 24 indivíduos dos 18 aos 53 anos, para tentarem se lembrar de eventos de infância que tinham sido contados a nós por um pai, um irmão mais velho ou outro parente próximo. Nós preparamos uma brochura para cada participante contendo estórias de um parágrafo sobre três eventos que haviam acontecido de fato a ele ou a ela e um que não havia. Nós construímos o falso evento sobre um possível passeio ao shopping usando informação provida por um parente, o qual verificou também se o participante não havia estado, de fato, perdido aos cinco anos. O enredo de "perdido no shopping" incluiu os seguintes elementos: perdido durante um período prolongado, choro, ajuda e consolo por uma mulher idosa e, finalmente, a reunião com a família.

Depois de ler cada história da brochura, os participantes escreveram sobre o que eles se lembravam do evento. Se eles não se lembrassem dele, eram instruídos a escrever, "eu não me lembro disto". Em duas entrevistas seguidas, nós falamos aos participantes que estávamos interessados em examinar o quanto de detalhe que eles podiam se lembrar e comparar as recordações deles com as dos seus parentes. Os parágrafos sobre o evento não foram lidos literalmente a eles, em vez disso foram fornecidos trechos para sugerir a lembrança. Os participantes recordaram aproximadamente 49 dos 72 eventos verdadeiros (68 %) logo depois da leitura inicial da brochura e também em cada uma das duas entrevistas seguidas. Depois de lerem a brochura, sete dos 24 participantes (29 %) lembraram-se tanto parcialmente como totalmente do falso evento construído para eles, e nas duas entrevistas seguidas seis participantes (25 %) continuaram afirmando que eles se lembravam do evento fictício. Estatisticamente, havia algumas diferenças entre as verdadeiras e as falsas recordações: participantes usaram mais palavras para descrever as verdadeiras recordações, e eles avaliaram as verdadeiras recordações como estando um pouco mais claras. Mas se um espectador fosse observar muitos de nossos participantes descreverem um evento, seria realmente difícil para ele dizer se a estória era uma recordação verdadeira ou falsa. Claro que, estar perdido, por mais assustador, não é o mesmo que ser molestado. Mas o estudo de "perdido no shopping" não é sobre experiências reais de estar perdido; é sobre implantar falsas memórias de estar perdido. O modelo mostra um modo de instalar falsas recordações e dá um passo em direção ao entendimento de como isto poderia acontecer no mundo real. Além disso, o estudo fornece evidência de que as pessoas podem ser conduzidas a se lembrarem do seu passado de modos diferentes, e elas podem até mesmo serem persuadidas a se "lembrar" de eventos completos que nunca aconteceram.

Estudos em outros laboratórios usando um procedimento experimental semelhante produziram resultados semelhantes. Por exemplo, Ira Hyman, Troy H. Husband e F. James Billing da Western Washington University pediram para estudantes de faculdade que recordassem experiências de infância que haviam sido contadas pelos seus pais. Os pesquisadores disseram aos estudantes que o estudo era a respeito de como as pessoas se lembram das mesmas experiências de modo diferente. Além de eventos reais reportados pelos pais, foi dado a cada participante um evento falso, seja uma hospitalização à noite devido a uma febre alta e a uma possível infecção de ouvido, ou uma festa de aniversário com pizza e palhaço que supostamente aconteceram aos cinco anos. Os pais confirmaram que nenhum desses eventos ocorreu de verdade.

Hyman descobriu que os estudantes recordaram completa ou parcialmente 84 % dos eventos verdadeiros na primeira entrevista e 88 % na segunda entrevista. Nenhum dos participantes recordou o evento falso durante a primeira entrevista, mas 20 % disseram na segunda entrevista que se lembravam de algo sobre o evento falso. Um participante que foi exposto à história da hospitalização de emergência mais tarde se lembrou de um médico, de uma enfermeira e de um amigo da igreja que veio visitá-lo no hospital. Em um outro estudo, Hyman apresentou junto com eventos verdadeiros, diferentes eventos falsos, como derramar acidentalmente uma tigela de ponche nos pais da noiva numa recepção de casamento ou ter que abandonar um supermercado quando o sistema de irrigação contra fogo ativou-se acidentalmente. Novamente, nenhum dos participantes recordou o falso evento durante a primeira entrevista, mas 18 % se lembraram de algo a respeito na segunda entrevista. Por exemplo, durante a primeira entrevista, um participante, quando perguntado a respeito do casamento fictício, declarou, "eu não tenho nenhuma idéia. Eu nunca ouvi isso antes". Na segunda entrevista, o participante disse, "era um casamento ao ar livre, e eu acho que estávamos correndo e derrubamos alguma coisa como uma tigela de ponche ou algo parecido e fizemos uma grande bagunça e, é claro, fomos repreendidos por isto."

Inflação da Imaginação


Inflamação da ImaginaçãoA descoberta de que uma sugestão externa pode conduzir à construção de falsas recordações infantis nos ajuda a entender o processo pelo qual as falsas recordações surgem. É natural querer saber se esta pesquisa é aplicável em situações reais como a de ser interrogado por um oficial da lei ou na psicoterapia. Embora uma sugestão enfática pode não acontecer habitualmente em um interrogatório policial ou na terapia, a sugestão na forma de um exercício imagético às vezes o faz. Por exemplo, quando tentando obter uma confissão, oficiais da lei podem pedir para um suspeito que imagine ter participado de um ato criminoso, e alguns profissionais de saúde mental encorajam os pacientes a imaginar eventos infantis como um modo de recuperar memórias supostamente escondidas.

Pesquisas de psicólogos clínicos revelam que 11 % deles instruem seus clientes "a deixarem a imaginação correr solta" e 22 % dizem para seus clientes "dar rédea livre à imaginação". A terapeuta Wendy Maltz, autora de um livro popular sobre abuso sexual infantil, defende que se dê a seguinte recomendação ao paciente: "Gaste tempo imaginando que você foi abusado sexualmente, sem se preocupar que a exatidão prove qualquer coisa, ou ter que fazer suas idéias terem sentido....Pergunte a si mesmo...estas questões: Que hora do dia é agora? Onde você está? Em um lugar fechado ou ao ar livre? Que coisas estão acontecendo? Há uma ou mais pessoas com você?" Maltz adicionalmente recomenda que os terapeutas continuem fazendo perguntas como "Quem teria sido o provável responsável? Quando você foi mais vulnerável ao abuso sexual em sua vida?"

O uso crescente de tais exercícios de imaginação conduziu a mim e a vários colegas a se perguntarem sobre as suas conseqüências. O que acontece quando as pessoas imaginam experiências infantis que não aconteceram? Imaginar um acontecimento na infância aumenta a convicção de que realmente aconteceu? Para explorar isto, nós projetamos um procedimento de três fases. Nós primeiro pedimos aos participantes que indicassem a probabilidade de que certos eventos aconteceram a eles durante a infância. A lista contém 40 eventos, cada um classificado numa escala variando de "definitivamente não aconteceu" a "sem dúvida aconteceu". Duas semanas mais tarde nós pedimos aos participantes que imaginassem que haviam experienciado alguns destes eventos. Foi pedido a diferentes indivíduos que imaginassem diferentes eventos. Algum tempo depois foi pedido aos participantes que respondessem à lista original de 40 eventos infantis novamente, indicando quão provável estes eventos realmente aconteceram a eles. Considere um dos exercícios de imaginação: é dito aos participantes que imaginem brincar dentro de casa depois da escola, ouvindo então um ruído estranho do lado de fora, correndo para a janela, tropeçando, caindo, e alcançando e quebrando a janela com as suas mãos. Além disso, nós perguntamos aos participantes coisas como "No que você tropeçou? Como você se sentia?" Em um estudo 24 % dos participantes que imaginaram a cena da janela quebrada relataram mais tarde um aumento de confiança de que o evento havia acontecido, enquanto que aqueles aos quais não foi pedido imaginar o incidente apenas 12 % relataram um aumento na probabilidade de que havia ocorrido. Nós descobrimos este efeito da "inflação da imaginação" em cada um dos oito eventos que os participantes imaginaram a nosso pedido. Várias explicações possíveis vêm à mente. Uma óbvia é de que o ato de imaginar simplesmente faz o evento parecer mais familiar e essa familiaridade é relacionada erroneamente às recordações de infância ao invés de ser relacionada ao ato de imaginar. Tal confusão de fonte, quando uma pessoa não se lembra da fonte de informação, pode ser especialmente intensa para as distantes experiências da infância.

Os estudos de Lyn Giff e de Henry L. Roediger III da Universidade de Washington sobre recente experiências ao invés de experiências infantis, conectam de forma mais direta as ações imaginadas à construção da falsa memória. Durante a sessão inicial, os pesquisadores instruíram os participantes a imaginar a ação proposta ou apenas escutá-la sem fazer mais nada. As ações eram simples: bata na mesa, erga o grampeador, quebre um palito, cruze seus dedos, e rode seus olhos. Durante a segunda sessão, foi pedido aos participantes que imaginassem algumas das ações que eles não haviam executado anteriormente. Durante a sessão final, eles responderam perguntas sobre quais ações eles executaram de fato durante a sessão inicial. Os pesquisadores descobriram que quanto mais os participantes imaginavam uma ação não executada, mais provável era que eles se lembrassem de tê-la executado.

Recordações Impossíveis


É altamente improvável que um adulto possa se recordar de lembranças incidentais verdadeiras do primeiro ano de vida, em parte porque o hipocampo, que desempenha um importante papel na criação de recordações, não amadureceu o bastante para formar e armazenar recordações duradouras que possam ser recuperadas na fase adulta.

Um procedimento para implantar "recordações impossíveis" sobre experiências que ocorrem logo após o nascimento foi desenvolvido pelo falecido Nicholas Spanos e seus colegas da Universidade de Carleton. Pessoas foram levadas a acreditar que elas tinham habilidades de exploração visual e de movimento ocular bastante coordenados provavelmente porque elas nasceram em hospitais que penduravam coloridos mobiles oscilantes em cima dos berços das crianças. Para confirmar se eles tiveram tal experiência, metade dos participantes foi submetida à hipnose e conduzida até o dia posterior ao nascimento e então foram questionadas sobre o que elas se lembravam. A outra metade do grupo participou de um procedimento de "reestruturação mnemônica dirigida" que usou regressão de idade assim como um vívido encorajamento para se recriar as experiências infantis imaginando-as. Spanos e seus colegas de trabalho descobriram que a vasta maioria dos participantes era suscetível a estes procedimentos de implante de memória. Tanto os participantes hipnóticos quanto os dirigidos relataram recordações infantis. Surpreendentemente, o grupo dirigido recordou um pouco mais (95 % contra 70 %). Ambos os grupos se lembravam do móbile colorido numa taxa relativamente alta (56 % do grupo dirigido e 46 % do hipnótico). Muitos participantes que não se lembravam do móbile, se recordavam de outras coisas, como médicos, enfermeiras, luzes brilhantes, berços e máscaras. Também, em ambos os grupos, daqueles que relataram recordações de infância, 49 % sentiam que as recordações eram reais contra 16 % que reivindicavam que elas eram apenas fantasias. Estas descobertas confirmam estudos prévios de que muitas pessoas podem ser levadas a construir falsas recordações complexas, vívidas e detalhadas por meio de um procedimento bastante simples. A hipnose claramente não é necessária.

Como as Falsas Memórias se Formam


No estudo de perdido-no-shopping, a implantação da falsa memória aconteceu quando outra pessoa, normalmente um membro da familia, afirmou que o incidente aconteceu. A corroboração de um evento por uma outra pessoa pode ser uma técnica poderosa para induzir a uma falsa memória. De fato, só de afirmar ter visto uma pessoa fazendo algo errado já é o suficiente para conduzí-la a uma falsa confissão.

Este efeito foi demonstrado em um estudo de Saul M. Kassin e seus colegas da Williams College que investigaram as reações de indivíduos acusados falsamente de danificar um computador apertando a tecla errada. Os participantes inocentes inicialmente negaram a acusação, mas quando uma pessoa associada ao experimento disse que havia visto eles executarem a ação, muitos participantes assinaram uma confissão, absorveram a culpa pelo ato e continuaram a confabular detalhes que fossem consistentes com aquela convicção. Estas descobertas mostram que uma falsa evidência incriminatória pode induzir as pessoas a aceitarem a culpa por um crime que não cometeram e até mesmo a desenvolver recordações para apoiar os seus sentimentos de culpa.

As pesquisas estão começando a nos dar uma compreensão de como falsas recordações de experiências emocionalmente envolventes e completas são criadas em adultos. Primeiro, há uma exigência social para que os indivíduos se lembrem; por exemplo, num estudo para trazer à tona as recordações, os pesquisadores costumam exercer um pouco de pressão nos participantes. Segundo, a construção de memórias pelo processo de imaginar os eventos pode ser explicitamente encorajada quando as pessoas estão tendo dificuldades em se lembrar. E, finalmente, os indivíduos podem ser encorajados a não pensar se as suas construções são reais ou não. A elaboração de falsas recordações é mais provável de acontecer quando estes fatores externos estão presentes, seja num ambiente experimental, terapêutico, ou durante as atividades cotidianas.

Falsas recordações são construídas combinando-se recordações verdadeiras com o conteúdo das sugestões recebidas de outros. Durante o processo, os indivíduos podem esquecer a fonte da informação. Este é um exemplo clássico de confusão sobre a origem da informação na qual o conteúdo e a proveniência da informação estão dissociados.

Está claro que não é porque nós podemos implantar falsas recordações de infância em alguns indivíduos que todas as recordações que surgirem após a sugestão serão necessariamente falsas. Dizendo de outro modo, embora o trabalho experimental na criação de falsas recordações pode levantar dúvidas sobre a validade de recordações remotas, como um trauma recorrente, de nenhuma maneira os desmentem. Sem corroboração, há muito pouco que possa ser feito para ajudar até mesmo o mais experiente observador a diferenciar as verdadeiras recordações daquelas que foram sugestivamente implantadas.

Os mecanismos precisos pelos quais esses tipos de falsas memórias são construídos aguardam por novas pesquisas. Nós ainda temos muito a aprender sobre o grau de confiança e as características das falsas memórias criadas desta maneira, e nós precisamos descobrir que tipos de indivíduos são particularmente suscetíveis a estas formas de sugestão e que tipos são resistentes.

Enquanto continuamos este trabalho, é importante prestar atenção à advertência contida nos dados já obtidos: profissionais de saúde mental e outros devem estar atentos de quão enormemente eles podem influenciar a lembrança de eventos e da urgente necessidade de se manter a moderação em situações nas quais a imaginação é usada como um auxílio para recuperar memórias presumivelmente perdidas.


Artigo publicado na Scientific American, em setembro de 1997, vol 277 #3 páginas 70-75..

ELIZABETH F. LOFTUS é professora de psicologia e professora auxiliar de Direito na Universidade de Washington. Ela recebeu o Ph.D em psicologia da Universidade de Stanford em 1970. Sua pesquisa concentra-se em memória humana, depoimento de testemunha ocular e procedimentos de Tribunal. Loftus publicou 18 livros e mais de 250 artigos científicos e serviu como especialista ou assessora em testemunhas em centenas de julgamentos, inclusive no caso de molestamento na pré-escola McMartin2. Seu livro Eyewitness Testimony ganhou o National Media Award da Fundação Psicológica Americana. Ela recebeu doutorados honorários da Universidade de Miami, Universidade de Leiden e da Faculdade John Jay de Justiça Criminal. Loftus foi eleita presidenta da Sociedade Psicológica Americana recentemente.

Parapsicologia na União Soviética

Em 1968 duas pesquisadoras americanas foram selecionadas para percorreram a Rússia, Bulgária e a Checoslováquia e estudar os programas de intensa pesquisa parapsicológica que estavam sendo realizados nestes e em outros países soviéticos. Sheila Ostrander e Lynn Schroeder contam em seu dossiê, “Experiências Psíquicas além da Cortina de Ferro” o que descobriram e falam de Telepatia, Hipnotismo, Psicossomática, Precognição, Psicocinese, Auras de animais e plantas, Acupuntura, Levitação, Rabdomância etc., e o que ingenuamente denominamos “PES” (percepção extra-sensorial).

Tudo pesquisado com financiamento do governo de países ditos materialistas dialéticos, ateus confessos, por isso mesmo isentos de quaisquer preconceitos religiosos e cujo único objetivo era a utilização prática de poderes que todos nós possuímos, e que a ciência ocidental trata com desprezo como lenda.

Experiências Psíquicas além da Cortina de Ferro

O ocidental comum junta tudo o que não aprendeu a definir como espiritual ou científico numa grande cesta e depois corta em pedacinhos, para ajustar às suas preferências. Quando surgem assuntos que não parecem se encaixar em uma explicação pragmática ou espiritual, simplesmente nega sua existência.

Assuntos como esses que antigamente eram tratados como metafísica, hoje são simplesmente “psíquicos”.

Diferentemente do que dicionários classificam como “psíquicos”, e diametralmente opostos a eles, os assuntos que aqui serão discutidos são em todos os sentidos, não somente susceptíveis de observação científica, como de investigação tecnológica. Todos eles foram investigados na União Soviética.

Quando, em 1959, o submarino atômico Náutilus da marinha americana atravessou submerso o gelo da calota polar ártica, um jornal francês noticiou que cientistas americanos haviam feito experiências bem sucedidas de contato telepático com base naval nos Estados Unidos, estando separados por milhares de quilômetros de distância e debaixo de uma centena de metros de gelo. A marinha americana negou veementemente que tal fato tivesse acontecido, veemência já por si só suspeita.

Este fato, entretanto, não passou despercebido aos cientistas russos, que já naquela época vinham fazendo algumas experiências, principalmente procurando utilidade prática, inclusive militar, para alguns conhecidos videntes e médiuns dentro da Rússia.

Enquanto o mundo ocidental ridicularizava até pesquisadores eruditos sérios (exemplo, o Dr. J. B. Rhine, o primeiro a utilizar a palavra “Parapsicologia”), na União Soviética cientistas ilustres, físicos, químicos, filósofos, sociólogos, usando dinheiro público, iniciavam estudos profundos nessa ciência psíquica, ocidentalmente desprezada.

Em 1967 a telepatia pulsou em código entre Moscou e Leningrado, enquanto um sofisticado equipamento da idade espacial controlava o cérebro do receptor. Dizem os cientistas soviéticos que foram capazes de decifrar a mensagem com a ajuda das máquinas; dizem que foram capazes de transmitir palavras telepaticamente de uma mente a outra numa distância de 640 quilômetros.

Em outras partes da Rússia, revistas técnicas e universidades relataram coisas ainda mais surpreendentes do que a telepatia verificada por computadores. Publicaram fotografias de belas luzes coloridas que tremeluziam sobre o corpo humano e em torno dele. Seria esta a "aura" de que os médiuns falam há tanto tempo? "Acendem-se chamas elétricas, depois luzes azuis e alaranjadas. Grandes canais de clarões resplandecentes, roxos, ígneos. É fantástico, fascinante, um jogo misterioso — um mundo de fogo!" - bradavam cientistas geralmente circunspectos. De acordo com os soviéticos, eles inventaram uma máquina que permite a qualquer um ver a aura lendária e colorida, normalmente visível apenas para os médiuns.

No Báltico, geólogos soviéticos caminhavam com varas hidroscópicas; nos Urais fizeram experiências com a visão sem olhos; junto do Mar Negro estudaram as mãos de um médium curador. A parapsicologia, que dez anos antes não existia, entrou a florescer, de repente, em toda a URSS.

Uma cadeia inverossímil de acontecimentos levou as autoras da obra citada, durante um período de três anos, a enredar-se nesse pasmoso renascimento da pesquisa psíquica num país comunista. À parte os livros, artigos, peças e poesias que cada uma delas escrevia em campos muito diferentes, durante vários anos escreveram artigos sobre a União Soviética. Uma delas percorrera extensamente a Rússia em 1961 numa excursão de estudantes graduados. Seus artigos não focalizavam a política da Cortina de Ferro, mas a vida por detrás das cortinas de rendas da Rússia de todos os dias. Se a coexistência com os soviéticos era necessária, parecia-lhes razoável tentar conhecer alguma coisa a respeito deles.

Nos jornais e revistas soviéticas puderam encontrar um material sumamente insólito sobre a vida na Rússia — artigos sobre fenômenos psíquicos. Cientistas soviéticos perguntavam publicamente: Que é o homem? Possuímos, acaso, potencialidades não usadas e não sonhadas? Poderá a parapsicologia derreter as barreiras e criar o ser humano supernormal? Tais eram as fascinantes perguntas que se liam nas publicações soviéticas.
Em 1966 a prestigiosa revista Ciência e Religião publicou um número especial, o N.° 3, sobre as pesquisas levadas então a cabo na Rússia, no campo da telepatia. Soviéticos notáveis reclamavam novas investigações nesse campo. Entre eles figuravam: o Dr. Nikolai Semyonov, detentor de um Prêmio Nobel de Química e vice-presidente da Academia de Ciências da URSS; acadêmicos como o Dr. M. Leontovich, o Dr. A. Mints, o Dr. P. V. Rebinder, importante físico-químico; o Dr. Gleb Frank, diretor da "Cidade da Ciência" de Puschino, perto de Moscou. Filósofos marxistas manifestaram-se com clareza meridiana. "Todos os que criticam a pesquisa sobre a telepatia estão apenas utilizando o marxismo-leninismo para amparar o seu conservantismo científico. Todos os que colocam obstáculos no caminho do progresso científico deveriam pagar por isso", trovejou o Dr. V. Tugarinov, chefe do Departamento de Filosofia da Universidade de Leningrado.

De Rasputin a Wolf Messing

Uma das causas da derrocada da família imperial russa, que culminou com a Revolução Comunista de 1918, foi sem dúvida nenhuma a influência exercida sobre ela pelo místico siberiano Gregoire Ifimovitch Rasputin, que, dizia-se, era capaz de controlar mentalmente a czarina Alexandra (assim como outras pessoas, principalmente do sexo feminino). Foi também uma das causas alegadas pelo Conde Felix Yusupov para matá-lo como nos conta em seu livro “Como Matei Rasputin”.

Inegável a queda do povo russo pelas questões psíquicas, muito embora os revolucionários que transformaram a Rússia no pilar central do materialismo dialético se esforçassem por destruir essas tendências ditas pouco racionais.

Em 1940 o então todo-poderoso ditador da União Soviética Joseph Stalin convocou para uma reunião um telepata polonês, já conhecido em todo o mundo como médium de poder, que havia sido testado na época por Einstein, Freud e Gandhi. Stalin ouvira falar na capacidade que Wolf Messing tinha de projetar telepaticamente o seu pensamento no espírito de outra pessoa e, por assim dizer, de lhe controlar ou embaralhar a mente.

Planejando utilizar as faculdades peculiares do médium, Stalin ordenou uma prova direta do talento de Messing. Este teria de realizar um assalto psíquico a um banco e tirar 100.000 rublos do Gosbank de Moscou, onde ninguém o conhecia.

– Dirigi-me ao caixa e estendi-lhe um pedaço de papel em branco, arrancado de um caderno escolar, – diz Messing. Em seguida, abriu uma pasta e colocou-a sobre o balcão. Depois, ordenou mentalmente ao caixa do banco que lhe entregasse a enorme soma de dinheiro. O idoso funcionário olhou para o pedaço de papel. Abriu o cofre e dele retirou 100.000 rublos. Messing ajeitou as notas na pasta e saiu. Foi encontrar-se com as duas testemunhas oficiais de Stalin, encarregadas da experiência. Depois que estas constataram que a prova tinha sido satisfatoriamente realizada, Messing voltou ao caixa. Quando começou a devolver os maços de notas, o funcionário do banco olhou para ele, olhou para o pedaço de papel em branco que ainda estava sobre a sua mesa e caiu ao chão, vítima de um insulto cardíaco.

Felizmente não era fatal, diz Messing.

Teríamos pensado muita coisa a respeito de Stalin, menos que fosse um pesquisador psíquico. Esses relatos extraordinários não saíram da Rússia contrabandeados, transmitidos à surdina. Os próprios soviéticos os publicaram na importante revista, “Ciência e Religião”, como parte da autobiografia de Messing, “Sobre mim Mesmo.” O simples fato de haverem passado pelos censores políticos e pela política ateística oficial constitui boa prova da sua validade. Em “Sobre Mim Mesmo” Messing observa que teve muitos encontros com Stalin.

Não apenas para Stalin, mas para um vasto número de soviéticos, Wolf Grigorevich Messing foi uma criatura brilhante, uma espécie de superastro conhecido em todos os níveis da sociedade, uma figura lendária, por mais de um quarto de século. O nome é familiar até para célebres cientistas. O detentor russo do Prêmio Nobel de química, Dr. Nikolai Semyonov, disse em Ciência e Religião, em setembro de 1966:

"È muito importante estudar cientificamente os fenômenos psíquicos de sensitivos como Wolf Messing".

Há sobejos motivos para a lenda, além do endosso "testado por Stalin".

Messing conta como tudo começou.

Sendo a família de Messing pobríssima, porém excessivamente religiosa, Wolf, aos seis anos de idade, graças à sua memória prodigiosa, conhecia muito bem o Talmude. O rabino decidiu que o garoto cursaria uma escola religiosa a fim de preparar-se para o rabinato. A família ficou entusiasmada com a oportunidade que se oferecia ao filho, mas Wolf recusou-se terminantemente a ir para a escola.

– Foi então que aconteceu o primeiro milagre em minha vida, recorda Messing. Meu pai me mandara à venda comprar um maço de cigarros. Já era lusco-fusco. A entrada da nossa casinha de madeira estava escura. Subitamente, surgiu no degrau uma figura gigantesca, escura, toda vestida de branco.

“Meu filho! Sou um mensageiro vindo lá de cima para predizer o seu futuro! Vá à escola! As suas orações agradarão ao céu!. .”.

E a visão desapareceu.

"Seria difícil transmitir a impressão que essas palavras causaram aos sentimentos nervosos e místicos de um menino", continua Messing. “Foram como o brilho do relâmpago, o troar do trovão. Caí ao chão e perdi os sentidos”.

“Quando tornei a mim, meu pai e minha mãe liam orações por mim. Lembro-me dos seus rostos conturbados. Mas depois que me recuperei, ficaram mais calmos. Contei-lhes o que acontecera. Fingindo tossir, papai murmurou”:

“Quer dizer que Ele quer. .”.

“Minha mãe permaneceu em silêncio”.

"Depois desse pasmoso incidente, eu não poderia continuar resis­tindo", confessa Messing. E, obediente, foi para a escola religiosa, em outra aldeia.

O menino, porém, não se sentia feliz com uma vida de orações. Aos onze anos, com dezoito centavos no bolso, partiu para o mundo desconhecido no primeiro trem que passou por lá. Enfiou-se debaixo de um banco num vagão quase vazio e adormeceu.

Eu, naturalmente, não tinha passagem, prossegue Messing.

“Rapazinho, ainda posso ouvir-lhe a voz nos meus ouvidos, a sua passagem.. “.

"Nervosamente, tensamente, estendi-lhe um pedacinho de papel sem valor algum, arrancado de uma página de jornal. Os nossos olhos se encontraram. Com todas as minhas forças, eu quis que ele aceitasse o pedaço de papel como uma passagem. ”O chefe do trem pegou-o e, de um modo estranho, virou-o e revirou-o entre as mãos. Eu recuei, procurando impor a minha vontade. Ele enfiou o pedacinho de jornal entre as mandíbulas pesadas do perfu­rador. E, devolvendo-me a "passagem", perguntou-me:

“Já que você tem passagem, por que está aí debaixo do banco? Levante-se! Dentro de duas horas chegaremos a Berlim”.

"Foi a primeira vez em que se manifestaram os meus poderes de sugestão mental", declara Messing.

Em Berlim, Wolf Messing conseguiu um emprego de mensageiro no bairro judeu. Levando um embrulho para um subúrbio da cidade, um dia, desmaiou de fome numa ponte. Sem amigos, longe de casa, foi levado para um hospital. Sem pulso, sem respiração, o corpo frio, Messing foi conduzido ao necrotério. Teria sido enterrado numa vala comum não fora a interferência de um estudante de medicina, que notou nele um batimento cardíaco fraco, muito fraco. Era quase im­perceptível, infreqüente, mas era um batimento.

Até como "cadáver" Messing tinha uma aura teatral. Segundo os melhores scripts de filmes de terror, o pulso e os batimentos cardíacos, gradativamente, voltaram a normalizar-se e, três dias depois, ele recuperou os sentidos. No hospital, o Dr. Abel, psiquiatra e neuropatologista, explicou que o seu fora um caso raríssimo de letargia.

"Não somente devo minha vida ao Dr. Abel, mas também o des­cobrimento e o desenvolvimento das minhas capacidades psíquicas", es­creve Messing em sua autobiografia.

– Você tem a capacidade da catalepsia auto-induzida, assim como a capacidade paranormal – disse-lhe Abel. A catalepsia é o gênero de vida suspensa que os iogues altamente treinados demonstram às vezes.

O Dr. Abel inspirou a Messing a confiança em seus poderes psíquicos. Com a ajuda do Dr. Schmidt, um colega psiquiatra, e da esposa de Schmidt, Abel exercitou Messing na telepatia.


Telecinésia de Mikhailova

Em julho de 1968, a revista francesa Planete registrou importante conferência sobre ESP realizada em Moscou em fevereiro daquele ano. Muitos dos mais notáveis cientistas da URSS ocupados em pesquisas sobre o paranormal estavam lá. "Explosiva!", foi o comentário de Pla­nete. "A ciência soviética parece haver tomado a frente nas pesquisas sobre a parapsicologia!" Nessa reunião, importantes cientistas russos revelaram trabalhos amplíssimos, atualíssimos, sobre telepatia, que então se faziam em muitos centros.

Infelizmente, essa conferência foi truncada por manobras, aparentemente do neo-estalinismo russo, e as duas pesquisadoras que escreveram o livro não puderam assistir no momento a parte mais importante, que era um filme sobre as habilidades psíquicas da maior paranormal russa, Nelya Mikhailova.

Isso, infelizmente não apareceu no noticiário ocidental. Porém, com a boa-vontade da Embaixada Tchecoslovaca e o empréstimo de um projetor de 35 mm em uma de suas salas foi possível a exibição.

Os projetores zuniram e, finalmente, pudemos ver o famoso filme de Mikhailova sobre o PK.

Vimos na tela uma mulher de quarenta e um anos, ainda jovem, cheia de corpo, atraente, de rosto franco e olhos escuros e expressivos. Dir-se-ia quase que ela poderia ser parente do cosmonauta Yuri Gagarin, com os seus traços tipicamente eslavos – pômulos salientes e nariz arrebitado. Trazia os cabelos escuros penteados para trás, formando um coque, uma blusa de rendas sem mangas e uma saia simples.

A Sra. Mikhailova estava sentada a uma mesa grande, redonda e branca, diante de uma janela de cortinas de rendas. Disseram os russos que ela já fora examinada por um médico, que a submeteu à ação dos raios-X para certificar-se de que não havia objetos nem ímãs escondidos em sua pessoa, nem fragmentos de shrapnel alojados em seu corpo em conseqüência dos ferimentos recebidos na guerra. Mas não encontraram coisa alguma.

Os cinco homens da turma de cinegrafistas, mais os cientistas e repórteres se aproximaram. Naumov colocou diante de Nelya uma bússola adaptada a uma pulseira, um cigarro em posição vertical, uma tampa de caneta, um cilindrozinho de metal semelhante a um saleiro, e uma caixa de fósforos em que se via representada uma espaçonave lunar – versão figurativa do espaço externo em confronto com o espaço "interno". Os objetos, brilhantes, contrastavam com a mesa clara, como uma natureza morta de Dali à beira do sobrenatural.

Os olhos escuros de Mikhailova concentraram-se na bússola – o objeto mais fácil para iniciar o aquecimento preliminar. O PK é mais fácil com objetos que rolam, dizem os pesquisadores ocidentais. Com relógios e bússolas não há fricção estática. Mikhailova leva, às vezes, de duas a quatro horas para revelar os seus poderes sobrenaturais, disse Naumov em seu comentário, enquanto assistia ao filme mudo. Nelya manteve os longos dedos paralelos à mesa, uns quinze centímetros acima da bússola e entrou a agitar as mãos num movimento circular. O esforço lhe acentuou as covinhas do rosto. Passaram-se vinte minutos. O seu pulso, acelerado, batia 250 vezes por minuto. Ela virava a cabeça de um lado para outro, os olhos fitos na agulha da bússola. As mãos se moviam como se estivesse dirigindo uma orquestra invisível. E, logo, como se os átomos da agulha da bússola estivessem sintonizados com ela, a agulha estremeceu. Lentamente, co­meçou a girar em sentido contrário ao dos ponteiros do relógio, girando como o ponteiro grande. Depois, toda a bússola, com o invólucro de plástico, a correia de couro e tudo o mais, principiou a rodopiar.

À medida que toda a bússola andava a roda, como um carrossel, as linhas debaixo dos olhos de Mikhailova se escureceram e as rugas da testa se aprofundaram, com a intensidade do esforço. Ela caiu para trás, exausta.

– A quantidade de poder que ela possui também depende das condições atmosféricas – observou Naumov. – O seu poder de PK diminui quando o tempo se enfarrusca.

No filme, Naumov espalhou o conteúdo de uma caixa inteira de fósforos sobre a mesa, a uns trinta centímetros, mais ou menos, de dis­tância de Nelya. E depôs um cilindrozinho de metal não magnético e uma caixa de fósforos perto deles.

– Ela é seletiva – explicou Naumov. – É capaz de mover um ou dois objetos do grupo.

Mikhailova tornou a descrever círculos com as mãos acima dos objetos. O esforço fazia-a estremecer. Debaixo do seu olhar todo o grupo de fósforos se moveu, como numa corrida de toras num rápido rio de energia. Ali perto, o cilindro metálico também se mexeu. Ainda misturados como se estivessem formando uma jangada, os fósforos che­garam até a borda da mesa e, um por um, caíram ao chão. Naumov pôs outro punhado de fósforos e uma caixa de metal não magnético dentro de um grande cubo de plexiglass. O cubo destinava-se a eliminar a possibilidade de correntes de ar, fios ou arames. As mãos de Mikhailova afastaram-se alguns centímetros do cubo de plexiglass e os objetos come­çaram a saltar de um lado para outro no interior do recipiente plástico. Fosse qual fosse aquela energia, o certo é que ela penetrava com facilidade o plexiglass.

Mikhailova estava esgotada. Já perdera um quilo e meio naquela meia hora. Dir-se-ia que estivesse convertendo em energia a substância do próprio corpo. Muitos médiuns ocidentais também acusaram essa perda de peso durante as experiências de PK.

Como é que Mikhailova consegue viver com fatos como esses ocor­rendo constantemente à sua volta?

– Até há poucos anos eu não sabia que era capaz de mover as coisas à distância – disse ela. – Fiquei muito perturbada e nervosa nesse dia. Eu caminhava na direção de um guarda-louça no meu apartamento quando, de repente, um jarro que estava no guarda-louça chegou até a borda da prateleira, caiu e quebrou-se.

"Depois disso, todos os tipos de mudança começaram a acontecer no meu apartamento", conta ela. Objetos pareciam "atraídos" na sua direção, como se o inanimado se houvesse animado. Dir-se-ia que ela tivesse um trasgo em casa. Habitualmente, dizem os cientistas, as atividades de trasgos são causadas por um jovem da família – quase sempre na época da puberdade. Os objetos parecem mover-se por conta própria – portas e janelas se abrem e fecham, luzes se acendem e apagam sozinhas, as leis da gravidade dão a impressão de haver-se invertido.

Mas, à diferença da maioria das pessoas atormentadas por um trasgo, Nelya compreendeu, de chofre, que a "força" vinha dela. Des­cobriu que podia controlá-la. Podia fazer que as coisas acontecessem pelo simples fato de querê-lo. Podia concentrar e focalizar à vontade essa energia extraordinária. Em casa, com a família, carregando o neto no colo, fez um brinquedo distante aproximar-se. Enquanto uma amiga a manicurava, ela fez que um vidrinho de esmalte se movesse sem tocá-lo com as mãos, em que o esmalte ainda não secara. O cachorro da família também via, pasmado, os objetos perto da sua dona começarem a girar. O marido, fascinado, fez um filme amador com base nos seus estranhos poderes de PK.

– Acho que herdei essa capacidade telecinética de minha mãe – diz Mikhailova. – E também a transmiti a meu filho


Nelya Mikhailova não surgiu como médium consumada de PK no cenário científico soviético. Alguns anos antes, estivera convalescendo de uma doença num hospital de Leningrado. Para passar o tempo, dedicou-se ao bordado. Certo dia, quando a enfermeira lhe trouxe uma sacola de meadas de várias cores, Nelya, sem olhar, enfiou a mão na sacola. Queria uma linha vermelha, outra amarela e outra verde. Quando retirou a mão do fundo da sacola, eram essas as cores que estava segurando. Num relance, compreendeu que as escolhera entre muitas meadas misturadas dentro da sacola, sem as ver. De uma forma ou de outra, a sua mão reconhecera as cores.

Voltando para casa, viu um artigo de jornal a respeito de Rosa Kuleshova, que, dizia-se, era capaz de "ver" as cores com as mãos. "Também posso fazer isso!" pensou Nelya, agitada. Precisando submeter-se a um exame médico, mencionou a idéia aos seus médicos, os Drs. S. G. Feinburg e G. S. Belyaev. É uma das típicas ironias da ciência que o Dr. Feinburg, cético confirmado a respeito da "visão sem olhos" e da capacidade psíquica em geral, acabasse sendo um dos primeiros confirmadores da existência de tais aptidões.

O descobrimento dos seus novos talentos não tardou a levar Nelya a um dos maiores fisiologistas da Rússia, o Dr. Leonid Vasiliev. O Dr. Vasiliev realizou meticulosas experiências sobre a sua capacidade e fez que ela demonstrasse os seus dotes paranormais diante de dezenas de cientistas. Em 1964, convocou-se uma conferência especial de notáveis cientistas para assistir à demonstração de Mikhailova e, de acordo com o número de janeiro de Smena, a conferência foi um sucesso.

O Dr. Vasiliev entrou a fazer conjeturas sobre como poderia ocorrer a visão cutânea. Se as mãos de Mikhailova podiam "ver", era possível que estivessem emitindo alguma espécie de energia "X". Ora, se havia uma energia, ela talvez pudesse fazer outras coisas além de ver sem olhos. No meio de uma experiência de visão cutânea com Mikhailova, Vasiliev se lembrou de que um famoso pesquisador grego, o Dr. A. Tanagras, descobrira que um dos seus pacientes era capaz de fazer girar a agulha de uma bússola mantendo as mãos acima dela. Na inspiração do momento, Vasiliev arranjou uma bússola, colocou-a diante de Nelya, e animou-a a tentar. Ela nunca experimentara fazer isso antes e, naturalmente, não tivera a oportunidade de preparar-se com antecedência para o teste. Estendeu as mãos sobre a bússola e ali as conservou. A agulha moveu-se. O Dr. Vasiliev descobrira uma talentosa portadora de PK! Daí por diante executou uma série de experiências de PK. Logo descobriu que Mikhailova, por meio do PK, era capaz de mover também outros objetos a distância. Nelya Mikhailova, a mocinha que estivera na frente de batalha durante o cerco de Leningrado, via-se agora na frente de outra luta, para descobrir novos potenciais do ser humano. Fez inúmeras demonstrações de PK para cientistas. Em certa ocasião, pesquisadores universitários lhe pediram que modificasse o curso da areia numa ampulheta. Em lugar de mudar o curso da areia, consoante os relatos, ela mudou, a distância, a própria ampulheta.

No verão de 1969 chegaram ao Ocidente notícias de uma fonte fidedigna de que novos trabalhos sobre PK e Nelya Mikhailova continuavam a reali­zar-se na Rússia. O trabalho envolve intensas investigações dos campos que lhe cercam o corpo. Diz-se que os soviéticos encontraram outras pessoas, além de Nelya Mikhailova, dotadas de talentos semelhantes.

Pesquisas sobre PK, de natureza não revelada, estão sendo levadas a cabo em Tbilisi, na Geórgia. Fora disso, cientistas soviéticos afirmam estar investigando o pronunciamento de um biologista francês, segundo o qual, através do PK, os seres humanos podem influir no ritmo de degenerescência radioativa. Esse cientista, que prefere permanecer anônimo, se bem seja muito conhecido na literatura parapsicológica, pediu a adolescentes que tentassem acelerar ou retardar a decadência radioativa da matéria. E, segundo afirma, o contador geiger mostrou que eles foram bem sucedidos numa série de testes. É interessante que ele tivesse escolhido crianças, um grupo freqüentemente associado a exibições do gênero trasgo. Mas os russos estão provavelmente mais interessados na afirmativa de que o enigmático PK pode influenciar a matéria básica. Talvez Nelya também possa afetar a matéria radioativa.

Nelya parece ser uma médium versátil, como Eusapia Palladino e outros médiuns famosos de antanho. Afirma-se que ela é telepata, clarividente, psicométrica e dotada de PK. Os soviéticos, porém, não a encaram como artista ou como personalidade de exótica plumagem. Vêem em Nelya um meio para descobrir princípios. As questões importantes a seu respeito não devem centralizar-se na médium propriamente dita, mas em descobrimentos científicos como o do Dr. Sergeyev – de que os campos biológicos flutuantes estão, aparentemente, relacionados com o PK. Os comentários dos esquadrões de combate à fraude e as denúncias de "ímãs em lugares íntimos", totalmente impertinentes, não têm qual­quer relação com a pesquisa em neurofisiologia. Nelya tem sido um meio para ajudar os cientistas a elucidarem esses novos caminhos. E não é muito fácil ser um meio. Existem os ataques pessoais, soezes, de noticiaristas como Lvov, que acarretam uma fuzilaria de cartas e chama­dos telefônicos desagradáveis. Além das perseguições públicas, Nelya também é submetida a uma grande tensão física durante os testes de PK.

Mas Nelya Mikhailova cresceu lutando; cresceu durante o cerco de Leningrado, numa das piores situações de privação e tensão que o mundo já conheceu. Não há razões para crermos que venha a atirar a toalha no tablado enquanto os cientistas acreditarem que podem descobrir mais coisas sobre o potencial e a maravilha ainda não compreendida do ser humano, amarrando-a como um astronauta e prendendo-a num laboratório cheio de máquinas.

Fotografia Kirlian e Bioeletrográfico

Seguindo o roteiro do livro “Experiências Psiquicas alem da Cortina de Ferro”, das jornalistas e pesquisadoras americanas Lynn Schroeder e Sheila Ostrander, estariamos agora comentando o capítulo “Fotografia Kirlian – Retrato da Aura?” , no qual se fala sobre a descoberta (redescoberta?) do casal Semyon e Valentina Kirlian na cidade de Krasnodar, no sul da Rússia. Porem, com as novas descobertas e o novo enfoque dado às fotografias Kirlian nos últimos tempos, tivemos que abrir um parêntese para colocar essas descobertas e enfoques, que modificam algumas opiniões emitidas anteriormente.

Primeiro vamos definir o que sabemos com certeza que a fotografia Kirlian NÃO É !!!

A fotografia Kirlian não é um retrato da Aura Humana, também não é a Foto dos “Corpos Sutís” (corpo astral, corpo etérico, etc). Não é a Foto da Auréola ou da Aura que aparece em torno das cabeças dos Santos da Igreja Católica, segundo a Tradição Católica. Não é a Foto de um Anjo, de um espírito ou de qualquer outra entidade Sobrenatural e também não é a Foto Kirlian da incorporação de qualquer entidade em médiuns.

De acordo com as pesquisas feitas pelos cientisas Dr. Konstantin Korotkov, PhD, Diretor do Departamento de Física da Universidade de São Petersburgo, na Rússia e Prof. António Marquês, professor da Escola Superior de Biologia e Saúde, de Lisboa, Portugal, a hipótese que mais consistência apresenta, cientificamente falando, na atualidade, é aquela que é conhecida como O Modelo Bioeletrográfico, ou Modelo GDV (do inglês Gas Discharge Visualization).

Por essa imagem de um dedo fotografado com uma câmara Kirlian vemos um halo formado ao redor do mesmo. Nossos corpos (dedos inclusive), a todo instante, estão a exalar uma enorme variedade de gases e vapores, todos eles resultantes de todos os nossos processos vitais, inclusive da evaporação do suor. Os enfermeiros e outros profissionais da área da saúde, cuja profissão é lidar diariamente com pessoas doentes e hospitalizadas, chegam mesmo a noticiar que certos pacientes seus, tais como diabéticos, cardíacos, cancerosos, etc, exalam um odor característico, de acordo com a enfermidade de que são portadores. Isso se deve ao fato de que esses processos patológicos naturalmente provocam a emissão de determinados tipos de fluidos (suor, por exemplo) e também de certos gases e/ou vapores cujas composições químicas variam de acordo com a enfermidade em questão e também de acordo com os estados psicológicos da pessoa em questão, naquele momento, em particular. Por exemplo, pessoas cansadas, estressadas, deprimidas, enfim, com qualquer distúrbio ou mesmo com qualquer tipo de doenças mentais (psicopatologias) exalam determinados odores muito característicos dos problemas mentais (ou psíquicos) de que estão acometidas. Descobriu-se que esses odores são exalados pela pele, através dos poros, seja através do suor (e conseqüentemente pelo vapor de suor) ou mesmo por outros gases produzidos pelos seus organismos, tais como gás carbônico, amoníaco, metano, gás sulfídrico, cetonas, etc.

Assim sendo, quando encostamos os dedos de uma pessoa na placa eletrificada de uma Máquina Kirlian, os gases exalados pelos poros da pele do dedo são ionizados e a luminosidade resultante dessa ionização é captada pela película fotográfica colocada entre o dedo e a placa energizada. Essa luz resultante da ionização captada pela película fotográfica é o que podemos definir como Efeito Kirlian ou Efeito Bioeletrográfico ou, ainda, Técnica GDV.

A análise espectrofotométrica deste halo nos permite separar os componentes químicos e sua origem dentro do corpo humano, e assim analisar qual processo patogênico aflige o paciente, e em que lugar se desenvolve dentro do corpo humano.

Na figura a seguir, vemos um esquema de como esse processo se manifesta sobre uma câmara Kirlian em que um dedo é colocado sobre a placa energizada. Podemos ver que, na realidade, o que é ionizado pelas descargas elétricas são os gases e/ou vapores exalados pelas papilas digitais. Como esses gases e/ou vapores são produzidos pelo metabolismo celular, está claro que indicarão como se encontra o estado de saúde orgânica e psíquica da pessoa, inclusive, até mesmo, sua sexualidade, devido à exalação dos feromônios. O Dr. Konstantin Korotkov, descobriu a ionização dos gases e/ou vapores nas Máquinas Kirlian. O Prof. António Marquês explicou em detalhes a liberação dos gases e/ou vapores a partir do metabolismo celular.

Agora, para ainda irmos um pouco mais adiante, e podermos falar um pouco mais a respeito do Efeito Kirlian ou Bioeletrográfico, somos forçados a mencionar outros fatores que devem ser considerados ao analisarmos mais detalhadamente tudo o que é emitido pelo corpo humano. Atualmente, sabemos, através de outros tipos de pesquisas que, além dos gases e vapores exalados por corpos orgânicos, existe também a emissão de um outro campo energético, de um outro tipo de energia, talvez ainda para nós desconhecido, mas muito semelhante à energia eletromagnética.

A seguir, no próximo número, terminaremos as explicações técnicas hoje conhecidas sobre as fotos Kirlian, e falaremos sobre o Padre Roberto Landell de Moura, o verdadeiro inventor da fotografia bio-eletrográfica, nos idos de 1897-1904, e seu Perianto, como chamava o halo visível através de sua foto kirlian.

Eletrografias ou efluviografias de Narcovitz

Esta tecnologia teria sido descoberta (oficialmente) em 1939, na Rússia, por Semyon Kirlian e sua esposa Valentina Kirlian. Durante 10 anos, o casal desenvolveu investigações com a máquina de eletrografia e chegaram à convicção de que o reflexo fotografado refletia o estado de saúde bom ou mau do corpo físico, o que foi confirmado mais tarde, entre outras utilidades, depois de cuidadosa observação de biólogos, bioquímicos e físicos russos. Na realidade, muito antes de o casal Kirlian iniciar investigações com a eletrografia, já existiam pesquisas e estudos com imagens eletrográficas, obtidas em 1777 pelo físico alemão O . C. Lichtemberg.

Essas imagens foram obtidas pela mobilização de pó fino, porém só puderam ser gravadas bem depois, com a ajuda do processo do daguerreótipo (Jacques Daguerre, inventor francês 1787-1851) . No final do século XIX, o resultado destas pesquisas eram conhecidas como "EFLUVIOGRAFIAS"; os "efluvistas", como eram chamados na época, eram liderados por um médico francês chamado Henry Baraduc. Esse médico desenvolvia estudos e pesquisas juntamente com a sua equipe.

Durante os anos em que Baraduc e sua equipe trabalharam em Paris, um médico e físico, na Polônia, Iodko-Narcovitz, estivera fazendo experiências com sua própria versão de fotografia elétrica. Os dois inventores desconheciam a existência um do outro, até que se encontraram mais tarde. Em meados de 1892, apareceram os primeiros registros eletrográficos usando um fenômeno eletroluminescente, mas essa experiência não teve continuidade. Narkovitz morreu em 1904, deixando um grande trabalho criativo, num momento em que as investigações começavam a impressionar o mundo cientifico.

O trabalho de Baraduc consistia em estudos e pesquisas de fotografias elétricas de mãos e dedos. Os resultados eram fotografias que revelavam imagens de coroas, bolhas e manchas em torno do objeto fotografado, que Baraduc batizava de "eflúvios". Apesar de fazer experiências interessantes, o médico francês não conseguiu despertar interesse dos cientistas da época, que alegavam que os efeitos conseguidos nas fotografias não passavam de apenas "calor das mãos" impressionando o filme, e, devido a tecnologia em relação à fotografia da sua época não estar desenvolvida o suficiente para provar o contrário, Henry Baraduc e seus efluvistas caíram no esquecimento...


Na mesma época, do outro lado do Oceano Atlântico, no Sul da América do Sul, outro cientista derradeiramente definia o que os efluvistas estavam procurando e como deveriam procurar – a força vital, como chamavam, mas ainda totalmente indefinida e incompreensível, ao que o cientista brasileiro definiu e chamou de perianto. Esse cientista brasileiro era o padre católico Roberto Landell de Moura, que conseguiu ir muito além de seus colegas alemães, franceses, poloneses, russos, pois tinha profundo conhecimento de física, química, biologia, filosofia, psicologia, parapsicologia e medicina, além de um profundo sentimento religioso. Roberto Landell de Moura tinha conhecimento principalmente das energias eletromagnéticas, sobre as quais ia além de sua época, tanto que foi o precursor do telégrafo sem fio, da telefonia sem fio, do emissor das ondas de rádio, de um primeiro projeto de um receptor de televisão e da fotografia Kirlian, entre muitos outros inventos entre 1890 a 1907, que deveria hoje merecidamente ser chamado e reconhecido cientificamente como "efeito Landell" (ilustração ao lado).

O que Landell de Moura (foto ao lado) descobriu em relação à energia sutil e ao corpo bioplasmático é o que quase na totalidade se sabe sobre o assunto, nos dias de hoje. Mas, infelizmente, quem conhece a injusta e atribulada história desse grande cientista, sabe muito bem que ele não obteve o devido reconhecimento, nem tão apoio de nenhum de seus inventos e descobertas; pelo contrário, isso apenas fez com que aumentasse sua fama de maluco e de ter pacto com o demônio e demais impropérios das mentes ignorantes dos seus contemporâneos e conterrâneos, vindo a falecer em 1928 sem ser reconhecido e depois cair em total esquecimento.

Trinta e dois anos depois de Roberto Landell de Moura ter descoberto o corpo bioplasmático, ou o perianto, como assim o intitulou, o casal russo Kirlian, através dos mesmos princípios de Landell, descobriu o efeito e recebeu as glórias. A máquina eletrográfica se chama atualmente, máquina Kirlian e o efeito que fotografa é o efeito Kirlian ou efeito Landell?

Num próximo artigo, contaremos a história desse que é o patrono do radioamadorismo brasileiro, e que teve de patentear suas invenções nos Estados Unidos, pois em sua terra era tido como louco e possuído pelo demônio.

Mediunidade e ESP na URSS

No fim do ano de 1939, uma comissão de cientistas russos convidou Francisco Cândido Xavier para ir à Rússia por 6 meses, para se submeter a vários testes relacionados com seus “poderes“. Para isso, além da viagem, pagar-lhe-iam a quantia de trezentos contos de réis, soma que daria, na época, para pagar a construção de 50 casas populares! Chico sentiu-se tentado. Estava quase aceitando quando Emmanuel apareceu e lhe disse: - Se queres ir podes, eu fico!

O governo soviético apoiava a pesquisa de parapsicologia com verbas que orçavam 20 milhões de rublos anuais (aproximadamente 20 milhões de dólares da época, ou, no dias atuais, 80 milhões de euros).

A diferença mais importante entre a pesquisa ocidental e a soviética é que esta última está voltada para o emprego do psi. O seu objetivo é a aplicação tecnológica. No Ocidente, a pesquisa da ESP como um todo só recentemente emergiu dos preliminares do esta­belecimento da prova estatística da sua existência.

A pesquisa psíquica na URSS é considerada como um novo campo das ciências naturais, ligado à biônica, à fisiologia, à biologia, etc. Os russos chamam-lhe "bioinformação", "biotelecomunicação", "biocibernética". Os laboratórios de psi nos países comunistas estão nas universidades, nos institutos de tecnologia, nas faculdades. A pesquisa do psi é feita geralmente por cientistas puros. A pesquisa da telepatia é vista com bons olhos por muitos níveis de cientistas, desde os tecnologistas até membros da elite da Academia Soviética de Ciências. No Ocidente, a pesquisa da ESP tem sido uma enteada da psicologia, mal tolerada pela comunidade acadêmica. Praticamente não se lhe concedeu espaço algum nas universidades.

Os soviéticos utilizam o enfoque de grupo da ESP, reunindo especialistas de muitos campos diferentes, a fim de proporcionar uma pesquisa interdisciplinar completa. Há cooperação também entre cientistas do bloco comunista. No Ocidente, os cientistas do psi tendem a trabalhar isoladamente, ou com um ou dois colegas do mesmo campo. A divisão entre os pesquisadores ocidentais é assombrosa.

Diferenças entre a pesquisa soviética e a ocidental - Os soviéticos estão bem informados acerca da pesquisa ocidental. Sabem tudo o que é possível saber a respeito de médiuns como Cayce, Croiset e Serios, e estão familiarizados com o trabalho parapsicológico científico positivo que se realiza no Ocidente. Os ocidentais, em com­pensação, pouco ou nada sabem sobre os médiuns ou as pesquisas soviéticas.

A pesquisa soviética fundamental do psi é fisiológica. O tra­balho ocidental, em regra geral, é estatístico, psicológico ou filosófico. A pesquisa soviética, altamente especializada, tem menor amplitude de campo. O nosso trabalho, mais vasto, abrange as humanidades, a reli­gião, a psiquiatria, a filosofia. A pesquisa ocidental do psi tem oitenta anos atrás de si e uma riqueza de informações que os soviéticos já assimilaram em proveito próprio.

Não existe uma publicação soviética específica dedicada à pa­rapsicologia. Publicações semipopulares trazem artigos de ordem geral sobre o psi; publicam-se, porém, artigos científicos em revistas científicas apropriadas ao campo — cibernética, biologia, etc. Os institutos sovié­ticos publicam, periodicamente, coleções de artigos sobre trabalhos de parapsicologia. No Ocidente, os parapsicólogos raramente são bem recebidos pelas revistas científicas.

Não se pode deixar de notar o entusiasmo contagioso dos para­psicólogos soviéticos, a sua acessibilidade a novas idéias, o seu arrojo, a sua disposição para estudar esquírolas esquecidas de conhecimentos. Talvez os atraia a novidade do campo. Talvez a longa e inamovível hostilidade de acadêmicos e cientistas tenha tido um efeito mais estultificante sobre os nossos parapsicólogos do que a repressão política direta, ocasionalmente enfrentada pelos seus colegas soviéticos.

Alguns cientistas comunistas possuem capacidades psíquicas e não se vexam de falar nelas. Os pesquisadores ocidentais parecem ter medo de confessar a posse de um talento psíquico. Quase todos os pesquisadores soviéticos dão a impressão de haver tentado desenvolver dentro em si mesmos uma sensibilidade ao domínio psíquico, como os nossos psiquia­tras precisam aprender alguma coisa das próprias complexidades antes de poder trabalhar com outros. Na Rússia, a atmosfera das relações com os médiuns está mais próxima da dos soberbos conservatórios mu­sicais ou escolas de balé, em que os cientistas procuram constantemente melhores maneiras de aperfeiçoar, estimular e realçar talentos, do que do enfoque cético, tantas vezes encontrado no Ocidente, e que se poderia traduzir por esta frase: "Mostre-me, e mostre-me à minha maneira".

Até recentemente, o ímpeto que sacudia grande parte da pes­quisa psíquica ocidental vinha de indivíduos ou fundações particulares, que buscavam respostas ao problema da vida após a morte ou uma filo­sofia religiosa. Esse trabalho oferecia valiosa compreensão da estrutura inconsciente da psique e de outras dimensões. "Nos países comunistas, as pessoas aceitam a parapsicologia de modo mais realístico, como campo de significação científica potencial", diz o Dr. Ryzl. A motivação é menos espiritual.

Posição da parapsicologia na ex-União Soviética - A intenção de Sheila Ostrander e Lynn Schroeder, autoras de “Experiências Psíquicas Além da Cortina de Ferro”, obra que estamos examinando neste espaço de jornal, não foi avaliar o estudo espinhoso e, em muitos casos, extraordinário do psi no Ocidente. Bibliotecas inteiras têm sido escritas sobre ele e muitos outros livros surgirão, sem dúvida, à propor­ção que se desenvolver o trabalho nesse campo. Elas tentaram simplesmente avaliar a pesquisa psíquica soviética e as áreas em que ela se avantaja sobre o que se faz no Ocidente.

Tentar sondar a ESP soviética e "tudo o que ela significa" é extre­mamente complexo. Na União Soviética se misturam, ao mesmo tempo, o atraso e um estupendo progresso. À medida que um número cada vez maior de aspectos da ESP na Rússia começava a desdobrar-se diante delas, no correr de sua viagem, não puderam elas deixar de pensar num comentário feito pelo empresário norte-americano Sol Hurok. Famoso por haver levado artistas russos ao Ocidente, Hurok explicou: "Se fosse fácil, todo o mundo o faria".

De certo modo, isso parecia aplicável à tentativa para compreender a natureza da telepatia e a atividade soviética no domínio da ESP. Como diz George Kennan, o ex-embaixador norte-americano na Rússia: "Só pode haver graus de ignorância a respeito da Rússia".

“A nossa conclusão parece justificada”, afirma o Dr. Ryzl, que já foi membro da Academia de Ciências tcheca. “A parapsicologia nos países comunistas e sobretudo na URSS ocupa uma posição forte. Pode­mos esperar que ela se desenvolva com determinação.”

O eminente parapsicólogo alemão Dr. Hans Bender, chefe do Departamento de Psicologia da Universidade de Freiburg, fez inúmeras visitas aos laboratórios soviéticos de ESP. Já em 1964, dizia ele à escritora Norma Lee Browning: "Creio que as experiências de telepatia atrás da Cortina de Ferro podem ser mais significativas do que supomos”.

Insigne físico norte-americano, o Dr. Joseph H. Rush, referindo-se à obra de Vasiliev, escreveu: "Se este livro [soviético] não estimular algumas novas linhas de pesquisa no Ocidente, o azar será nosso".

O sigilo que cerca algumas pesquisas soviéticas lhes dificulta a avaliação exata. Não obstante, tudo faz crer que os soviéticos estão muitos anos à frente dos americanos em certas áreas da parapsicologia técnica. Estão na frente em descobrimentos relativos à essência física do ser humano e à maneira pela qual o psi funciona em nós e através de nós. Estão na frente no esforço concentrado por descobrir a energia básica que existe atrás do psi. Estão na frente nas tentativas para controlar certos fatores variáveis, como a influência do tempo magnético durante os testes de psi. Parecem estar na frente na procura e na criação de condições que libertem o potencial de psi presente em todo ser humano.

Os Institutos de Sugestologia e Parapsicologia de Sofia e Petrich possuem uns trinta cientistas que estudaram capacidades psíquicas fenomenais empregando o equipamento mais moderno e mais sofisticado. O seu porta-voz principal é o Dr. Georgi Lozanov, diretor dos dois Institutos. O Dr. Lozanov, médico e psicoterapeuta há dezesseis anos e praticante de Ioga há vinte e cinco, é o pioneiro da parapsicologia na Bulgária. Médico célebre, granjeou fama não só na Bulgária mas em todo o bloco de países comunistas pelos seus descobrimentos no campo dos poderes supranormais da mente. As suas palavras são acatadíssimas na Bulgária.

Um dos objetos de estudo dele é Vanga Dimitrova, a vidente cega da Bulgária. Vanga, que vive perto da fronteira grega, na cidadezinha de Petrich, é uma grande médium, que se situa no mesmo plano de Gerard Croiset de Utrecht, na Holanda, e de Jeane Dixon, de Washington. Como eles, é famosa em sua parte do mundo, e multidões de pessoas lhe procuram a ajuda. Vanga descobre pessoas desaparecidas, ajuda a resolver crimes, diagnostica moléstias e lê o passado. Mas o seu maior dom é a profecia. Essa mulher cega, de meia-idade, prediz o futuro com assombrosa precisão. E vive num país suficientemente' sábio para poder apreciá-la.

A Bulgária teve seis mil anos para aprender a sabedoria. Situada na Península Balcânica, pouco maior que o Estado de Pernambuco, divisa com a Romênia, a Grécia e a Turquia. Depois de conhecer a sua Idade de Ouro no século XIII, caiu nas mãos dos sultões turcos. Os seiscentos anos de brutal domínio otomano foram finalmente encerrados com a ajuda da Rússia czarista há menos de um século. Vieram depois as selvagens, confusas e famosas intrigas balcânicas, que inspiraram uma era de filmes de espionagem e, na vida real, trouxeram o caos e inversões em todas as frentes. Os comunistas conquistaram o poder em 1944. No período de estabilidade política que se seguiu, eliminou-se a pobreza realmente aflitiva, extinguiu-se o analfabetismo. Existem agora dúzias de universidades, faculdades, hospitais e institutos médicos. Hoje em dia, os oito milhões de habitantes da Bulgária estão provavelmente em melhor situação do que os habitantes de muitas partes da ex-União Soviética, embora sejam mais pobres do que as populações de outros países próximos.

A história da pasmosa profetisa Vanga e do próprio psi na Bulgária começou na capital, Sofia, cidade que tem cinco mil anos, mas não dá a impressão de mocidade nem de velhice. Sofia apenas é – como a natureza. O seu povo fala naturalmente de coisas naturais, como a capacidade psíquica, com uma facilidade inconsciente que não encontramos em outros lugares. Depois de captar o sentimento nacional, que lembra a nota viva e harmoniosa de um vaso grego, não é surpresa de que viva na minúscula Bulgária a primeira profetisa do mundo moderno sustentada pelo governo, Vanga Dimitrova. E não surpreende que os búlgaros tenham encetado as suas pesquisas psíquicas científicas mais suavemente do que qualquer outro povo.

– Vanga Dimitrova nunca foi uma estranha em minha vida. Embora eu nunca a tivesse conhecido pessoalmente, ela conhecia a minha vida melhor do que eu mesma.

A autora desse comentário concordara em contar a parte que Vanga representara em sua vida, em falar sobre a visão do futuro, desen­rolada como uma tapeçaria, como se os fios da sua vida tivessem sido tecidos antes do seu nascimento.

– Como eu lhes disse, nunca a conheci. Meu pai foi procurá-la quando eu tinha doze anos.

A mulher que se achava diante de nós teria trinta e poucos. Possuía maneiras distintas e um bom emprego oficial. De pernas finas, cabelos castanhos avermelhados, olhos cinzentos, animava-se ao conversar. Depois que a conhecemos melhor notamos que; em momentos de distração, quando ficava sentada, esperando, num vestíbulo ou num café, o seu olhar pensativo lembrava o de uma estátua que fitasse os olhos em alguma lagoa de águas paradas.

– Meu pai era médico e materialista convicto. Foi procurar Vanga por simples curiosidade. Queria ver como procedia a mulher em relação às pessoas que a buscavam, se era uma impostora consciente ou incons­ciente.

"Naquele tempo, Vanga já vivia na aldeia de Petrich, onde ainda vive. Conversava com as pessoas em sua casa, uma casa de camponeses, pequenina e rústica. Ela hoje não vive no luxo, mas está muito melhor do que estava. Quando meu pai chegou havia, como sempre, muita gente no pátio esperando ser admitida à sua presença. Ela assomou à porta e chamou meu pai pelo seu apelido carinhoso, nunca usado fora da família. Disse que o receberia primeiro porque ele era a única pessoa no pátio que não acreditava nela". Depois que ele entrou, Vanga narrou-lhe uma série de coisas sobre o passado dele. Meu pai foi casado três vezes. Ela descreveu os casamentos corretamente, contou-lhe por­menores, particularidades, coisinhas que só ele sabia, pois não as revelara sequer às últimas esposas.

"A seguir, começou a falar sobre o futuro. Meu pai, predisse ela, morreria dali a catorze anos, em 1958, de câncer. Vanga falou também a respeito de meu irmão mais moço e a meu respeito. De todos os filhos, éramos os prediletos de papai. Vanga disse que eu faria um casamento feliz, mas que meu marido morreria de repente, pouco depois. Eu ficaria viúva com um bebê para criar. Disse que eu tornaria a casar, mas faria um casamento desastroso. O destino de meu irmão seria pior ainda. Ele morreria num estranho acidente aos vinte e poucos anos.

"A experiência de Petrich abalou profundamente meu pai. Vanga descrevera com muita clareza e com fartura de pormenores cenas íntimas do seu passado. O que ela predissera para ele e o resto da família não eram de molde a entusiasmar-nos".

“Meu pobre pai voltou para casa terrivelmente transtornado. Pre­cisava falar com alguém sobre isso e, assim, confiou em minha madrasta. Contou-lhe tudo, fazendo-a prometer que nunca repetiria uma palavra a ninguém. Mas as senhoras sabem como são as mulheres. Não demorou muito que ela me contasse toda a história. Talvez achasse que também precisava confiar em alguém”.

“Muitos anos depois, meu pai chegou à conclusão de que tinha uma úlcera. Sendo médico, não deveria ter falhado assim no diagnóstico, mas talvez a sua vontade de acreditar que não sofria de uma coisa pior fosse tão grande que o diagnóstico lhe saiu errado. Sofreu duas operações. Na segunda, os médicos limitaram-se a olhar e tornaram a cos­turá-lo. Morreu de câncer. . . em 1958, na data predita por Vanga.

"Eu me casei. Um bom casamento, um casamento feliz. Senti-me ainda mais feliz quando nasceu meu primeiro filho. Depois, alguns meses mais tarde, inesperadamente, repentinamente, meu marido mor­reu ainda muito moço. Casei pela segunda vez e o segundo casamento foi um desastre. Agora estou divorciada. Há poucos anos, meu irmão correu para pegar um bonde. Saltou. . . mas alguma coisa não deu certa. Ele perdeu o equilíbrio, caiu e morreu".

"Tudo aconteceu. Tudo o que Vanga disse que nos aconteceria aconteceu. Posso assegurar-lhes que ela estava certa. Mas não posso dizer-lhes porquê. Eu era uma criança, tinha doze anos quando meu pai foi procurá-la. Toda a minha vida se desenrolou diante dela, para que ela a visse. Por quê? Seria um plano, o destino, alguma coisa relacio­nada com a reencarnação? Por que Vanga pôde ver isso? Por quê?".

Sentia-se a intensidade da pergunta. Sabíamos que ela não esperava que tivéssemos a resposta, mas tínhamos a impressão de que continuaria perguntando "Por quê?" Talvez, algum dia, em algum lugar, encontrasse uma resposta.

– Não sei se acreditam em Deus, – continuou ela. – Não acredito nos rituais da igreja, nem nos dogmas, nem na espécie de imagem que eles pintam das coisas. Mas sei que há alguma coisa. Quando a vida vai bem, digo: "Obrigada, meu Deus"; e quando vai mal, peço:

"Ajuda-me, ajuda-me". Mas ainda não sei o que possibilitou a Vanga ver a minha vida.

"Foi provavelmente por ter falado primeiro com meu pai que ela se mostrou tão exata em suas predições sobre a minha família. Ela é sempre melhor no começo do dia. Essas coisas cobram os seus tributos. Além disso, está freqüentemente doente. Pobre Vanga. Não lhe quero mal, apesar de tudo. Ela deve levar uma vida muito triste."

Vanga Dimitrova é uma camponesa de quase cinqüenta anos, que vive com a irmã em Petrich, numa região montanhosa da fronteira entre a Bulgária, a Iugoslávia e a Grécia. Está longe de qualquer espécie de corrente de atividade ou influência mas, como vidente, tem o seu próprio gênero de corrente de influência. A vida de Vanga misturou-se inevi­tavelmente às dores, prazeres e experiências dos milhares de seres que recorreram a ela em último recurso e às guerras, revoluções e infortúnios da sua terra.

Os cientistas que trabalharam com Vanga dizem-na "uma mulher respeitável". Ela é mais que uma "feiticeira do campo". É uma das maiores médiuns vivas de hoje.

– Ela, não raro, fica muito triste com as coisas que prevê, – con­tou-nos um dos cientistas. – O seu dom psíquico a faz infeliz. Mas, por outro lado, não pode viver sem ele. Não pode parar. é o modus operandi da sua personalidade.

O saber que ajudou alguém, que não é apenas uma cega inútil que se aquece ao Sol enquanto todo o mundo trabalha, parece sustentá-la contra a sobrecarga de "visões" infelizes – morte, doença, assassínio, lares desfeitos, carreiras malogradas – que se relacionam com as pessoas que lhe passam pela sala de estar.

Vanga provavelmente não sabe que as predições que fez para o pai da nossa amiga se realizaram. Provavelmente nem mesmo se lembra do médico cético e das cenas da sua vida, passada e futura, que entreviu por alguns minutos. Mas, infelizmente para Vanga, algumas das suas profecias mais dramáticas e trágicas relacionavam-se com criaturas muito chegadas.

Testes controlados do PSI

As pesquisas na ex-Tchecoslováquia - Dadas as tradições psíquicas da ex-Tchecoslováquia, segue-se naturalmente que o povo do país se interesse vivamente por questões que hoje fazem parte da parapsicologia científica. O Dr. Karel Kuchynka, que hoje tem setenta e oito anos e é um dos pioneiros da parapsicologia tcheca, explicou: — Nem a ciência oficial nem as religiões oficiais poderiam dar as respostas finais aos segredos da vida ou do universo. Em nosso país se encontram representantes de todos os matizes e seitas religiosas: há antroposofistas, teosofistas, espiritualistas, adeptos da magia antiga, adeptos das ciências do antigo Egito, alquimistas (e até o grupo mais velho e numeroso dos seguidores do Maharishi... muito antes que os Beatles ouvissem falar nele!). Creio que essa tendência quase geral é uma decorrência da estrutura subconsciente da alma tcheca, que deu origem aos grandes movimentos e reformas religiosas, especialmente as da Boêmia na Idade Média. (Aqui o Dr. Kuchynka se referia ao movimento fundado pelo reformador religioso tcheco João Huss, um século antes de Lutero.) “O caráter crítico e meditativo do nosso povo aumenta esse interesse pelos fenômenos paranormais. Dessa maneira, o solo da Tchecoslováquia é mais favorável ao psi que o de qualquer outro lugar.” Da década de 1920 até a invasão germânica, por exemplo, uma das mais populares e principais revistas semanais da Tchecoslováquia tinha uma coluna permanente sobre a pesquisa cientifica no domínio da parapsicologia.

A pesquisa do psi na Universidade de Praga - O Dr. Kuchynka descreveu a pesquisa do psi na Universidade de Praga realizada, desde o inicio do século XX, por neurologistas, psiquiatras, engenheiros, químicos, médicos e biologistas. Existem arquivos e arquivos de pesquisas sobre a telepatia como método para a solução de crimes, a psicometria, os médiuns e a grafoanálise, o PK, a clarividência, os trasgos, etc. Os cientistas tchecos figuraram entre os primeiros a estudar extensamente famosos médiuns da época, como Rudi Schneider, Madame Silbert e Stefan Ossowiecki. Realizaram-se na Tchecoslováquia inúmeras conferências internacionais sobre parapsicologia. Numa delas, um “tribunal” formado pela nata dos cientistas e intelectuais tchecos atestou que, nas mais rigorosas condições experimentais, a médium Madame Silbert obrigou um sino na sala bem iluminada a mover-se sem qualquer contato direto, fez aparecer relógios, anéis e outros objetos, criou fenômenos luminosos, tocou sinos a distância, moveu uma mesa pesada e, o que mais surpreendeu a todos, gravou o nome “Nell” e um pequeno triângulo no interior de uma caixa fechada de relógio e no interior de uma cigarreira também fechada, cheia de cigarros. Entre os famosos médiuns de Praga estudados pelos cientistas tchecos se incluía Adolf Fencl-Bilovsky, que fazia predições, como Edgar Cayce. Entretanto, não ficava em transe para fazê-lo. Pegando numa folha de papel em que uma criança houvesse rabiscado qualquer coisa, descrevia com pormenores o futuro da criança, os seus talentos, as suas capacidades as suas futuras doenças e o tipo de trabalho que faria mais.

Transmissão telepática de desenhos - Todos esses vaticínios eram preservados num arquivo e o destino da pessoa, depois, cotejado com eles. Todas as características indicadas pelo médium correspondiam fielmente à verdade — diz o Dr. Kuchynka. “Estudando outros médiuns também, capazes de determinar os detalhes da vida de uma pessoa através de fotografias. Entregou-se ao Sr. Kordon-Veri o retratinho de alguém que lhe era totalmente desconhecido. Ele descreveu com minúcias a região em que a fotografia fora tirada, esclareceu que a pessoa retratada estava doente e se achava naquela região por causa da doença. Disse ouvir as palavras “Velebit” e “Arbe”. Ora, tudo isso estava certo: o retrato era de uma musicista tcheca que, durante a sua moléstia, se hospedara no Hotel Velebit na Ilha de Arbe, no Mar Adriático. A descrição dos arredores do hotel correspondia precisamente à realidade. Segurando um esboço da mesma pessoa nas mãos, o clarividente declarou: ‘Essa mulher tem um imenso talento para a música, mas está gravemente enferma e prestes a morrer, se já não morreu’. Naquele mesmíssimo instante, 11 horas da noite, a musicista agonizava, vindo a falecer no dia seguinte, às seis da manhã.” O Dr. Kuchynka lembra-se de muitos testes de ESP a longa distância, em que se transmitiam desenhos telepaticamente; e também de um teste realizado com o célebre clarividente polonês Stefan Ossowiecki, de Varsóvia. Ossowiecki estava visitando o famoso balneário de Marienbad. Os cientistas decidiram pôr-lhe à prova o rapport clarividente com uma pessoa que lhe era completamente desconhecida. Um jornalista em Cracóvia preparou um desenho em sua casa e mandou uma cópia selada aos cientistas em Marienbad. Em seguida, a seiscentos e quarenta quilômetros de distância de Ossowiecki, fez o mesmo desenho na areia. Para excluir qualquer possibilidade de que o envelope fosse aberto ou que alguém pudesse dar uma espiada no desenho e contar a Ossowiecki, o jornalista resolveu acrescentar alguns detalhes ao seu desenho na areia.

O clarividente Eric Hanusse - Num dado momento, Ossowiecki principiou a fazer um desenho na areia, em Marienbad. Pouco depois, ajuntou-lhe uma elipse e uma figura dentro da elipse. Em seguida, apagou a figura e substituiu-a por um “W”. Mais tarde, a comissão confirmou que Ossowiecki reproduzira exatamente o desenho do jornalista. Este explicou que desenhara primeiro uma elipse com uma figura no interior, apagara esta última e a substituirá por um desenho da letra “W dentro da elipse. Nem mesmo essa mudança escapara ao clarividente. O Dr. Oscar Fischer de Praga também trabalhou com o famoso clarividente Eric Hanussen. No tempo de Hitler, Hanussen ganhou dinheiro e poder como médium e astrólogo. Na década de 1930, foi assassinado pelos nazistas porque era capaz de ver, clarividentemente, muitos projetos secretos dos nazistas, o que se afigurou perigoso e inoportuno à hierarquia fascista, de acordo com o Dr. Kuchynka. Tão difundida era a compreensão da parapsicologia nos círculos intelectuais da ex-Tchecoslováquia que o próprio Reitor da Universidade de Brno (a terceira cidade do país), o famoso biologista e fisiologista tcheco Dr. Eduardo Babak, escolheu para o seu discurso de posse este tópico: “O homem não tem apenas as ‘portas’ dos sentidos. Hoje em dia já não há dúvidas de que, em certas condições psicofisiológicas, a psique de um homem pode influenciar a de outro, mesmo sem a intervenção dos sentidos”.
— Creio que a importância da parapsicologia para nós reside precisamente na sua possibilidade de elucidar, pelos seus descobrimentos, a verdadeira natureza do homem e de mostrá-lo ligado ao cosmo mais estreitamente do que ele já imaginou possível — diz o Dr. Kuchynka.

Geradores psicotrônicos

“O poder da fé recebe uma aplicação direta e especial na ação magnética; por ela o homem age sobre o fluido, agente universal, que lhe modifica as qualidades e lhe dá umas impulsão, por assim dizer, irresistível.” (O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIX, p. 5.)

Ainda as pesquisas na ex-Tchecoslováquia – O ponto culminante da estada na Tchecoslováquia parece fantástico e é fantástico – mas pode ser autêntico. Deparou-se-nos (são as autoras da obra ora resumida que o dizem) uma galeria de objetos – polidos e brilhantes, ásperos e granulados, de aço, bronze, cobre, ferro, ouro – "geradores psicotrônicos", que fazem o impossível. Vimo-los apresentados num filme exibido pêlos cientistas tchecos na Conferência Internacional de Parapsicologia em Moscou. Sopesamos os geradores psicotrônicos com as mãos. Nós mesmas operamos um deles.

Que são eles, afinal? A resposta não é fácil. Os tchecos começam por explicá-los da seguinte maneira:

– Os seres humanos e todos os seres vivos estão cheios de uma espécie de energia até recentemente desconhecida para a ciência ociden­tal. Essa bioenergia, que nós denominamos energia psicotrônica, parece implícita no PK; pode ser a base da rabdomancia. Talvez se revele envolvida em todos os fatos psíquicos. Os geradores psicotrônicos a extraem de uma pessoa, acumulam-na e usam-na. Depois de carregados com a nossa energia, os geradores fazem algumas coisas que um médium é capaz de fazer.

Foi essa a primeira porta que abriram para nós e que dava para o mistério. Haveria corredores à nossa espera.

O gerador psicotrônico, ou gerador de Pavlita, como é chamado em homenagem ao seu inventor, nasceu, em parte, de antigos manuscritos e descobrimentos esquecidos, velhos conhecimentos combinados com a ciência moderna. Não é de hoje a idéia de uma bioenergia.

Diziam os antigos chineses que não somos uma coleção de peças, à semelhança de uma máquina, senão uma central elétrica de insólita energia. Eles lhe chamavam Força da Vida ou Energia Vital. E acres­centavam que o Universo também está impregnado de Energia Vital, de modo que estamos assim ligados ao cosmo.

Os nossos vizinhos da Índia, os antigos hindus, falaram nessa força vital existente em nós, a que davam o nome de Prana. A Ioga moderna se baseia na idéia do Prana. Mas se a energia vital ou energia "X" é mais que um simples conceito filosófico, como se dá que ninguém no Ocidente a tenha encontrado? Encontrou, sim, afiançam os tchecos. Muitos "descobrido­res" provocaram uma comoção momentânea com a sua nova energia, mas foram esquecidos ou, quando muito, relembrados como brilhantes manía­cos, à proporção que a ciência ocidental corria para o seu grande florescimento tecnológico.


O que a kirliangrafia possibitou - A lista seguinte enumera os descobridores mais famosos. Mas houve muitos outros. Todos chegaram às suas descobertas por caminhos diferentes, todos deram a "ela" um nome diferente, mas o que mais surpreende é que concordam muito amiúde quanto às características da nossa suposta energia.


Descobridor Nome atribuido
Chineses Chi
Hindus Prana
Polinésios Mana
Paracelso Munis Magnale
Eliphas Levi
Luz Astral
Van Helmont Magnum
Mesmer Magnetismo animal
Reichenbach Odd
Keely Força motora
Blondiot Raios-N
Radioestesistas Força etérica
L. E. Eeman Força "X"
Medicina atual Psicossomática
URSS
Energia bioplasmática
Cientistas tchecos Energia psicotrônica

Hoje em dia, na União Soviética, grupos de cientistas puros estão estudando um "novo descobrimento" – uma energia vital, até agora desconhecida, ligada aos seres vivos. Energia bioplasmática é o nome que lhe dão. Mas os russos têm uma grande vantagem a seu favor. Graças à descoberta de Kirlian, a energia bioplasmática pode ser vista por qualquer pessoa em fotografia e microscópios eletrônicos. Pode ser cientificamente observada e estudada ao torvelinhar em rútilos clarões coloridos. Os cientistas do século XX, com os seus dispositivos rastreadores e regis­tradores, arrancaram o antigo átomo grego do reino da filosofia e o trouxeram para o reino do real, convertendo-o numa energia prática. Pode ser que os soviéticos, começando com o aparelho de Kirlian, venham a fazer o mesmo com a energia vital das antigas culturas. Ou talvez o façam os tchecos, com os seus geradores psicotrônicos. Eles também são responsáveis pela redescoberta.

O engenho de Roberto Pavlita

Grisalho, já entrado na casa dos cinqüenta, Roberto Pavlita é um inventor e desenhista-chefe de uma grande indústria têxtil da Tchecoslováquia. Pessoalmente, é o tipo de homem de negócios, eficiente, que não perde tempo com bobagens. Durante trinta anos trabalhou particular­mente em geradores psicotrônicos. Na sua opinião, eles governam essa recém-descoberta energia. Em meados da década de 1960, o nome de Pavlita chegou ao Ocidente no meio de uma confusão tremenda. "Homem de negócios tcheco é excelente médium de PK." Depois: " Pavlita não tem capacidade de PK". Mas, afinal, ele tem ou não tem? Para os que se achavam sentados nas salas de parapsicologia dos Estados Unidos não havia maneira de saber. A história que se desenrolou por detrás das notícias mostra como se gerou a confusão. Depois de trinta anos de experiências, Pavlita dirigiu-se à Universidade de Hradec Králové, a leste de Praga. Um eletrofisiologista, um físico e, por fim, todo o departamento de física realizou experiências com ele.

Os cientistas fizeram experiências com um dispositivo engenhado por Pavlita. No interior de uma caixa de metal hermeticamente fechada, um pregão dava voltas, acionado por um motor elétrico, que ficava embaixo. Sobre o pregão, os cientistas haviam equilibrado uma tira de cobre. Parecia uma letra T. A única outra coisa que havia dentro da caixa era um pequeno objeto metálico num canto, que não se achava ligado a coisa alguma. As revoluções da tira de cobre, que não cessava de girar, eram registradas fotoeletricamente. Enquanto os cientistas observavam, Pavlita mantinha-se a quase dois metros da engenhoca. Concentrado, tinha os olhos cravados nela. De repente, a tira de cobre se imobilizou, como se alguma coisa a estivesse detendo, imprimindo um movimento contrário ao pregão girante. Que poderia ser isso? Todo o aparelhinho estava magneticamente protegido.

Pavlita continuou a olhar. Os presentes observavam, muito atentos. Vagarosamente, a tira de cobre recomeçou a girar — mas desta vez na direção oposta. Dir-se-ia que uma força invisível no interior da caixa fechada a estivesse empurrando, fazendo-a rodar em sentido contrário ao do pregão a que estava presa. Durante dois anos os cientistas fizeram experiências com Pavlita.

"PK! Uma demonstração de PK, à prova de fraude", escreveu o jornalista britânico Theo Lang, que ouvira falar em Pavlita e voara para a Tchecoslováquia a fim de assistir a uma demonstração. Os cientistas concordaram em que se tratava de uma demonstração à prova de alguma coisa, mas do quê? Não conseguiam descobrir nenhuma força conhecida capaz de obrigar a tira de cobre a parar e a inverter o seu movimento enquanto Pavlita olhava para ela. Parece PK, mas não é — pelo menos não exatamente.

Pavlita assevera ser um tecnologista que opera uma forma de energia, ligando-a, desligando-a e dirigindo-a, como qualquer tecnologista dirige uma energia como a eletricidade. O pequeno dispositivo que não tem ligação com coisa alguma no interior da caixa fechada é um gerador psicotrônico. Enquanto Pavlita fica olhando, a sua bioenergia, segundo se supõe, é transferida para o gerador, que a acumula e dirige. Acreditam os tchecos que muita gente poderia ter capacidade de PK dessa forma, com o gerador funcionando como intermediário.

O primeiro teste de "PK" de Pavlita era uma demonstração de que essa energia, cognominada vital ou psicotrônica, podia ser aproveitada e dirigida à vontade. Mas todos os seus descobridores afirmam que se trata de uma vasta energia universal. Os tchecos disseram, e tentaram mostrar, que mesmo nesta fase do descobrimento eles podem fazer muito mais do que apenas imitar o PK.

A principal pergunta formulada por todos os ocidentais que deram com essa energia vital, ou psicotrônica, nos últimos quinhentos anos, resume-se no seguinte: Que é o que ela faz?



A energia vital e sua aplicação - Paracelso, alquimista e médico da Renascença, afirmava que essa energia se irradiava de uma pessoa para outra e podia atuar a distância. Ele a acreditava capaz de purificar o corpo e restaurar a saúde, como também de envenenar o corpo e provocar a moléstia. O Dr. Van Helmont, químico e médico flamengo do século XVII, cria que a energia facultava a uma pessoa afetar outra à distância. Para o famoso químico alemão barão Von Reichenbach era possível armazenar a energia e carregar com ela outras substâncias. Os praticantes polinésios de Huna, de que Reichenbach não tinha o menor conhecimento, concordavam em que a energia vital podia ser transferida dos seres humanos aos objetos.

Terá o homem poderes com os quais nunca sonhou, energias que podem ser isoladas e usadas? Talvez a energia psicotrônica seja uma chave para os fantasmas e até para as supostas substâncias ectoplasmáticas emitidas pelos médiuns. Os tchecos só mencionaram os empregos da energia psicotrônica que acreditaram haver confirmado. Na opinião deles, isto era apenas o início de uma descoberta — de uma assustadora desco­berta. Ouviram-se inúmeras conjeturas. E acabou-se falando sobre o futuro que os tchecos encararam tão cheios de esperança, sobre filosofia e história.

Em outro tipo de experiência, durante a fugaz primavera tcheca, tinham-se visto os geradores psicotrônicos. Para que servem eles? Nem mesmo os tchecos afirmam saber tudo o que há para saber acerca da nova energia. O ponto cardeal em suas mentes é que os geradores de Pavlita demonstram a existência de uma energia desconhecida, sutilmente entrelaçada com os seres humanos.

Se ela for real, se continuar a confirmar-se, daqui a vinte anos este relato soará como a descrição de um televisor ou de um fonógrafo feita por dois primitivos. Se antes que as patentes tivessem sido concebidas houvéssemos assistido por acaso a uma demonstração particular da máquina falante do Sr. Edison, há noventa e cinco anos, teríamos escrito provavelmente sobre uma máquina singularíssima, quase inacreditável, que era capaz, quando Caruso cantava na sala, de captar-lhe a voz em sulcos da espessura de um fio de cabelo, feitos num prato de cera. Uma semana depois esse prato podia ser posto num rotor, uma espécie de braço de metal traçaria os sulcos e, como se o tempo deixasse de existir, ouviría­mos Caruso cantar a sua ária como um fantasma que houvéssemos evocado. E a cera ficaria carregada com a voz durante muito tempo, talvez até durante anos.



A desconfiança dos cientistas ocidentais - Os pouquíssimos — dois ou três — cientistas ocidentais que viram os geradores de Pavlita olharam para eles com alguma desconfiança. Nin­guém gosta de usar um barrete histórico de burro, como os membros da Academia Francesa, que botaram pessoalmente para fora das suas salas o agente do Sr. Edison e da sua máquina falante. Eles sabiam, afinal de contas, que a cera não fala, que toda a história era um truque barato de ventríloquo. Entretanto, ninguém, e sobretudo os cientistas, gosta de ser apontado como crédulo e simplório.

Muitos outros anunciaram o achado de uma nova forma de energia vital, e o seu achado deu em nada — assim como a América foi descoberta muitas vezes antes de Colombo. Seria Pavlita um impostor? Seria um antigo escandinavo, cujas visões se dissiparão nas névoas do tempo e da obscuridade, ou será um Colombo?

O descobrimento de uma nova forma antiga de energia, de uma energia vital, de uma energia mais íntima que a eletricidade ou o raios-X, é uma idéia fascinante. Exige de nós um salto da imaginação. Supõe um campo de pouso fora dos círculos dos conhecimentos científicos atuais, um campo de pouso em que a mente e a energia não estejam mais irrevogavelmente separadas uma da outra mas, ao contrário, interajam para operar as suas maravilhas.

Será a energia psicotrônica a energia sutil e vital que os místicos, os médiuns e os filósofos pressupuseram e que os cientistas, recentemente, andaram procurando nos fatos psíquicos?

Os geradores de Pavlita rever­beram na mente como pontos cintilantes de interrogação, que têm por fundo a bela paisagem tcheca.

Energia bioplasmática

Estamos na era espacial, quer isso nos agrade, quer não. As nossas energias estão voltadas para o espaço exterior e também, obviamente, para o interior. Seminários de percepção, meditação, expansão da cons­ciência, a idade do Aquário — o impulso introverso é o propulsor da época.

"A sociedade humana enfrenta hoje o dilema de um colapso ou de um avanço no campo da consciência humana para manter-se a par do avanço da ciência e da tecnologia", afirma o Dr. Shafica Karagulla em Breakthrough to Creativity. Diretor da Fundação para a Pesquisa da Percepção Sensorial Superior, na Califórnia, o Dr. Karagulla, neuropsiquiatra conceituado, está estudando a capacidade dos médiuns de "ler" a aura e o corpo energético. Ela não é típica. Ao passo que o anseio introspectivo domina as disciplinas acadêmico-científicas na Tchecoslováquia, na Bulgária e na Rússia, no Ocidente ele é geralmente "extrovertido".

Talvez devêssemos estar "acumulando reservas" de médiuns. Os descobrimentos no terreno do psi, como os países do Leste os entenderam, como a maioria dos outros avanços, podem ser empregados em atividades anti-humanas. O jogo da guerra, no entanto, não é a mensagem mais estrondosa que recebemos da parapsicologia oriental. O que veio de lá é tríplice e pró-humano, pró-gente.

O descobrimento da energia inerente ao psi "será comparável ao descobrimento da energia atômica", disse o Dr. Leonid Vasiliev. Igor Shishkin, brilhante e jovem matemático russo, comparou recentemente a descoberta das teorias do psi à descoberta das teorias da relatividade.

Vasiliev viu algo ainda mais revolucionário do que a nova energia que acompanha o psi — "a experiência direta de outra pessoa". Nunca sabemos se outra pessoa está representando, assinala Vasiliev, ou se é capaz de transmitir o que está sentindo, mesmo que o queira. O psi parece ser um elo mental, um elo corpóreo. A plena e direta experiência de outra pessoa é um potencial assustador.

A oposição à pesquisa psíquica é ainda poderosa - Eles estão estudando as maneiras de utilizá-lo: aprimorar as capacidades intelectuais, artísticas, inventivas; comunicar-se no espaço e no fundo do mar; ajudar a localizarem minerais e água; predizer pedaços do futuro; comandar o comportamento de outra pessoa à distância; ver à distância; lidar com os campos de força viva que cercam o corpo. Isso é apenas o começo.

Enquanto os cientistas mergulham na pesquisa do psi orientada para a prática, um sentido de unidade viva, de movimento e variedade infinitos, está começando a emergir do casulo do desconhecido e do não visto. Isto é o homem, um ser de energia numa galáxia de energias, dinamicamente ligado a toda a vida e às forças do universo.

De um modo global, a parapsicologia pode sintetizar-se em três palavras: Imagem, Energia, Potencial. O mundo da pesquisa psíquica na Tchecoslováquia, na Bulgária e na Rússia foi feito de esforços para penetrar a dimensão da energia universal, esforços para soltar o potencial ilimitado e não usado do ser humano. Como subproduto desses esforços, os parapsicologistas estão começando a mostrar o que talvez seja o aspecto mais importante de todos: uma imagem mais profunda do ser humano.

Apesar de tudo a que ele promete, a oposição que se faz à pesquisa do psi ainda é poderosa, tanto no Oriente, quanto no Ocidente.

"Entretanto, temos um bom clima para as atividades psíquicas na Bulgária."

"Falava-se muito na União Soviética em estudar os poderes latentes da psique do homem, os quais, como a própria ciência o demonstrou, são inusitadamente grandes."

"Existe uma tradição espiritual na Tchecoslováquia que conduz à investigação científica no domínio do psíquico."

O interesse pelo estudo da dimensão do psi também começou a manifestar-se na Polônia, na Romênia, na Alemanha.


Os orientais levaram a sério a pesquisa do psi - Será realmente a herança do Ocidente tão infecunda que tenhamos sido privados de visionários e sonhadores, do interesse "pelo mundo não visto"? Ter-nos-emos tornado, com efeito, mais ingenuamente materialistas do que os próprios “materialistas de carteirinha”?

Encarando a oposição no Ocidente, o psiquiatra Jule Eisenbud, no livro que escreveu sobre a fotografia do pensamento e que intitulou The Word of Ted Sérios, observa:

"Desconfio de que, se a resistência ao psi for algum dia superada, isso não virá do trabalho sério e paciente que se faz nos laboratórios ou de qualquer número de palestras dirigidas a cientistas ou ao público culto, mas da sublevação geral das classes de uma população que está explodindo de muitas maneiras."

Os cientistas orientais levaram a sério a pesquisa do psi. Não se tratou de uma brincadeira. Não se tratou da província dos poucos entu­siastas. Já não terá chegado o momento de olharmos também para esse lado desconhecido do ser? Agora, hoje e amanhã, é ocasião de pesquisas arrojadas, firmes. E já é tempo de todos nós, em todos os níveis, deixar­mos a covardia de lado e obedecermos, corajosos, ao preceito vital. “Conhece-te a Ti Mesmo”. Não é uma questão de curiosidade intelectual. Não é uma questão de provarmos a nossa falta de preconceitos. É uma questão de sobrevivência. A humanidade está empenhada numa luta de vida ou morte — Eros contra Tânato, chamou-lhe Freud. A dimensão psíquica tem força de vida, é o foco da criatividade e da inspiração. Tem liberdade e vida para dar aos que as tomarem. Foi por isso que alguns dos espíritos mais esplêndidos deste século — Madame Curie, Carl Gustav Jung, Franklin D. Roosevelt, William Butier Yeats, Thomas Edison, Winston Churchill, Albert Einstein — se interessaram ativamente pelo espectro psíquico. Com o estudo ordenado dessa dimensão, a parapsicologia se encontra numa junção, como a última pedra da pirâmide, onde podem encontrar-se as humanidades, a religião, a ciência e as artes.