quarta-feira, 10 de novembro de 2010

A Sociedade Thule e Adolf Schicklgruber


Para dar melhor esclarecimento sobre o “terceiro Reich” envolto em mistério e sobre o papel desempenhado por Adolf Hitler, devo voltar um pouco mais longe no tempo. Como alemães, estamos sem cessar associados ao terceiro Reich por toda a parte no mundo e particularmente após os últimos ataques contra os focos dos que pedem asilo político. Entretanto, poucas pessoas conhecem os verdadeiros motivos de então. Ouve-se por toda parte falar da “doutrina de raça da elite ariana e das câmaras de gás para os judeus”, mas ninguém conhece a origem desses fatos. Nos livros escolares, fala-se aos alunos do malvado Adolf Hitler, que sustentado por uma propaganda bem organizada e pela hipnose das massas, é segundo todas as aparências o único responsável por esses acontecimentos. Mas ninguém fala de quem ele obteve sua ideologia, nem quem o colocou nessa posição e principalmente por quem ele era financiado. Os livros que poderiam desvendar essas coisas foram voluntariamente tirados pelos Aliados e foi até mesmo proibido lê-los. Isso contribuiu também para manter até nossos dias uma sombra de misticismo sobre o passado dos alemães. Por isso penso que é muito necessário esclarecer o que ficou oculto, mesmo se as teses dos SS possam parecer para muitos como inacreditáveis. Encontrareis aqui “verdadeiro material” para ser discutido.

Entre 1880 e 1890, muitas personalidades e, entre elas, algumas das cabeças mais eminentes da Inglaterra, encontraram-se para formar “A Ordem Hermética da Aurora Dourada” (The Hermetic Order of the Golden Dawn). Os membros da Golden Dawn eram recrutados, em primeiro lugar, na Grande loja da Franco-maçonaria inglesa (loja-mãe) e na Ordem dos Rosa-cruzes. A Golden Dawn era, de qualquer forma o ponto alto da franco-maçonaria esotérica inglesa dessa época e constituía seu núcleo mais íntimo e o mais secreto. Entre outros membros encontrava-se:

Florence Farr; W. B. Yeats, prêmio Nobel de literatura: Bram Stoker (autor do Drácula); Gustav Meyrink (autor dos livros “O Golem” e “O Rosto Verde”); Aleister Crowley (o mago mais conhecido nestes últimos 100 anos, que passou, mais tarde, para a magia negra, fundador da Igreja Thelema e franco-maçom do 33.º grau do Rito Escocês); Rudolf Steiner (escritor e filósofo, fundador da antropossofia - “que constitui uma cisão da teosofia”) , franco-maçom do 33.º grau do Rito Escocês, dirigente da “Sociedade Teosófica” na Alemanha, grão-mestre da ordem dos Iluminados, Ordo Templi Orientis (OTO) e grão-mestre do ramo Mysteria Mystica Eterna. Ele saiu, entretanto, mais tarde da Golden Dawn por divergências de pontos de vista. Steiner recusou aceitar no Golden Dawn o ocultista Trebisch-Lincoln; isso foi-lhe cobrado mais tarde.

Em 1917, as seguintes pessoas encontraram-se em Viena: o ocultista barão Rudolf von Sebottendorf, o discípulo de Gurdjieff, Karl Haushofer, o aviador de combate Lothar Waiz, o prelado Gernot da Sociedade dos Herdeiros dos Templários Societas Templi Marcioni e Maria Orsitsch (Orsic), uma médium de Zagreb. Essas pessoas tinham estudado muito as doutrinas e os rituais do Golden Dawn e estavam particularmente bem informadas das lojas secretas asiáticas. Sebottendorf e Haushofer, em particular, eram viajantes experimentados da Índia e do Tibete, muito aprofundados nas doutrinas e mitos desses países. Haushofer manteve contatos durante a Primeira Guerra com uma das mais influentes sociedades secretas da Ásia, a dos “Barretes Amarelos”. Essa foi fundada em 1409 pelo reformador budista Tsongkhapa. Haushofer lá foi iniciado e jurou suicidar-se se sua “missão” malograsse. Em seguida a esses contatos, comunidades tibetanas formaram-se na Alemanha dos anos 20.

Durante as reuniões em Viena, os quatro jovens esperavam aprender alguma coisa sobre os textos de revelações secretas dos templários como também sobre a confraria secreta “Os Mestres da Pedra Negra”. O prelado Gernot pertencia à Sociedade dos Herdeiros dos Templários, que no meu conhecimento, é a única verdadeira sociedade templária. Tratava-se dos sucessores dos templários de 1307 que transmitiram seus segredos de pai para filho - até hoje. O prelado Gernot falou-lhes sobre a vinda de uma nova era, da passagem da era de Peixes para a era de Aquário. Lá se falava sobre o fato de nosso ano solar, correspondendo com as doze revoluções da lua, está dividido em doze meses, assim como a revolução do nosso sol ao redor do grande sol central (o sol negro do qual falam os antigos mitos) está dividido em doze partes. É tudo isso, sem esquecer a precessão do movimento cônico da Terra sobre si mesma devido à inclinação de seu eixo, que determina as eras.

Segundo esses dados, um “mês cósmico” dura 2.155 anos, um “ano cósmico” dura perto de 25.860 anos. Pelo dito dos templários, nós estamos não somente nas portas de uma nova era (como é o caso a cada 2.155 anos), mas também no fim de um ano cósmico e nas portas de outro. Tendo completado seus 25.860 anos, a Terra recebe os últimos fracos raios da era de Peixes antes de entrar na era de Aquário sob fortes radiações. Ela deixa, segundo a definição indo-ariana, a época do Kali-Yuga, a era do pecado. Todas as mudanças de eras conduziram a turbulências políticas, religiosas, sociais e mesmo geológicas de grande amplitude. Essa fase de transformação da antiga para a nova idade é designada na doutrina da Mesopotâmia de “três passos duplos de Marduk”. É um lapso de 168 anos no meio do qual é esperado na Terra a chegada do raio Ilu, do raio divino.

Após sábios cálculos, os templários designaram o dia 4 de fevereiro de 1962 como data do aparecimento desse raio. Foi assim que foi conhecida a data correspondente à metade deste período de transformação de 168 anos e que os acontecimentos particularmente importantes foram previstos para os anos 1934 e 1990.

Podemos supor que o assunto principal da conversa entre as pessoas acima mencionadas se referia o subentendido em uma passagem do Novo Testamento de Mateus 21:43, onde Jesus se dirige aos judeus: “o reino de Deus vos será retirado e dado a outro povo que produzirá frutos”.

O texto original completo a esse respeito que se encontra nos arquivos da Societas Templi Marcioni fala disso de uma maneira bem mais clara: De fato, Jesus disse concretamente de qual “outro povo” se trata, pois ele fala aos germânicos que serviam numa legião romana e lhes disse que esse será o seu povo. Foi isso que Sebottendorf e seus amigos quiseram definitivamente saber: o povo germânico, portanto, alemão, teria a missão de criar um reino de luz sobre a Terra. Anunciaram que o raio penetraria a Terra no monte Untersberg, perto de Salzburgo.

No final de setembro de 1917, Sebottendorf encontrou-se com os membros da sociedade “Os Mestres da Pedra Negra” no monte Untersberg para receber o poder da pedra violeta-negra nome no qual a sociedade secreta se inspirou.

“Os Mestres da Pedra Negra”, procedentes em 1221 da sociedade dos templários marcionistas e dirigidos por Hubertus Koch, tinham por meta combater o mal neste mundo e de participar da construção do reino de luz de Cristo. Essa força sombria que era preciso combater havia se manifestado no pretendido “Antigo Testamento” da Bíblia como sendo “Deus”, através de Moisés e de outros médiuns. Yahvé se dirige assim a Abrahão com as palavras hebraicas Ani ha El Shaddai traduzido por Eu sou El Schaddai - “o grande anjo caído” (Schaddai El) - o Satã (ver a tradução original da Bíblia, Gênesis 17:1).

Sebottendorf havia encontrado resposta para sua pergunta: El Schaddai, o Deus do Antigo Testamento, foi o corruptor, o adversário de Deus. Seus adeptos participavam portanto da destruição da terra, da natureza, dos seres humanos. Eram os hebreus - o povo judeu. Jesus o explica sem rodeios no Evangelho de João 8:30-45, quando ele disse aos judeus:

Responderam-lhe (os judeus): “Nosso pai é Abraão”. Disse-lhes Jesus: Se sois filho de Abraão, praticai as obras de Abraão. Vós, porém, procurais matar-me, a mim, que vos disse a verdade que ouvi de Deus. Isso, Abraão não fez! Vós fazeis as obras de vosso pai. Disseram-lhe então: “Não nascemos da prostituição; temos só um pai: Deus”.

Disse-lhes Jesus: “Se Deus fosse vosso pai, vós me amaríeis, porque saí de Deus e venho dele; não venho por mim mesmo, mas foi ele que me enviou. Por que não reconheceis minha linguagem? É porque não podeis ouvir minha palavra. Tendes por pai o Diabo, e quereis realizar os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não permaneceu na verdade, porque nele não há verdade: quando ele mente, fala do seu próprio imo, porque é mentiroso e pai da mentira. Mas, porque digo a verdade, não credes em mim.

Muitos perguntam sempre ingenuamente: Por que Hitler atacou precisamente os judeus? Espero que as linhas escritas acima esclareceram o leitor. Segundo a Sociedade Thule, de onde se originaram, mais tarde, o DAP, o NSDAP, os SS, etc., o povo judeu com a missão recebida pelo Deus Yahve do Antigo Testamento para “criar o inferno na terra” era a causa das guerras e das discórdias na terra. As pessoas de Thule sabiam pertinentemente o que eram os sistemas bancários judeus, quer dizer, de Rothschild e companhia, assim como dos Protocolos dos Sábios de Sião. Eles sentiam-se como enviados, de acordo com a revelação de Sajaha, para combater esse povo e particularmente o sistema de lojas judias e de seus bancos a fim de criar o reino de luz na terra. (N.A.: como podeis verificá-lo, esses homens eram tão incapazes de combater as causas como seu mestre Jesus Cristo lhes havia ensinado, e de transformar o mundo por amor a si mesmo, à criação e de seu próximo (e o próximo pode pertencer a outra raça ou religião). Eles rejeitaram sua própria responsabilidade e a descarregaram sobre um culpado, Satã. Seu ódio tornou-os tão cegos que eles nem perceberam que estavam utilizando as mesmas armas que o pretendido Deus satânico Yahve que eles queriam combater. Essas pessoas deveriam, portanto, saber que a paz não se obtém fazendo a guerra.)

Ao redor do barão Rudolf von Sebottendorf formou-se um círculo que passou da “ordem germânica” para a “Sociedade Thule” em 1918 em Bad Aihling. Além das práticas da Golden Dawn tais como o tantrismo, ioga e as meditações orientais, eles se entregavam à magia, à astrologia, ao ocultismo, decifravam o saber dos templários e procuravam estabelecer uma ligação entre esses domínios e a política.

A Sociedade Thule acreditava - segundo a revelação de Isaías - na vinda de um Messias, “o terceiro Sargon”, que deveria trazer a glória e uma nova cultura ariana para a Alemanha. Os membros, mais importantes, nomeados por Dietrich Bronder em seu livro Bevor Hitler kam (Antes da vinda de Hitler) e por E. R. Carmin em “Gurú Hitler” (idem) são os seguintes:

1. Barão Rudolf von Sebottendorf, grão-mestre da ordem;

2. Guido von List, mestre de ordem;

3. Jörg Lanz von Liebenfels, mestre de ordem;

4. Adolf Hitler, Führer, chanceler do Reich e chefe supremo da SS;

5. Rudolf Hess, adjunto do Führer;

6. Hermann Göring, marechal do Reich e chefe supremo da SS;

7. Heinrich Himmler, chefe da SS do Reich e ministro do Reich;

8. Alfred Rosemberg, ministro do Reich e dirigente dos nacionais-socialistas;

9. Dr. Hans Frank, dirigente dos nacionais-socialistas e governador geral da Polônia;

10. Julius Streicher, chefe supremo das SS e dirigente da região Francónia;

11. Dr. Karl Haushofer, general de brigada na reserva;

12. Dr. Goufried Feder, secretário de Estado aposentado;

13. Dietrich Eckart, chefe-redator do “Völkischer Beobachter”;

14. Berhard Stempfle, o confessor de Hitler e amigo íntimo;

15. Theo Morell, médico pessoal de Hitler;

16. Franz Gürtner, chefe da polícia de Munique;

17. Rudolf Steiner, fundador da doutrina antroposófica;

18. W. O. Schumann, doutor e professor da Faculdade de Ciências de Munique;

19. Trebisch-Lincoln, ocultista e viajante do Himalaia;

20. Condessa Westrap; e demais outros ...

A Sociedade Thule dividiu-se, mais tarde, em dois ramos, o ramo esotérico (Do grego esoteros, que significa interior.), do qual Rudolf Steiner fazia parte, e o ramo exotérico (Do grego exoteros, que significa exterior.), do qual Hitler tomou, mais tarde, a direção. Alguns autores afirmam que os exoteristas tinham, entre outros, travado debates judiciários e condenado seres humanos à morte. Em todo o caso, Hitler perseguiu, mais tarde Steiner e seus discípulos e condenou à morte aqueles que ele pode pegar.

Algumas das doutrinas capitais que marcaram fortemente a Sociedade Thule foram a religião germano-ariana Wihinai, elaborada pelo filósofo Guido von List, a glaciologia do mundo de Hans Horbiger e o cristianismo original dos adeptos de Marcion que se opôs ao Antigo Testamento. O círculo mais íntimo, em todo o caso, tinha-se ligado contra os judeus do mundo inteiro e contra a franco-maçonaria e suas lojas.

Alguns autores pretendem, entretanto, que a Sociedade Thule, havia tido, além do mais, outra ideologia. Não quero tirá-la do leitor, mesmo que não se trate forçosamente de uma realidade inabalável. Que o leitor julgue!

A História de “Thule” em poucas palavras:

“Última Thule”, tinha sido a capital do primeiro continente colonizado pelos arianos. Este chamava-se Hiperbórea e teria sido mais antigo que a Lemúria e a Atlântida (continentes submersos, habitados antigamente por grandes civilizações). Na Escandinávia, existe uma lenda a respeito de “Última Thule” esse país maravilhoso no grande norte onde jamais havia o pôr do sol, e onde viviam os ancestrais da raça ariana.

O continente “hiperbóreo” estaria situado no Mar do Norte e teria afundado por ocasião de uma época glacial. Supõe-se que seus habitantes vieram do sistema solar de Aldebaran, que é o astro principal da constelação de Touro; eles mediam perto de quatro metros de altura, tinham a pele branca e eram loiros de olhos azuis.

Não conheciam guerras e eram vegetarianos (Hitler também, aliás). Pelos textos conhecidos a respeito de Thule, os hiperboreanos estavam bem mais adiantados em tecnologia e ter-se-iam servido dos Vril-ya, engenhos voadores que designamos hoje pelo nome de “OVNIs”. Graças a existência de dois campos magnéticos inversamente rotatórios, esses discos voadores eram capazes de levitar, atingiam velocidades enormes e realizavam manobras de vôo, desempenho que observamos também nos OVNIs. Teriam utilizado a força Vril como potencial energético, quer dizer, como combustível (Vril = éter, ou prana, chi, força cósmica, orgon... Mas esse nome é derivado também do vri-ll do acadiano que significa “semelhante a mais alta divindade” ou “igual a Deus”.). Eles subtraíram pois a energia (que não custava nada) do campo magnético terrestre, como o faz o conversor a taquions do comandante Hans Coler ou o motor a “espaço quanta” desenvolvido por Olive Crane.

Quando o continente hiperbóreo começou a afundar, os habitantes começaram a cavar túneis gigantescos na crosta terrestre com grandes máquinas e ter-se-iam estabelecido sob a região do Himalaia. Esse reino subterrâneo tem o nome de Agartha ou Agarthi, e sua capital denomina-se Shamballah. Os persas denominaram esse reino subterrâneo “Ariana” ou “Arianne”, o país de origem dos arianos. Notamos aqui que Karl Haushofer afirmou que Thule era, de fato a Atlântida e ele dizia, contrariamente a todos os outros pesquisadores do Tibete e da Índia, que os sobreviventes da Thule-Atlântida se dividiram em dois grupos, um bom e um mau. Os bons, que, devido ao seu oráculo, tomaram o nome de Agarthi, instalaram-se na região do Himalaia; os maus, que se denominavam, de acordo com Haushofer, os Shamballah e que queriam reduzir os seres humanos à escravidão, dirigiram-se para o Ocidente. Haushofer afirmava que um combate já existia há milhares de anos entre os de Agarthi e os de Shamballah, combate que teve continuidade com a Sociedade de Thule, com o terceiro Reich, representando os Agarthi, contra os de Shamballah, os franco-maçons e os sionistas. Esta era provavelmente também a missão de Haushofer.

O soberano desse reino seria “Rigden Iyepo”, o rei do mundo, e seu representante na terra seria o Dalai-lama. Hushofer estava persuadido que esse reino subterrâneo sob o Himalaia era o lugar de origem da raça ariana. Ele teria tido a prova disso, dizem, por ocasião de suas numerosas viagens ao Tibete e à Índia.

A insígnia marcante de Thule teria sido a suástica com os braços virados a esquerda. Segundo os dizeres dos lamas tibetanos e do Dalai-lama em pessoa, as pessoas de Agarthi existem ainda hoje. O reino subterrâneo, que está bem arraigado em quase todos os ensinamentos orientais, teria se expandido ao longo de milênios sob toda a superfície da terra com centros imensos sob o Saara, sob Yucatan no México, sob as montanhas do Mato Grosso e sob as montanhas de Santa Catarina no Brasil, sob o monte Shasta na Califórnia, na Inglaterra, no Egito e na Checoslováquia...

Hitler empenhou-se particularmente para encontrar as entradas do reino subterrâneo de Agartha e de poder entrar em contacto com os descendentes dos “homens-deuses” arianos de Aldebaran-Hiperbórea. Nas lendas e tradições desse reino subterrâneo, relata-se entre outras coisas, que haverá em nosso globo uma maldosa gerra mundial (a terceira) que terminará devido a tremores de terra e de outras catástrofes naturais, entre outras a inversão dos pólos, que causarão a morte de dois terços da humanidade.

Após esta “última” guerra, as diferentes raças do interior da terra reunir-se-ão de novo com os sobreviventes da superfície do globo e introduzirão a “Idade de Ouro” milenar (era de Aquário). Hitler quis criar uma “Agartha” ou a “Ariana” sobre a terra com a raça dos mestres arianos, e esse lugar devia ser a Alemanha. Durante o “Terceiro Reich”, houve duas grandes expedições do SS ao Himalaia para encontrar as entradas do reino subterrâneo. Outras expedições aconteceram para os Andes, nas montanhas do Mato Grosso e de Santa Catarina no Brasil, na Checoslováquia e na Inglaterra.

E também, alguns autores afirmam que as pessoas de Thule acreditavam que independentemente do sistema de túneis e de cidades subterrâneas, a terra era oca, com duas grandes entradas, uma no pólo Norte e outra no pólo Sul. Referiam-se às leis da natureza: “tal o microcosmo, tal o macrocosmo”. Que se trate de uma célula do sangue, de uma célula do corpo ou de um óvulo, de um cometa ou de um átomo, todos eles têm um núcleo e uma cavidade envolta por uma cobertura, a corona radiata, a própria vida ocorre, pois, no interior. As pessoas de Thule haviam concluído que a terra devia ser constituída segundo o mesmo princípio. Até os drusos também confirmavam este fato, pois são as cavidades rochosas que tem vida própria em seu interior, quer dizer, nos minerais e cristais.

Por conseqüência, a terra deverá também ser oca - o que corresponde, aliás, com as afirmações dos lamas tibetanos e do Dalai-lama - e ela deveria ter um núcleo, quer dizer, um sol central que confere ao seu interior um clima regular e uma luz solar permanente.

A verdadeira vida do nosso planeta passar-se-ia no interior dele, a raça dos mestres viveria dentro, e os mutantes, na superfície. Esta seria a razão que explica por que não podemos descobrir vida sobre os outros planetas do nosso sistema solar, pois os habitantes lá viveriam também no seu interior. As entradas principais seriam no pólo Norte e no pólo Sul, pólos atravessados pela luz do sol central, que cria as “auroras boreais”, as pretensas luzes dos pólos.

A massa sólida ocuparia maior volume no interior do nosso planeta do que a massa das águas. Segundo o explorador dos pólos Olaf Jausen e outros exploradores, a água no interior seria água doce, o que explicaria que o gelo do Ártico e do Antártico não é constituído de água salgada e sim de água doce. Essa tese sobre a constituição de nossa terra está apoiada pelos testemunhos de exploradores dos pólos, Cook, Peary, Amundsen, Nansen, Kane e também pelo almirante E. Byrd. Eles todos tiveram as mesmas experiências estranhas que não concordavam com as teorias “científicas” estabelecidas.

Todos verificaram que o vento se aquecia acima de 76º de latitude, que as aves voavam acima do gelo em direção do Norte e que os animais, tais como as raposas, se dirigiam para a mesma direção, que encontraram neve colorida e cinzenta que derretendo-se, soltava um pólen de flores multicolorido ou então cinza vulcânica. A questão é a seguinte: de onde vem o pólen das flores que encontramos no pólo Norte? De onde vem o pó vulcânico, pois nenhum vulção está assinalado nas cartas geográficas oficiais disponíveis? Além do mais, aconteceu de que alguns pesquisadores se encontraram às vezes sobre um mar de água doce, e todos relataram ter percebido dois sóis num dado momento da viagem. E também, eles encontraram mamutes com a carne ainda fresca e em cujo estômago continha algumas vezes, erva fresca. (Se o leitor desejar saber mais a respeito da terra oca e se as diferentes experiências dos exploradores dos pólos lhe interessarem, ele encontrará alguns livros a esse respeito na literatura complementar, p. 482).

Nota do autor:

1)Que a terra seja oca, não é somente uma teoria para o público em nossos dias, pois alguns exploradores dos pólos afirmam ter lá estado. O almirante E. Byrd até tirou numerosas fotos. É inegável que todos os exploradores tiveram experiências muito estranhas, que ficaram inexplicáveis até agora, o que comprova que acontecem coisas bem curiosas por detrás disso.

E mesmo não passa de uma teoria afirmar que a terra possuiria um núcleo em fusão. Ao contrário, é um fato que existam sistemas de túneis e de cavernas subterrâneas construídos por seres humanos. Encontramo-los em quase todos os países da terra, testemunhando uma técnica altamente desenvolvida, de uma antiga cultura remontando a milhões de anos. Eles são, para a maioria, iluminados por uma fonte de luz (um clarão esverdeado que se clareia mais à medida que se penetra neles); eles têm as paredes talhadas e lisas e contém máquinas desconhecidas, tais como aquelas que foram retiradas do Boynton Canyon, em Sedona, no Arizona. (No fim do livro, encontram-se títulos de obras referindo-se a esse respeito.)

Para as pessoas de Thule, esses mitos sobre “a terra oca” eram, manifestamente, muito abundantes para ser tomados a sério. Uma expedição, ao menos, aconteceu, durante a Segunda Guerra Mundial, no Antártico. (Mais detalhes em seguida.)

Para mostrar que a história dos hiperbóreos arianos não é sem fundamento, eis aqui dois exemplos: quando em 1532 os conquistadores espanhóis sob o comando de Pizarro chegaram à América do Sul, os indígenas chamaram-nos de vicarochas (mestres brancos). Em suas lendas, trata-se de uma raça de mestres gigantes de pele branca que, séculos antes, desciam do céu com “discos voadores”. Estes últimos haviam reinado muito tempo sobre uma parte de suas cidades e haviam em seguida desaparecido, após terem prometido que voltariam. Os indígenas acreditaram estar vendo o retorno dos vicarochas nos espanhóis de pele clara, e lhes deram, portanto, no início, seu ouro.

Aconteceu a mesma coisa no Tibete e em outras regiões do Himalaia quando os primeiros viajantes brancos chegaram. Os tibetanos olharam-nos espantados, perguntando-lhes porque eles vinham de baixo (do sopé da montanha), pois eles chegavam habitualmente do alto.

Vós, amigos leitores, nunca ouvistes falar algo a esse respeito? Não? É bem lastimável, pois a ideologia dos dirigentes alemães do Reich era, de fato, baseada sobre o tema de El Schaddai, que teve como conseqüência a perseguição dos judeus, sobre a revelação de Isaías, sobre o saber dos templários e talvez também sobre isso que acabo de relatar. Esses temas estavam subjacentes em todas as ações empreendidas, incluindo o desencadeamento da Segunda Guerra Mundial.

Existem duas formas de conceber isso tudo:

Ou pensais que toda a elite do terceiro Reich tinha a mente desequilibrada e se drogava, e ignorais tudo a esse respeito, ou vos dais ao trabalho de procurar se essas histórias contêm uma verdade.

Não é, entretanto, na Alemanha que ireis encontrar os livros a esse respeito, pois toda a literatura que pudesse esclarecer algo foi radicalmente eliminada pelos Aliados.

2)Tendo em vista as atividades da extrema direita na RFA, foi certamente oportuno interditar alguns escritos que apelavam abertamente e às vezes também de uma forma muito primitiva para um racismo violento. Mas, se quisermos restituir fielmente os acontecimentos políticos e religiosos do passado e do presente, é preciso não omitir essa informação.

Mas nós acabamos com esses mistérios. Como irei demonstrar-vos, é referindo-se a esses mitos que a elite alemã do Reich passou à ação.

Em outubro de 1918, Sebottendorf deu a missão aos irmãos da loja Karl Harrer e Anton Drexler para formarem um círculo de trabalhadores. Este tornou-se, mais tarde, o Partido dos Trabalhadores Alemães, o Deutsche Arbeiterpartei, DAP. A revista da Sociedade Thule era o Völkischer Beobachter (O Observador do Povo). Ele foi diretamente retomado pela NSDAP que se formou a partir do DAP.

Em outubro de 1918, o jovem ocultista e esoterista Adolf Hitler (que na realidade se chamava Adolf Schicklgruber: Hitler era o nome de solteira de sua mãe) entra para o DAP, o partido de Thule, e foi notado pelos seus talentos de orador.

Trevor Ravenscroft descreveu no Der Speer des Schicksals (A Lança do Destino) o que também foi dito por um amigo de juventude de Hitler, Walter Johannes Stein, que se tornou mais tarde o conselheiro do franco-maçom Winston Churchill:

Hitler, já um grande adepto do misticismo com a idade de 20 anos, tentava alcançar os níveis de consciência elevados com o auxílio de drogas. Por intermédio do livreiro Pretzsche em Viena, adepto do misticismo germânico e da doutrina da raça dos mestres arianos que dela provinha, Hitler forjou as bases de sua visão futura do mundo e, com seu auxílio, ele usou o Peyotl (Mescalina), droga alucinógena para alcançar a iluminação mística. Nessa época, Hitler teve também conhecimento dos “Protocolos dos Sábios de Sião”, o que acentuou sua aversão pelos judeus.

Não é para se espantar que Hitler, já dependente das drogas quando jovem, tomasse fortes narcóticos durante toda sua vida. Conforme o diário de bordo de seu médico pessoal, Theodor Morell, Hitler recebeu durante os seis anos que durou a guerra, injeções de diferentes calmantes, de estriquinina, de cocaína, de derivados morfínicos e outras drogas.

Hitler foi engajado pela DAP, o partido de Thule, como orador eleitoral e aprendeu, mais tarde, a ler e a escrever bem graças à Dietrich Eckart, anti-bolchevista e irmão da Sociedade Thule. Eckart fez dele a personalidade que conhecemos mais tarde. Ele o introduziu nos círculos de Munique e de Berlim, e Hitler adotou quase a totalidade das concepções da Sociedade Thule.

Em 1924, quando Hitler se encontrava na prisão em Landsberg em conseqüência do Putsch que falhou, Haushofer passou várias horas por dia com ele para transmitir-lhe suas teorias e seus projetos. Ele lhe forneceu entre outros, o livro de Lord Bulwer-Lytton, The Coming Race (A Raça Vindoura). A descrição de Bulwer-Lytton de uma raça ariana altamente desenvolvida que vive debaixo da terra é quase idêntica àquela da qual falamos antes. Em seu livro, as naves em forma de pratos têm um papel especial. Teve também, ainda, a publicação do livro de Ferdinand Ossendowski, “Bestas, homens e deuses”, que desvendou as lendas de Agartha e de Shamballah.

Hitler estava, de fato, completamente absorvido pela busca do reino subterrâneo e pela doutrina da raça ariana própria dos membros da Sociedade Thule.

Haushofer e Rudolf Hess tiveram o encargo da instrução política de Hitler. Em Landsberg, Hitler escreveu Mein Kampf, fazendo um amálgama das teorias de Haushofer, dos pensamentos de Rosenberg e da propaganda política. Rudolf Hess se ocupou da formulação exata e datilografou seu texto à máquina.

A influência de Karl Haushofer, designado como o “grande mago do terceiro Reich”, mostra que papel desempenharam o misticismo e o ocultismo no Reich. Davam a Haushofer o “dom da profecia”, tal era a precisão de suas predições, que lhe beneficiavam de uma ascensão fulgurante nos meios influentes ocultos da época de antes da guerra na Alemanha.

Jack Fisherman escreveu a esse respeito, no livro The Seven Men of Spandau, que Rudolf Hess, entre outros, estava completamente obscurecido pelas idéias e pelas teorias de Haushofer. Sua estranha viagem para a Inglaterra o comprova. Haushofer tinha, com efeito tido um sonho no qual “ele divisava Rudolf Hess atravessando os corredores dos castelos ingleses levando a paz às duas maiores nações nórdicas”.E como Hess estava persuadido da certeza das profecias de Haushofer, ele seguiu esse sonho ao pé da letra.

Nós iremos compreender a que ponto os dirigentes do terceiro Reich tomaram conta do “equipamento” mágico da Sociedade Thule.

A saudação de Thule, Heil und Sieg (Salvação e Vitória) foi retomada por Hitler que a transformou em Sieg Heil. Essa saudação, em ligação com o braço levantado, é um ritual mágico utilizado para a formação de voltas. Franz Bardon descreveu com detalhes as voltas mágicas e suas utillizações.

Franz Bardon, denominado também Frabato, foi, para mim, o mais conhecido mago alemão (1909-1958). Hitler lhe propôs postos elevados no governo com a condição de que ele pusesse a sua disposição seus talentos de mago para ajudá-lo a ganhar a guerra. Além disso, Bardon devia revelar a Hitler os endereços das noventa e oito outras, das 99.ª lojas existentes na terra. Quando Bardon recusou-se a auxiliá-lo, foi submetido às piores torturas. (Frabato, Franz Bardon, p. 173)

Mas os alemães não foram os únicos a utilizar os ritos mágicos para fins políticos. O sinal da vitória dos ingleses, sinal com os dedos afastados, não foi reconhecido até 1940 a não ser pelos maiores iniciados dos altos graus franco-maçônicos.

Quando Winston Churchill, franco-maçom de grau elevado, temia em 1940 que a Inglaterra fosse enfeitiçada pelo sinal mágico de Hitler, que aparentemente tinha sucesso (a saudação de Hitler), seu mentor em magia, o satanista A. Crowley, aconselhou-o a contrapor esse perigo com o sinal mágico dos dedos afastados (sinal em v).

As SS, denominadas também “A Ordem Negra”, não eram de forma alguma um regimento da polícia, mas uma verdadeira ordem religiosa com uma estrutura hierárquica. Quem poderia pois pensar que esse brutal partido nazista era uma ordem sagrada? Tal afirmação pode parecer ridícula, fora de época, mas essa não é a primeira vez na história que uma ordem sagrada é responsável por atos de atrocidades sem nome. Os jesuítas e também os dominicanos que dirigiam a Inquisição na Idade Média, são exemplos gritantes.

A Ordem Negra era a manifestação concreta das concepções esotéricas e ocultas da Sociedade Thule. No interior das SS se encontrava outra sociedade secreta, a elite, o círculo, o mais íntimo das SS, a SS “Sol Negro”. Nosso sol giraria em volta do sol negro, quer dizer, de um grande sol central, o sol primordial, que é representado pela cruz com os braços isósceles. Essa cruz foi desenhada sobre os aviões e os carros do terceiro Reich. Os templários, os rosa-cruzes e muitas outras antigas lojas a empregavam ainda nessa mesma ótica.

A Sociedade Thule e aqueles que iriam tornar-se, mais tarde, os SS “Sol Negro” trabalharam em estreita colaboração não somente com a colônia tibetana em Berlim, mas também com uma ordem de magia negra tibetana. Hitler estava em contato permanente com um monge tibetano com luvas verdes que era designado como o “guardião da chave” e que teria sabido onde se encontrava a entrada de Agartha (a Ariana).

Em 25 de abril de 1945, os russos descobriram os cadáveres de seis tibetanos dispostos em círculo num subterrâneo berlinense, e no centro se encontrava aquele homem das luvas verdes. Diz-se que foi um suicídio coletivo. Em 2 de maio de 1945, após a entrada dos russos em Berlim, encontraram mais de 1.000 homens mortos que eram, sem a menor dúvida, originários das regiões do Himalaia e haviam combatido com os alemães. Que diabo faziam pois os tibetanos afastados, milhares de quilômetros de sua terra, com uniformes alemães?

Numerosos jovens foram formados pelo “Sol Negro” durante o terceiro Reich; eles eram consagrados no castelo forte de Wewelsburg e enviados ao Tibete para lá continuar a sobreviver e preparar-se para afrontar o grande combate final deste fim de século.

Pelos relatos de Frank Bardon, Adolf Hitler era também membro de uma loja “FOGC” (ordem franco-maçônica da centúria de ouro), conhecida, de fato, como a 99.ª loja. No que concerne às lojas, existem noventa e nove lojas disseminadas pelo mundo e cada uma é composta de 99 membros. Cada loja está sob a dominação de um demônio, e cada membro tem um próprio “demônio” só para ele. O demônio ajuda a pessoa a adquirir dinheiro e poder, mas, em troca, a alma dessa pessoa é obrigada a servir esse demônio após sua morte. E também, cada ano, um membro é sacrificado ao demônio da loja, em virtude disso um novo membro é admitido. Os membros das 99.ª lojas são também dirigentes muito influentes na economia e nas finanças e estão mais presentes hoje do que nunca. As lojas FOGC, quer dizer, as 99.ª lojas, são, pelo meu conhecimento, o pior dos perigos; ao lado delas, o satanismo ao qual se refere a “igreja de Satã” de Anton La Vey, de quem se fala na mídia, é bem inofensivo!

Franz Bardon confirmou que Hitler e a ordem Thule foram um instrumento entre as mãos de um grupo de magos negros tibetanos.

Somente aquele que sabe isso está apto para compreender a frase de Hitler na ocasião de seu discurso em 30 de janeiro de 1945:

Não é a “Ásia Central” que sairá vitoriosa dessa guerra, mas a Europa e, à frente destas nações que, já há 1.500 anos, se revelou como o poder predominantemente capaz de representar a Europa contra o Oriente e que a representará também no futuro: falo do nosso grande Reich alemão, a nação alemã! (Discurso e proclamação de Hitler de 1932 a 1945 - de Max Domarus).

Em que Hitler se tornou, suscitou muitos mitos. Segundo os dizeres de Franz Bardon e Miguel Serranos (ex-embaixador chileno na Áustria), Hitler fugiu para a América do Sul com o auxílio da 99.ª loja. Até dizem que o cadáver encontrado e cuja dentadura foi identificada como sendo falsa pelo dentista de Hitler teria sido colocada lá pela 99.ª loja. Um jornal alemão de grande tiragem publicou em 5 de março de 1979 que foi encontrado o avião particular de Hitler na selva da América do Sul. Joseph Griner, autor de Das Ende des Hitler-Mythos (O fim do mito Hitler), afirma que Hitler decolou com seu avião em 30 de abril de 1945 do aeroporto de Tempelhof em Berlim.

O que me parece, entretanto, o mais provável, no caso que ele tenha sobrevivido, é que ele se tenha servido dos discos voadores desenvolvidos pela “Sociedade Vril”, que serão descritos no capítulo seguinte, para deixar a Alemanha. Que Hitler morreu ou não naquela época, desde então, em todo caso, é certo!

Karl Haushofer, depois de ter falhado em sua “missão” primeiro assassinou sua mulher em 14 de março de 1946 antes de fazer o Hara-Kiri assim como ele havia jurado aos “Barretes Amarelos”.

Foi por instigação da Sociedade Thule que todo o arsenal teórico e prático do terceiro Reich foi construído. Os banqueiros internacionais forneceram seu dinheiro. A terra de onde tudo saiu é sempre fértil, pois os rebentos da Sociedade Thule estão sempre vivos.

Houve também outra sociedade secreta que anunciou a vinda de um Messias ariano, a “Sociedade Edelweiss”. Hermann Göring, o responsável pelas finanças nazistas, era membro dela. Mas é inútil delongar-se sobre esse assunto.

Conspiração por trás das guerras mundiais

Um ex-agente dos Serviços Secretos Britânicos, Willian Guy Carr, publicou em seu livro Paws in The Game (Peões no Jogo) parte da correspondência mantida entre 1870 e 1871 entre Giuseppe Mazzini e Albert S. Pike, que hoje se conserva nos arquivos da Biblioteca do British Museum, em Londres. Em uma das cartas, datada de 15 de agosto de 1871, Pike comunica a Mazzini o plano a ser seguido pelos Illuminati durante os séculos 20 e 21: "Fomentaremos 3 guerras que envolverão o Mundo inteiro: a primeira delas (1ª Guerra Mundial) permitiria derrotar o poder dos czares na Rússia e transformar esse país na Fortaleza do Socialismo ateu de Karl Marx, necessária como antitese na Teoria Dialética Hegeliana" (ver capítulo sobre Guerra Fria). Um Mundo esgotado pelo conflito não interferirá no processo de constituição da "Nova Rússia", que futuramente será utilizada para "destruir outros governos e debilitar as religiões".

O segundo conflito (2ª Guerra Mundial) seria desencadeado aproveitando as diferenças entre o nazi-fascismo e o movimento sionista judeu. Em primeiro lugar, seria dado apoio financeiro e político aos regimes europeus para que se transformassem em ditaduras férreas, opondo-se à Democracia e provocando uma nova convulsão mundial, cujo fruto mais importante será o estabelecimento do Estado de Israel na Palestina, como foi determinado pela ONU no pós-guerra, representando um evento que tem repercussões graves até hoje. As comunidades judaicas reivindicam este território desde há tempos imemoriais.

A terceira e definitiva guerra mundial (3ª Guerra Mundial), prognosticada por Pike, se desencadearia a partir dos enfrentamentos entre sionistas judeus e dirigentes muçulmanos (Judaismo X Islamismo). Este conflito deve orientar-se de tal forma que o Islã e o sionismo político destruir-se-ão mutuamente, obrigando outras nações a entrar junto na luta, até o ponto de haver esgotamento físico, mental, espiritual, financeiro e político absoluto no planeta. Ao final da terceira guerra, os Illuminati terão desencadeado o maior cataclisma social jamais visto no Mundo, lançando uma onda revolucionária que, comparativamente, reduzirá a Época do Terror na França a uma ingênua brincadeira de criança.

As massas, então, decepcionadas diante da ausência de reação das autoridades políticas e religiosas, serão levadas a um nível tal de desespero que destruirão o cristianismo e o ateísmo simultaneamente, destruirão o capitalismo e o socialismo, vagando sem direção em busca de um novo ideal. Somente ai então, segundo Pike, " a verdadeira luz com a manifestação universal da doutrina pura de Lúcifer virá à tona. Os Illuminati apresentarão ao Mundo um novo líder capaz de devolver a paz e a normalidade ao planeta e todo o processo desembocará finalmente no Governo Síntese.

Nos últimos anos de sua vida, Mazzini se correspondeu com Albert S. Pike, advogado e general sulista durante a Guerra de Secessão. Mas sabemos que, além disso, foi um dos dirigentes máximos da maçonaria do rito escocês no novo continente e um membro ativo, com o cargo de chefe de justiça do Ku Klux Klan, ou Clã do Círculo. O KKK foi fundado por outro maçom, chamado Nathan Bedford Forrest. A importância de Pike entre as sociedades secretas do século XIX nos EUA é bem comprovada por alguns de seus títulos, como o de Soberano Pontífice da Maçonaria Universal ou Profeta da Franco-Maçonaria. Especialmente fascinado pela possibilidade de ver em vida um governo mundial, sua intensa atividade e sua eficácia o levaram, em 1859, a alcançar o cargo de responsabilidade máxima dos Illuminati.

Um documento de junho de 1889 e intitulado Associação do Demônio e dos Iluminados, em que Pike dirigia algumas instruções secretas aos 23 conselhos supremos da maçonaria mundial, traz alguns detalhes desse novo rito, partindo da primeira advertência a seus membros: "A vós, Instrutores Soberanos do Grau 33, os décimos: Tens que repetir aos irmãos de graus inferiores que veneramos um só Deus, a quem oramos sem superstição. Só nós, os iniciados do Grau Supremo, devemos conservar a verdadeira religião maçônica, preservando pura a doutrina de Lúcifer".

No mesmo documento, Pike fala: Ele sim, Lúcifer, é Deus! Desgraçadamente, Adonai (referindo-se ao Deus judaico-cristão) também é Deus, porque segundo a lei eterna, não há luz sem escuridão, beleza sem feiura, branco sem preto. O absoluto só pode existir na forma de duas divindades diferentes, assim como a escuridão funciona como fundo para a luz, a estátua requer uma base e a locomotiva necessita de um freio". E acrescentou: " A verdadeira e pura religião é a fé em Lúcifer". Essa é a fé Illuminati.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

O Caso Varginha

Por Claudeir Covo e Ubirajara Franco Rodrigues
A grande maioria da população de Varginha, uma importante cidade do Sul de Minas Gerais (MG), ainda não tem noção do que aconteceu na região, em 20.01.96. Ainda hoje, quando as pesquisas estão em pleno vapor, a cidade inteira ainda pergunta se tudo o que já foi divulgado não se trata de "alucinação" por parte dos ufólogos brasileiros ou se realmente houve algo de real.

Dos 120.000 habitantes, várias centenas viram algo de estranho nos dias 20.01.96 e seguintes, mas apenas algumas dezenas de pessoas, alguns civis outros militares, verdadeiros heróis nacionais, tiveram a coragem de vir a público, ou procuraram os ufólogos que cuidam do caso, e relataram o que viram. Muitas pessoas civis tiveram a participação direta ou indireta dos fatos, mas a grande maioria, lamentavelmente, se acovardou perante a Imprensa e os ufólogos. Medo de gozação? Medo do ridículo? Medo de perder o emprego? Medo de receber represálias? Interesses escusos? Foram ameaçadas pelos militares? Lamentável. O medo de "abrir a boca", por parte de militares, é perfeitamente compreensível, uma vez que as represálias são graves, ou seja, corte marcial, processo militar, humilhação, cadeia, transferência (pena invisível), afastamento, expulsão, etc..., mas, por parte de civis, não faz sentido. Quando tudo vier a público, e ficar definitivamente esclarecido as ocorrências em Varginha, talvez essas pessoas que se acovardaram irão ficar com remorsos, por não terem ajudado em nada, muito pelo contrário, sonegaram informações preciosas à humanidade. Não será nenhuma surpresa se o "Caso Varginha" se tornar tema de uma grande produção cinematográfica. Este caso não deixa nada a dever ao Caso Roswell. A história se repete. Assim, televisão, rádio, jornais, revistas, etc..., estão e continuarão registrando os fatos históricos, bem como enaltecendo o nome dos heróis que tiveram a coragem de vir a público e revelaram os fatos. Com certeza, muitos novos fatos surgirão. É uma questão de tempo. É uma questão de revelar a verdade ao público. Toda a população deveria parar e avaliar o que a Imprensa está divulgando. É hora de parar de fazer gozações e refletir sobre os fatos. Não se esqueçam que os vários ufólogos que se envolveram no "Caso Varginha" são advogados, empresários, engenheiros, médicos, etc... Tais pessoas jamais iriam "perder tempo" se não houvesse algo de real e concreto nos fatos.

O "FARO" UFOLÓGICO

Provavelmente, tudo o que foi divulgado sobre o "Caso Varginha", teria passado em brancas nuvens, e a população jamais teria conhecimento dos fatos, se em Varginha não morasse o importante advogado e ufólogo Ubirajara Franco Rodrigues, que com seu "faro" ufológico logo percebeu que algo real e muito sério aconteceu na região. O Ubirajara retornou de São Tomé das Letras – MG, uma conhecida cidade próxima à Varginha, em 21.01.96, quando tomou conhecimento de que algumas jovens haviam visto um estranho ser, no dia anterior, o qual teria sido capturado por militares da região e levado a um hospital da cidade. Iniciada a pesquisa, em uma semana, o Ubirajara já estava divulgando os fatos na Imprensa em geral.

Depois disso, em torno de 70 ufólogos se dirigiram para Varginha, para também darem a sua parcela de contribuição no caso Varginha, seja na pesquisa, seja na divulgação.

Foram anos de intensas pesquisas, onde os ufólogos conseguiram vários importantes depoimentos gravados em áudio e vídeo, envolvendo autoridades civis e militares, os quais relataram diversos detalhes das várias etapas dos fatos que ocorreram em Varginha. Por razões óbvias, os nomes dos informantes se encontram em sigilo absoluto. Quem sabe no futuro tais nomes sejam liberados à Imprensa, quando houver autorização para tal. Ainda hoje, quando surge alguma informação nova, os ufólogos vão investigar. Assim, com base nas investigações, os ufólogos descobriram milhares de detalhes importantes, que neste trabalho será apresentado de forma resumida.

Muitos detalhes são totalmente a expressão da verdade, sendo que alguns chegaram de forma fragmentada, dos quais ainda estão sendo melhor pesquisados, mas ajudaram a montar o enorme quebra cabeça. Com certeza, tudo o que aqui está sendo relatado, é apenas uma pequena parte do que aconteceu no "Caso Varginha", Como toda a ação envolveu militares de várias áreas, temos aí uma grande dificuldade de esclarecer todos os fatos, pois eles negam tudo, oficialmente, porque, lamentavelmente, os assuntos disco voador e seres extraterrestres, a nível mundial, são considerados como "SEGURANÇA NACIONAL" e são visivelmente acobertados.

A GRANDE ONDA MUNDIAL

Desde agosto/95, quando a humanidade tomou conhecimento da autópsia de um suposto extraterrestre, ligado ao Caso Roswell (USA), e ao que tudo indica, tratou-se de uma fraude, coincidentemente, houve um assustador aumento de ocorrências ufológicas, onde as pessoas de diversos países avistaram, fotografaram e filmaram diversos UFOs pelos céus. Houve uma grande onda mundial, que ainda continua, que levou os principais meios de comunicação a dedicar muitos programas sobre a matéria ufológica. No Brasil, além de Varginha, houve diversas cidades que se destacaram, não só em avistamentos, bem como em fotos, filmes, aterrissagens, efeitos eletromagnéticos, avistamentos de seres e até casos de pessoas que foram atacadas por "estranhas criaturas". Joaçaba em Santa Catarina, Piracicaba e cidades vizinhas no interior e também no litoral de São Paulo, sul de Minas Gerais, Guarabira na Paraíba e Manaus no Amazonas. Alguns informantes militares, operadores de radar, confirmaram que realmente houve um aumento significativo de "plots" nas telas dos radares naquele período. Só no mês de janeiro/96, os radares registraram mais de quarenta Objetos Aéreos Não Identificados na região do sul de Minas Gerais.

ALERTA NACIONAL

Nos dias que antecederam os fatos ocorridos em 20.01.96 em Varginha, muitas pessoas avistaram diversas luzes nos céus da região. Militares brasileiros, sigilosamente, informaram os ufólogos que os militares norte-americanos estavam rastreando esses objetos através de satélites e informaram o governo brasileiro, através do EMFA (Estado Maior das Forças Armadas) da grande concentração de UFOs no sul de Minas Gerais. Sem sombras de dúvidas, o CINDACTA I (Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo), em Brasília (DF), também estava rastreando tais objetos. Muitos militares falam em um acordo de cooperação militar entre o Brasil e os Estados Unidos. O rastreamento por satélite permite detectar a queda ou o pouso de uma nave com erro de poucos metros.

Pela ação rápida dos militares em Varginha, não restam dúvidas de que realmente estavam sabendo antecipadamente do que estava ocorrendo. Tais informações foram obtidas de forma fragmentada, mas dá para ter uma idéia de como os militares agiram rápido. Provavelmente o CINDACTA I percebeu que vários objetos estavam sendo detectados na região de Varginha. Conseqüentemente, acionaram a Base Militar mais próxima, a ESA, Escola de Sargentos das Armas do Exército de Três Corações, distante 27 Km de Varginha. Um simples telefonema e todos ficaram de prontidão.

13.01.96 – 01:30 HS (Talvez 20.01.96)

Em uma fazenda distante 10 Km do centro de Varginha, Oralina Augusta de Freitas, 37 anos, estava vendo um programa de televisão, quando percebeu o ruído do gado assustado que corria de um lado para outro. Ao abrir a janela, viu uma nave sobrevoando o local. Rapidamente, ela acordou seu marido Eurico Rodrigues de Freitas, 40 anos, e juntos acompanharam a lenta evolução daquele objeto. Era uma pequena nave, do tamanho de um micro ônibus, em forma de um submarino, a qual sobrevoou lentamente a região, por 40 minutos, na altura de 5 metros do solo. A nave estava apagada e tinha em uma das pontas a estrutura aparentemente avariada e soltava muita fumaça de cor branca. Tinha um buraco na fuselagem.

O casal descreve que a nave não fazia barulho e que nessa estrutura, aparentemente avariada, pedaços da fuselagem balançavam como pedaços de pano ao vento. A nave lentamente seguiu na direção do Jardim Andere, um bairro de Varginha.

A primeira conclusão dos ufólogos, não definitiva, é que essa nave teve uma das pontas danificadas por uma explosão, por um defeito do próprio aparelho, ou então ela bateu em algum lugar, ou ainda, poderia ter sido atingida por uma descarga elétrica atmosférica, ou o que é pior, poderia ter sido atingida por algum artefato militar. Os pedaços da fuselagem que originou esse buraco na nave, provavelmente caíram em algum lugar ainda desconhecido da região. Ainda não descobrimos como esse buraco foi produzido na nave, e também não sabemos se esses pedaços de metal foram recolhidos pelos militares.

Nesse trajeto de 10 Km, entre a fazenda do casal Eurico e Oralina e a pequena floresta do Jardim Andere, um bairro de Varginha, ninguém sabe o que aconteceu. Talvez, os militares saibam. A primeira hipótese é que a nave pode ter pousado. Os seres que estavam "pilotando", provavelmente do tipo Alfa, devem ter feito alguma tentativa de consertar a nave. Nesse ínterim, boa parte da tripulação composta de seres do tipo Delta, percebendo o descuido por parte dos Alfas, bem como sentindo que a nave poderia explodir a qualquer momento, trataram de pular fora, talvez pelo próprio buraco que existia na fuselagem.

A segunda hipótese é que a nave estava a cinco metros do solo, devagar quase parando, pois percorreu a distância de um quilômetro em quarenta minutos sobre a fazenda, segundo os depoimentos de Eurico e Oralina, e no percurso, devido a topografia irregular da região, a altura de cinco metros pode ter ficado bem menor, o suficiente para os seres do tipo Delta saltarem para fora e fugirem.

Uma terceira hipótese, menos provável, é que a nave poderia ter passado lentamente no meio dos eucaliptos da pequena floresta do Jardim Andere, e a tripulação de seres Delta pularam nos galhos das árvores e fugiram. Como mencionado, essa hipótese é pouco provável, pois um militar nos informou que esses seres andaram pelo menos 10 Km até chegar na pequena floresta, onde se refugiaram, distante 4 Km do centro de Varginha e 500 metros da residência do pesquisador Ubirajara Franco Rodrigues.
13.01.96, às 08:00 HS (Talvez 20.01.96) – Carlos de Sousa, empresário e piloto de ultraleve, residente na cidade de São Paulo (SP), em 12.01.96, à noite, saiu de São Paulo e pernoitou no hotel Havaí 5.0, em Mairiporã (SP), à beira da rodovia Fernão Dias. Por volta das 04:00 horas da manhã, já 13.01.96, acordou, se preparou, tomou o café da manhã e seguiu viagem, com destino à cidade de Três Corações (MG), local onde iria se encontrar com uns amigos para tratar de um campeonato de vôo com ultraleves. Carlos acredita que esse fato ocorreu em 13.01.96. Talvez possa ter ocorrido em 20.01.96, mas seus amigos confirmaram a data de 13.01.96.

Carlos viajava pela rodovia Fernão Dias, dirigindo a sua pick-up Fiorino vermelha, quando a uns 5 quilômetros antes de chegar no trevo da entrada para a cidade de Varginha, por volta das 08:00 hs, ouviu um ronco abafado de motor. Pensou que era defeito do seu veículo. Parou em uma área que foi desterrada, do lado oposto da rodovia. Ao sair do carro viu uma estranha nave no céu, em torno de 120 metros de altura, à sua esquerda, voando no sentido de Varginha para Três Corações. Era metálica, totalmente polida, refletia muito bem a luz solar, não tinha nenhum ponto de luz colorida ou piscando na estrutura, tinha pelo menos quatro janelas redondas de cada lado, de 10 a 12 metros de comprimento, de 4 a 5 metros de diâmetro, em forma de charuto, levemente ovalada. A metade direita da frente tinha um grande buraco, com o diâmetro aproximado de 1,5 metros, tendo uma grande fenda na lateral direita, começando no buraco e indo até o centro da nave, por onde saia muita fumaça branca, tipo gelo seco. Pela descrição do Carlos, a nave era exatamente igual àquela vista de madrugada pelo casal Eurico e Oralina. Agora, a única diferença era a emissão de ruídos. É muito provável que seja a mesma nave. Se realmente era a mesma, com certeza, os militares acompanharam essa nave a noite toda.

A nave voando, foi passando por cima da rodovia, indo da sua esquerda para a direita, seguindo quase paralela com a rodovia, formando um pequeno ângulo, se afastando da pista, na velocidade de 80 a 100 Km/h. Carlos entrou na sua pick-up e durante uns 20 quilômetros pela estrada, pode acompanhar a nave, agora à direita do seu veículo, quando verificou que ela começou a cair rapidamente, talvez formando um ângulo de 30º com o solo, de forma que quando caiu foi se arrastando pelo meio da mata. Ela não caiu de bico. Quando a nave sumiu por detrás das árvores, talvez um quilômetro de distância da pista, ele começou a procurar alguma estrada secundária para tentar chegar no local. Encontrou uma estrada de terra batida, por onde entrou e chegou no local, passando no caminho por uma pinguela sobre um riacho. Entre localizar essa entrada e até chegar no local, Carlos calcula que levou de 20 a 30 minutos. Chegando no local do acidente, havia uma espécie de campo aberto, com muito capim gordura. Esse local pertence à fazenda Maiolini, situada em Três Corações. Bem ao longe havia árvores e montanhas. As cenas que ele viu, jamais vai esquecer. Havia destroços para todos os lados. Muitos pedaços pequenos. Parecia papel alumínio, muito fino. Ao longe podia ver pedaços maiores, não maior do que a traseira de um carro Opala. Pegou um pedaço daquele material, uma folha no tamanho aproximado de 1,00 x 0,60 metros. Era muito leve. Soltando no ar, caia como pena. Carlos amassou totalmente aquela folha, e ao soltar, ficou assustado, pois a folha se desamassou e voltou ao normal, sem nenhuma marca do amassamento.

Mais a frente viu um helicóptero, dois caminhões com lona do Exército, uma ambulância tipo jipe com uma cruz vermelha e três automóveis. Carlos não sabe como chegaram lá. Tinha de 30 a 40 soldados do Exército e da PM. Tinha pelo menos 2 enfermeiros. A preocupação dos militares era pegar os pedaços pequenos mais distantes dos pedaços maiores. O cheiro no local era horrível. Uma mistura de amônia com éter. As vezes parecia água podre. Carlos não viu seres, mas tem certeza que lá tinha seres, e não era deste mundo. De repente levou um susto. Alguém veio em sua direção. Um cabo da PM. Uma pessoa de cor. Devia ter 1,90 m de altura. Usava calças marrom escuro e blusa bege. Retirou o material das mãos do Carlos e disse "vai embora, você não viu nada". "Calma, é um acidente aéreo e eu quero ajudar", disse Carlos. "É um acidente, mas não é da sua conta", disse o cabo da PM. Outros soldados foram se aproximando e gritando "leva ele embora daqui, leva ele embora daqui, rápido. Você não viu nada e não conte pra ninguém. Some daqui". Carlos pegou a pick-up, manobrou com dificuldades e voltou para a rodovia Fernão Dias. Meio transtornado, Carlos parou sua pick-up na beira da estrada e ficou pensando. Queria voltar lá, mas estava com medo. Deve ter ficado aí por mais de uma hora. Retornou na Fernão Dias, na direção de São Paulo. No segundo restaurante à direita da estrada, já tendo passado a entrada de Varginha, resolveu parar. Aquelas imagens não saiam da sua mente. Até esqueceu do seu compromisso. Ficou lá um bom tempo.

Por volta das 11:00 hs, ainda no restaurante, alguém se aproximou. "Você é o Carlos de Sousa?". "Sim", respondeu Carlos. "Vem até aqui fora que queremos bater um papo". Estavam vestidos como civis, mas tinham o corte de cabelo como militares. "O que você viu?", perguntaram. "Eu vi tudo e sei que alguma coisa errada aconteceu lá", respondeu Carlos. "Você não viu nada, você mora na rua tal, na cidade tal, casado com fulana, seu pai é tal, sua mãe é tal, etc..., etc..., etc... Se você abrir a boca e contar o que viu, vai se dar muito mal". Eles já tinham conseguido a ficha inteira da vida dele. Devem ter anotado a placa da sua pick-up, e em duas horas já tinham tudo à respeito de Carlos. O compromisso do Carlos, motivo da sua viagem, já tinha passado da hora. Depois de algum tempo, após por a mente em ritmo normal, decidiu voltar para a cidade de São Paulo.

Carlos só falou desse evento para sua esposa e para dois amigos próximos. "Estou com isso atravessado na garganta a mais de 8 meses", garantiu Carlos. "Tenho parentes que sumiram na época da ditadura. Eu tenho conhecimento do que esses militares são capazes. Depois que um amigo meu leu o artigo na revista Planeta, de setembro de 96, contendo o dossiê completo sobre o caso conhecido como o Caso Varginha, e comentou comigo, resolvi contar tudo".

OBSERVAÇÃO – Depois que Carlos deu o seu depoimento, passamos a investigar os fatos. No local onde ocorreu a queda, há várias casas, distantes pelo menos 500 metros. Vários moradores da região informaram que nada ouviram ou viram acontecer no dia mencionado. Alguns pontos da narração do Carlos de Sousa batem com outras informações que temos e outros pontos são totalmente divergentes. Durante todo o tempo de pesquisa do "Caso Varginha", recebemos informações, desinformações e muitas brincadeiras. O depoimento do Carlos tem que continuar a ser melhor investigado, até ser descoberto toda a verdade. Meses antes do Carlos de Sousa fazer o seu relato, dois militares já haviam nos confidenciado que viram quando dois caminhões chegaram na ESA, carregados de estranhos metais. Uma área foi isolada e quando tais metais estavam sendo retirados, eles perceberam que eram manuseadas com grande facilidade, ou seja, eram extremamente leves. Tal fato ainda não tinha sido relatado à Imprensa, o que corrobora com as informações do Carlos. De qualquer forma, a dúvida continua.

A CAPTURA DE UMA ESTRANHA CRIATURA

20.01.96 – 08:30 HS

O Corpo de Bombeiros de Varginha recebeu um telefonema, não se sabe de quem, de que havia um animal estranho no bairro Jardim Andere. Talvez algum morador da região tenha ligado para os bombeiros, ou então essa pessoa tenha ligado para o 190 e a Polícia Militar (PM) tenha acionado os bombeiros. Há ainda a hipótese de que o próprio Exército tenha acionado os bombeiros. Redes, luvas e equipamentos foram preparados e uma viatura se deslocou para o local, com quatro bombeiros, sob a coordenação do Major Maciel. Os quatro bombeiros são o sargento Palhares, o cabo Rubens, o soldado Santos e o soldado Nivaldo.

Chegando no local, os bombeiros passaram a procurar o tal animal estranho. Deram algumas voltas e estacionaram o caminhão na Rua Suécia, no Jardim Andere. No local tem um enorme barraco descendente, onde termina na linha férrea.

20.01.96 – 10:30 HS

Os quatro bombeiros desceram o barranco, viram a estranha criatura e jogaram a rede em cima dela. Segundo os militares, a estranha criatura estava abobada e não ofereceu nenhuma resistência. A criatura emitia um estranho ruído, meio agudo. Quando os bombeiros retornaram, agora subindo o barranco, viram que do lado do caminhão do Corpo de Bombeiros havia também um caminhão do Exército. Os bombeiros entregaram a estranha criatura para os militares da ESA – Escola de Sargentos das Armas do Exército de Três Corações. A estranha criatura, ainda envolta à rede, foi colocada em uma caixa de madeira, a qual foi coberta com uma lona, e foi colocada na traseira do caminhão do Exército, sob a guarda de dois soldados.

Esse caminhão se dirigiu para a ESA, em Três Corações e o caminhão do Corpo de Bombeiros retornou ao quartel, em Varginha.

Na distância de 100 metros, havia alguns pedreiros e alguns serventes, os quais estavam enchendo uma laje, e também acompanharam toda a movimentação dos bombeiros no local. Três adultos e três crianças, que também assistiram tudo, quando estavam indo embora, o pedreiro Henrique José de Souza perguntou o que estava acontecendo, e eles disseram que os bombeiros capturaram uma estranha criatura.

Várias outras pessoas disseram que viram o caminhão do Corpo de Bombeiros no local, não só de manhã como também à tarde. No fim da tarde também viram uma viatura da Polícia Militar. Tais pessoas ainda estão com medo e não querem dar entrevista para a Imprensa.


O que aconteceu com essa criatura não sabemos. Diversos fragmentos de informações narram que a estranha criatura foi mantida em cativeiro, por um ou dois dias na ESA. Alguns acreditam que ela foi mantida em cativeiro na cadeia da Polícia Militar situada no bairro Santana, em Varginha. Depois, a tal criatura foi colocada dentro de uma caixa metálica, cheia de pequenos furos, e de helicóptero, foi enviada para Campinas (SP) e entregue aos cuidados do Dr. Fortunato Badan Palhares e Dr. Conradin Metz, ambos da Unicamp (Universidade de Campinas).

20.01.96 – 14:00 HS

Uma testemunha civil, que já foi militar, a qual pediu para não ser identificada publicamente, observou pelo menos sete militares do Exército, com uniformes típicos do tipo camuflado, armados com fuzil FAL, os quais vinham a pé pela linha de trem e proximidades, fazendo uma espécie de varredura na região, quando entraram na pequena floresta onde o primeiro ser foi capturado pelos bombeiros pela manhã. Em um certo instante, essa testemunha ouviu três disparos de fuzil FAL, o qual tem um som metálico e bem conhecido. Um militar de Campinas disse que uma criatura estava socorrendo uma outra caída ao solo, aparentemente ferida. Segundo os boatos entre os militares, o soldado atirou "de medo", pois ficou assustado. Em nenhum instante as criaturas apresentaram sinais de reação de ataque contra os militares. A criatura atingida recebeu dois tiros na barriga e um no peito. Também mencionaram que não foi três e sim quatro tiros, sendo que o último atingiu o ombro. Certamente, essa criatura morreu na hora. Um militar disse que um dos seres era diferente dos demais, com o corpo todo coberto por pêlos pretos. Tais informações ainda não foram devidamente confirmadas e ainda estão sob investigação dos ufólogos. A testemunha civil disse ainda que alguns minutos após os três disparos, os militares saíram da mata com dois sacos típicos utilizados pelo Exército. Um dos sacos tinha "algo" dentro que se mexia muito, enquanto que no outro havia "algo" imóvel. O volume em cada saco era equivalente ao ser capturado pelos bombeiros pela manhã.

Conseqüentemente, se nesses dois sacos havia mais duas estranhas criaturas, uma viva e outra morta, teríamos então até agora a captura de três desses seres, dois vivos e um morto. Tais informações por chegarem fragmentadas, não são cem por cento confiáveis. Estamos aguardando que algum militar que tenha participado dessa operação nos conte todos os detalhes. Há quem diga que o ser baleado foi levado para o Hospital Regional, situado no centro da cidade de Varginha.
20.01.96 – 15:30 HS

As jovens Kátia Andrade Xavier, 22 anos, Liliane Fátima da Silva, 16 anos e Valquíria Aparecida da Silva, 14 anos, depois do trabalho, retornavam para casa a pé. Quando estavam atravessando o terreno baldio, situado à Rua Benevenuto Bráz Vieira, ao lado do no 76, na distância de 7 metros, viram algo assustador. Um ser de aproximadamente 1,60 metros de altura, magro, pele de cor marrom escuro brilhante, como se estivesse untado com uma espécie de creme, com várias veias aparentes, duas pernas com enormes pés com dois dedos cada, dois braços com mãos contendo três dedos cada, mais compridos do que os braços dos seres humanos, cabeça enorme com três protuberâncias ósseas, duas de lado e uma no centro da cabeça, sem nenhum pêlo aparente, olhos grandes, sem pupilas, vermelhos da cor de sangue e saltados para fora como os olhos de sapo. Os militares que viram os seres capturados, além de confirmarem essa descrição, complementaram dizendo que os seres tinham apenas dois furos no lugar do nariz, uma boca muito pequena, uma língua preta, fina e comprida, exalava um forte cheiro de amoníaco por todo o corpo e fazia um zunido pela boca parecido com abelhas.


A estranha criatura estava agachada próxima à parede de uma oficina, no meio de alguns arbustos. No primeiro instante pensaram se tratar de uma estátua, mas quando a criatura girou a cabeça, elas viram aqueles enormes olhos vermelhos. Não era bicho nem gente, era um ser horrível. Em certo instante pensaram se tratar do capeta em pessoa. Saíram correndo assustadas e só pararam em casa apavoradas. A mãe da Liliane e da Valquíria, a Dna. Luiza Helena da Silva, 38 anos, juntamente com os vizinhos, após socorrerem as jovens e desfazerem do susto, retornaram ao local e não mais encontraram a estranha criatura. No local só havia duas pegadas no solo e um cheiro muito ruim. Analisando os fatos, possivelmente, com os militares fazendo a varredura na mata, a três quarteirões de distância, uma hora antes, dando tiros de FAL, a criatura que as três jovens viram, certamente sentindo risco de vida, em uma atitude de se salvar, saiu em fuga da mata, se escondendo pelos arbustos até chegar no terreno baldio. A Liliane disse que a aparência do ser era de assustado.

20.01.96 – 17:00 HS

Se foi fantástica a queda da nave e as capturas de estranhas criaturas em Varginha, fantástica também foi a violenta tempestade de granizo e de vento que caiu na cidade um pouco antes do anoitecer. Nos últimos 25 anos, Varginha não via tempestade igual. Janelas quebradas, telhados partidos, vidros trincados, toldos perfurados, árvores que foram arrancadas com raiz e tudo, muros que caíram, etc... Foi um grande estrago. Os moradores viram granizos do tamanho de uma bolinha de pingue-pongue. Partindo da suposição de que na pequena floresta do Jardim Andere e arredores deveria ainda ter mais dessas estranhas criaturas, certamente elas foram atingidas pelos granizos, de certa forma machucando-as.

20.01.96 – 18:30 HS

Novamente os moradores de Jardim Andere viram o caminhão do Corpo de Bombeiros de Varginha, com vários bombeiros e viram também uma viatura da Polícia Militar, também de Varginha, no local dos fatos. Estavam procurando alguma coisa. O tempo chuvoso já havia passado.

20.01.96 – 20:00 HS

Agora, após a chuva, o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar e o Exército tinham boas desculpas para vasculharem toda a região. Para o público, estariam ajudando a população em relação aos estragos causados pelo temporal. Na realidade, os militares tinham conhecimento de que haviam mais seres pela região. Pelo menos um, aquele que a Kátia, a Liliane e a Valquíria tinham visto por volta das 15:30 hs. E acabou acontecendo mais uma captura, a quarta, agora pela Polícia Militar. Esse ser capturado pode ser ou não o mesmo visto pelas três jovens. Da mesma forma que aconteceu na captura da manhã pelos bombeiros, essa estranha criatura também não ofereceu maiores resistências ao ser capturada. Estava aparentemente abobada, ou doente, ou ainda machucada.

Essa captura foi realizada pelo soldado Marco Eli Chereze, um P2 (Serviço de Inteligência da PM), juntamente com um companheiro de trabalho, pois sempre os P2 trabalham em dupla, e certamente estavam usando o carro prêmio branco, sem identificação da PM.

A Polícia Militar levou inicialmente essa criatura a um Posto de Saúde da cidade, onde foi recusada. Conseqüentemente, ela também foi levada para o hospital Regional. Certamente, aí começaram os primeiros estudos e exames. Médicos, enfermeiros e militares devem ter ficado muito mais "maravilhados" do que assustados. Tinham às mãos estranhas criaturas diferentes de tudo aquilo que já tinham visto. O Serviço de Inteligência do Exército, conhecido como S2, iniciaram os primeiros registros fotográficos e videográficos. Essa missão da PM, ao que tudo indica, foi comandada pelo capitão Siqueira.

21.01.96 – 01:30 HS

Já no domingo, de madrugada, os militares resolveram fazer a transferência das estranhas criaturas do hospital Regional para o hospital Humanitas. Não sabemos porque houve essa transferência. O Regional situa-se mais próximo ao centro da cidade de Varginha, enquanto o Humanitas fica mais próximo da periferia. Muitas pessoas viram a estranha movimentação do Exército, do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar nos dois hospitais. Provavelmente, a razão da transferência foi porque o Humanitas é um hospital mais bem aparelhado, e pelo fato de estar longe do centro da cidade, menos pessoas iriam ver toda aquela movimentação militar.

Nesse dia, moradores do local, observaram carros chegando no Humanitas com placas de Belo Horizonte com militares, bem como médicos da USP (Universidade de São Paulo) e da UNICAMP. Ainda não sabemos que tipo de tratamento teve ou tiveram, o ser ou os seres, uma vez que não sabemos se o ser que levou os três tiros de FAL também foi levado ao hospital. Tudo indica que sim. Os exames, as radiografias, as fotos, os filmes e milhares de outros detalhes ficaram restritos aos médicos e aos militares. O ser que entrou com vida no Humanitas acabou morrendo lá dentro. Não sabemos se ele morreu de morte natural, se estava gravemente ferido, se estava doente ou ainda, o que seria lamentável, teria "sido" morto.

22.01.96 – 16:00 HS

A ESA, com o auxílio de três caminhões Mercedes Benz, tipo 1418, com a carroçaria coberta com capota de lona, e vários veículos sem identificação, com certeza do Serviço de Inteligência (S2), inicia a ação de retirada dos seres do hospital Humanitas. Uma série de manobras de despistamento por dentro da cidade, com o auxílio de rádios portáteis de comunicação e telefones celulares, um de cada vez, os caminhões encostaram de ré na porta lateral do Humanitas. Nesse local havia mais de quinze pessoas, entre médicos, enfermeiros e militares do Exército, do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar. Uma caixa especial reforçada, uma espécie de caixão de defunto, em cima de dois cavaletes, recebeu o corpo do ser. A tampa, que era mais larga em cima, foi colocada na caixa e foi devidamente lacrada. Depois foi todinha enrolada com plásticos pretos e foi instalada no caminhão, devidamente amarrada. A lona traseira do caminhão foi instalada e nas laterais, onde há as janelas de plástico, também foram fechadas, de modo que não se podia ver absolutamente nada dentro do caminhão. Os três caminhões retornaram à ESA antes do anoitecer. Um esquema especial foi montado para a chegada dos caminhões na ESA. Um deles acabou entrando por uma rua na contramão, em frente ao portão lateral do quartel. Um esquema de segurança especial foi montado para "tomar conta dos caminhões".

Quando esses caminhões retornaram à ESA, no bairro Campestre, foram vistos pelo Dr. Marcos A. Carvalho Mina, 27 anos, médico veterinário do Zoológico de Varginha. O Eduardo Bertoldo Praxedes, 26 anos, vigia da empresa Parmalat, situada à beira da estrada que liga Varginha a Três Corações, disse que durante vários dias viu vários caminhões e carros militares indo e voltando pela estrada, sempre em alta velocidade. Praxedes afirma que viu os caminhões do Exército não só nos dias 20, 21 e 22 de janeiro de 96, mas durante toda a semana que antecedeu as capturas. Isso reforça a hipótese de que a queda da estranha nave narrada por Carlos de Sousa ocorreu no dia 13 e não no dia 20.

23.01.96 – 04:00 HS

Um comboio todo especial sai da ESA com destino a Campinas. Uma Kombi na frente, os três caminhões em fila e atrás vários outros automóveis sem identificação. Cinco horas de viagem. Por volta das 09:00 horas chegaram na Escola Preparatória de Cadetes do Exército, em Campinas. Posteriormente, os seres foram levados para a UNICAMP, e entregues ao já citado médico legista Dr. Fortunato Badan Palhares, que juntamente com o Dr. Conradin Metz (ou Merve ou Nesve) e uma equipe especial de civis e militares iniciaram as autópsias e estudos científicos nos seres. Funcionários do laboratório onde trabalha o Dr. Badan estranharam o fato de que, na chegada dos seres, foi pedido para todos se retirarem, fato este nunca acontecido antes.

Pelo menos três militares informaram que um dos seres foi levado para um laboratório secreto, de acesso restrito, no subsolo do Hospital das Clínicas, na UNICAMP. Também informaram que existe outro laboratório secreto no subsolo do prédio da Biologia. O outro ser teria sido levado a uma das geladeiras do IML (Instituto Médico Legal) situado no necrotério do cemitério dos Amarais. Vários militares informaram que nunca tinham visto esse local tão bem guardado como nos meses de fevereiro, março e abril de 1996. Também a quantidade de militares que foram visto nesse período circulando pela UNICAMP foi assustador.

Todas essas operações de captura, transporte para o Regional, transferência do Regional para o Humanitas, retirada do Humanitas para a ESA e transporte para Campinas foram coordenadas pelo tenente coronel Olímpio Wanderley dos Santos, pelo capitão Ramires, pelo tenente Tibério da PE (Polícia do Exército) e pelo sargento Pedrosa. O comboio foi dirigido pelos motoristas cabo Vassalo, soldado Élber e soldado de Mello. Todos esses militares são da ESA.

Alguns militares disseram que os fragmentos metálicos, de origem desconhecida, foram levados para o CTA (Centro Tecnológico da Aeronáutica), em São José dos Campos, no interior de São Paulo, onde estão sendo analisados por militares dentro de um outro laboratório secreto de acesso restrito aí existente, também no subsolo, em uma das duas unidades situadas na estrada dos Tamoios.

A existência desses laboratórios militares secretos, de acesso restrito, situados em subsolos, até a pouco tempo, era desconhecida. Dizem que estão equipados com tecnologia de primeiro mundo, e as poucas pessoas que tem acesso a eles, entram utilizando cartão magnético e impressão digital.
23.01.96

Funcionários do Hospital das Clínicas da Unicamp, ligados com a equipe do Dr. Badan Palhares, informaram que chegou uma estranha caixa naquelas dependências. Provavelmente o ser vivo. Dois militares do Exército chegaram carregando uma caixa metálica com centenas de pequenos furos. Uma funcionária conduziu esses militares em uma das salas onde tem um corredor contendo várias portas. Chegando em uma das portas, a funcionária e os dois militares foram barrados por outros militares que lá aguardavam essa chegada. Foi pedido para colocarem a caixa no chão e tiveram que retornar. A caixa foi levada para o subsolo, local onde se situa um dos laboratórios de acesso restrito.

Esses funcionários estranharam o fato de que nos dias seguintes, o Dr. Badan começou a pedir os mais diversos tipos de alimentos. Frutas, verduras, leite, sopa, iogurte, etc... Todos diziam, desta vez o Dr. Badan não recebeu um cadáver. Não faz sentido o Dr. Badan fazer testes com o estômago de defuntos. Isso foi motivo de muitas piadas.

Tais funcionários disseram ainda que o Dr. Badan andou comentando que a hora em que os militares "abrirem as portas", ele duvida que alguém consiga ficar um minuto frente a frente com a tal criatura. O Dr. Badan estava se referindo não só ao aspecto horroroso e repugnante da tal criatura bem como o terrível mau cheiro emitido por ela.

23.01.96

Um avião Buffalo sai da Base Aérea de Canoas no Rio Grande do Sul. Em seu interior havia três "containers", uma caixa e vários militares. No primeiro "container" haviam os geradores, no segundo o equipamento de recepção e computadores e no terceiro uma pequena oficina portátil. Na caixa havia a antena desmontada. Em outras palavras, um sofisticado radar portátil. O avião seguiu para o sul de Minas. Esse radar deve ter sido instalado em alguma região ou cidade próxima a Varginha. Nesse período haviam muitas naves alienígenas sobrevoando a região. Militares de dentro da ESA informaram que certa noite ficaram preocupados com a hipótese de uma retaliação por parte dos seres extraterrestres.

25.01.96

Vários militares da Força Aérea e do Exército dos Estados Unidos chegaram na ESA em helicópteros. Uma área da ESA foi interditada. Vários agentes do Serviço de Inteligência (S2) de vários pontos do país foram enviados para a ESA. Moradores do local, de muitos anos, nunca viram tanta movimentação na ESA. Foi algo de chamar a atenção até do mais "bobinho". Se estavam tentando esconder alguma coisa do público, falharam na metodologia. Os militares que participaram da operação, ainda hoje, estão sendo vigiados e seguidos pelos S2. Ainda hoje, a situação está "feia" na ESA. Recentemente, alguns militares da ESA disseram que "aqui dentro, o trem tá pegando fogo". Todos os soldados foram proibidos de falar sobre o assunto, sob pena de cadeia. Muitos militares foram condecorados e transferidos para outras cidades e outros estados.

26.01.96

Vários militares que atuam dentro da NASA chegam na UNICAMP. A desculpa oficial foi que iriam selecionar cientistas brasileiros para participarem de futuras missões espaciais com os norte-americanos. Provavelmente, são militares que conhecem profundamente todos os detalhes sobre os discos voadores e seres extraterrestres. Militares informaram que esses militares norte-americanos estão trabalhando em conjunto com os militares brasileiros dentro dos laboratórios de acesso restrito. A proporção é de 50 % de brasileiros e 50 % de norte-americanos. Certamente, se houver uma lista com nomes de cientistas brasileiros, tais cientistas só irão viajar no ônibus espacial em sonho. Irão passar o resto da vida pensando nessa possibilidade.

07.02.96

O soldado Marco Eli Chereze, 23 anos de idade, 4 anos como militar, um P2, do Serviço de Inteligência da Polícia Militar de Varginha, juntamente com um companheiro de trabalho, em 20.01.96, por volta das 20:00 horas, participou da captura de uma estranha criatura no bairro de Jardim Andere, em Varginha, conforme já mencionado. Apesar da PM dizer que Marco não estava trabalhando aquele dia, a família desmente dizendo que naquele dia ele trabalhou até às 02:00 horas da madrugada do dia seguinte. Logo depois do grande temporal que abateu a cidade, com chuva de granizo, Marco passou na casa da sua mãe para trocar de roupa, pois estava todo molhado. Marco também pediu para avisar sua esposa que estava em um trabalho de emergência e iria chegar tarde. Na captura que ocorreu pela manhã, na mesma região, os bombeiros estavam usando luvas. Nessa captura noturna, não sabemos se o Marco estava usando luvas ou se chegou a tocar na estranha criatura.

Depois desse dia, Marco passou a ter um comportamento diferente. Quando as primeiras notícias foram para o ar, sobre as capturas das estranhas criaturas, em Varginha, seu pai chegou a dizer que achava isso tudo uma mentira, foi quando o Marco disse "não é mentira não pai, isso é muito sério e vai dar muito o que falar". No dia que a televisão passava um programa falando sobre essas capturas, Marco levantou e desligou a TV, dizendo que tal assunto confundia a cabeça das pessoas. No dia 06.02.96, ou seja, 17 dias depois que participou da captura, Marco percebeu que tinha uma pequena inflamação debaixo do braço esquerdo, na axila.

Depois de passar pela enfermaria do quartel, no dia seguinte, o tenente médico Dr. Robson Ferreira Melo fez uma micro cirurgia em Marco, que nos dias seguintes passou a ter febre e fortes dores em todo o corpo.

11.02.96

Marco foi internado no hospital Bom Pastor, em Varginha, porque o seu quadro clínico estava piorando.

15.02.96

Logo pela manhã. o Marco foi transferido para a CTI (Centro de Terapia Intensiva) do hospital Regional, local onde veio a morrer no mesmo dia, por volta dos 12:00 horas. À pedido dos médicos, alegando que a doença dele era grave, queriam que ele fosse enterrado de imediato, mas a família não concordou. Muito estranho. Na certidão de óbito consta que Marco morreu por insuficiência respiratória aguda, septicemia e pneumonia bacteriana.

A família, através da sua irmã Marta Antonia Tavares, pediu a abertura de inquérito policial, na 4ª Delegacia Seccional de Polícia de Varginha, alegando erro médico. O processo já foi encerrado. Nenhum médico foi condenado. Desde julho/96, à pedido do Delegado de Polícia Dr. João Pedro da Silva Filho, o IML (Instituto Médico Legal) vinha negando apresentar o laudo de necropsia. Em 20.01.97, data do primeiro aniversário do "Caso Varginha", os ufólogos denunciaram à Imprensa essa negligência, 2 dias depois apareceu tal laudo. Certamente, frente à situação dos fatos, tal laudo de necropsia deve ter sido "manipulado".

A morte de Marco Eli Chereze é muito estranha. Ele era um verdadeiro atleta. Meses antes de participar da captura da estranha criatura, ele fez exames para cabo e em seguida para sargento. Foi aprovado em tudo, inclusive nos exames médicos. Ora, se estava com a saúde perfeita, como teve uma morte tão rápida? Teria sido um erro médico? Será que Marco foi contaminado por algum vírus ou bactérias provenientes da estranha criatura? Não sabemos. Certamente os militares sabem muito bem, mas os parentes do Marco e a humanidade não ficarão sabendo.

Estariam os militares escondendo que as estranhas criaturas capturadas em Varginha são portadoras de vírus ou bactéria que matam mais rápido do que o Ébola? Isso poderia gerar algum pânico na população? A verdade pode ser mais triste e assustadora do que imaginamos.

28.02.96

A Dna. Thereza Christina Strarace Tavares de Magalhães Teixeira, esposa do falecido Prefeito de Campinas, o Sr. Adalbertto Magalhães Teixeira, foi proibida de entrar no (HC) Hospital das Clínicas da UNICAMP, local onde estava internado o seu marido quando doente. Ela ficou muito nervosa com a falta de organização do esquema de segurança do local. Com o auxílio de um telefone celular, após esclarecer que era esposa do Prefeito, com a chegada do Dr. Otávio Rizzi Coelho, o problema foi resolvido, a porta foi aberta e ela entrou.

Algumas pessoas acreditam que nessa noite o corpo do extraterrestre foi enviado ao HC para algum tipo de exame, e todo o local foi "fechado" por medida de segurança, resultando nessa confusão. A Dna. Thereza entrou por ser a mulher do Prefeito. O mesmo não aconteceu com outras pessoas que foram impedidas de entrar no HC.

01.03.96

O Secretário de Estado americano, Warren Christopher, assina com o ministro das Relações Exteriores brasileiro, Felipe Lampreia, o "Acordo de Cooperação para o Uso Pacífico do Espaço Exterior", em Brasília. Fica a pergunta no ar. Teria algo a ver com o Caso Varginha?

02.03.96

O administrador geral da Agência Espacial dos Estados Unidos, a NASA, Daniel Goldin, visitou as instalações do INPE (Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais), em São José dos Campos, SP, e assinou acordos de cooperação espacial entre as duas entidades. Já houve acordos assim no passado, mas é a primeira vez que o principal dirigente da NASA vem ao país conhecer o aparato científico nacional. Pessoas que estão acompanhando o Caso Varginha, civis e militares, acreditam que a presença de Daniel Goldin e de Warren Christopher no Brasil envolve acordos em relação aos seres capturados em Varginha, e também uma forma de "justificar" a presença de militares que atuam dentro da NASA na UNICAMP.
21.04.96 – 21:00 HS

Dentro do Zoológico de Varginha tem um restaurante de nome Paiquerê, o qual é alugado para terceiros. Nessa noite estavam comemorando um aniversário. Dna. Terezinha Gallo Clepf, 67 anos, esposa do Sr. Marcos Clepf, ex-vereador da cidade, saiu na varanda para fumar um cigarro. O local estava totalmente escuro. Ao olhar para o lado esquerdo, a quatro metros de distância, ela viu um ser exatamente igual ao descrito pelas jovens e pelos militares, sendo que este tinha na cabeça uma espécie de capacete amarelo. Dna. Terezinha disse que tinha a impressão que os enormes olhos vermelhos do ser emitiam uma espécie de luminescência, o que permitiu ver muito bem a face dele. O ser estava de pé atrás da grade que circula a varanda. Por estar escuro, ela não viu maiores detalhes do corpo.

Durante alguns minutos, Dna. Terezinha ficou estática olhando para a estranha criatura e vice-versa. Em nenhum instante a criatura se movimentou ou emitiu algum tipo de ruído. Assustada, a Dna. Terezinha entrou no restaurante e ficou calada, ainda sob o impacto emocional da visão. Logo depois ela retornou à varanda, e lá ainda estava a tal criatura.

Desesperada, ela entrou, puxou o seu esposo pelo braço e tratou de sair do local rapidamente. O Sr. Marcos, vendo que a esposa não estava bem, que estava muito nervosa, levou-a para casa. Somente depois no carro é que ela contou ao esposo o que viu. Ainda hoje a Dna. Terezinha apresenta sinais de intranqüilidade quando pensa naquele estranho ser. Coincidência ou não, naquele período, em doze dias, morreram misteriosamente cinco animais. Dois veados, uma anta, uma arara azul e uma jaguatirica. A bióloga e diretora do Zoológico Dra. Leila Cabral nunca tinha visto nada igual. O veterinário Dr. Marcos enviou as vísceras à Belo Horizonte para exames. Somente em um dos veados foi constatado uma espécie de intoxicação cáustica. Nos demais animais não foi encontrado nada. Não se sabe do que morreram.

O Dr. Marcos acredita que foi apenas coincidência. Já a Dra. Leila acredita que tem alguma coisa a ver com a presença daquela estranha criatura no Zoológico.

Naqueles dias no final de janeiro/96, quando todos comentavam sobre a captura de extraterrestres na cidade, a Dra. Leila encontrou com um bombeiro e brincou com ele. Você capturou o ET e eu vou cuidar dele. O bombeiro, assustado, mandou ela ficar quieta e pediu para não comentar isso com ninguém.

A contaminação desses animais teria a mesma origem daquela contaminação que matou rapidamente o soldado P2 Marco Eli Chereze? Até quando os militares irão encobrir fatos desse tipo? A humanidade tem o direito de saber toda a verdade.

29.04.96 – 22:00 HS

A Dna. Luiza Helena da Silva, mãe da Liliane e da Valquíria recebe a visita de quatro elementos, que não se identificaram, praticamente quase que invadiram a sua casa, vestidos de terno preto e gravata. Dois jovens e dois mais velhos. Dois morenos e dois claros. Depois de ouvirem as meninas, eles disseram que eram a "mina de ouro" delas. Em uma grande tentativa de suborno, esses quatro elementos ofereceram a elas o dinheiro suficiente para realizarem os seus sonhos, em troca de uma gravação de um vídeo onde a Liliane e a Valquíria iriam dizer que não viram nenhuma criatura estranha, e que tudo aquilo foi apenas uma brincadeira. Não sabemos se esses quatro elementos eram militares, ou fanáticos religiosos ou ainda alguém "testando" as garotas.

O DIA "D"

04.05.96 – 17:00 HS

Em uma reunião histórica na casa do Ubirajara, em Varginha, com 48 pessoas presentes, entre ufólogos e jornalistas, a Dna. Luiza, a Liliane e a Valquíria informaram à Imprensa a tentativa de suborno por parte de quatro desconhecidos. Os ufólogos revelaram à Imprensa presente as informações mais recentes, bem como também os nomes dos militares que comandaram as operações em Varginha. Era jornalista ligando em seus celulares para todos os cantos. Os responsáveis pela ESA não sabiam o que dizer. O clima esquentou. Muitos ficaram assustados. Nos dias seguintes, todos ficaram na expectativa do que iria acontecer.


08.05.96 – 11:00 HS

O Comandante da ESA, o general de brigada Sérgio Pedro Coelho Lima reuniu toda a Imprensa e leu uma nota de esclarecimento, informando que nenhum elemento ou material da Escola de Sargentos das Armas teve qualquer ligação com os fatos aludidos. Ao terminar, o repórter da EPTV perguntou onde estavam os outros militares que foram citados. Ele respondeu, trabalhando, em prol do Exército e em prol da nação. "O Sr. tem como provar?", questionou um dos reporteres presentes. "Provar para quem? Para a Imprensa? Não temos que provar nada e o que eu tinha a falar foi lido nesta nota". Assim, o general Lima virou as costas e saiu, deixando os repórteres totalmente convencidos de que realmente algo aconteceu em Varginha.

11.05.96

Outro fato histórico no Caso Varginha foi o estudo realizado pelo Dr. John Mack, um professor de psiquiatria da Havard Medical School nos Estados Unidos. O Dr. Mack, além de ser psiquiatra, tem pós-doutorado (PhD) na área. Ele é autor do livro "Abduction – Human Encounters With Aliens", e também foi protagonizado por um artista no papel principal do psiquiatra no filme "Intruders". Depois de muitas horas de perguntas com a Liliane, com a Valquíria, com Dna. Luiza e com a Dna. Terezinha, o Dr. Mack concluiu que elas realmente estão falando a verdade, e que realmente viram um ser muito estranho. Para a Ufologia, essa conclusão do Dr. Mack é muito importante.

17.05.96 – 20:00 HS

Hildo Lúcio Galdino, 20 anos, vinha de Três Corações para Varginha, com seu automóvel, quando fazia uma curva próximo à fazenda onde moram Eurico e Oralina, avistou uma estranha criatura na beira da estrada, idêntica àquela descrita por Kátia, Liliane e Valquíria. Ele reduziu a velocidade e acendeu os fachos altos dos faróis. A estranha criatura colocou uma das mãos no rosto cobrindo os olhos, deu meia volta e entrou na mata. Hildo teve a sensação que aquela estranha criatura ia atravessar a estrada.

Essa estranha criatura pode ou não ser a mesma avistada pela Dna. Terezinha, no Zoológico. Nessa época, pelo menos uma dessas criaturas estava solta pela região.
25.05.96

Em quase que total sigilo, pela primeira vez na história do Brasil, um ministro de Estado se reúne com o Alto Comando fora de uma capital. Um fato histórico. O ministro do Exército Zenildo Zoroastro de Lucena, juntamente com 29 generais, incluindo o chefe do Estado Maior, general Délio de Assis Monteiro, o comandante militar do Sudoeste, general Paulo Neves de Aquino, os chefes de diretoria e departamentos e os oito comandantes militares de área se reuniram em Campinas, para cumprir uma pauta que poderia tranqüilamente ser cumprida por militares de menor escalão. Visitaram a Escola Preparatória de Cadetes do Exército para avaliar o projeto EsPCEx 2000, que visa a informatização da educação e a criação de um ambiente de ensino moderno para os cadetes, bem como a implantação do sistema de monitoramento por satélite. Depois visitaram o 28o BIB (Batalhão de Infantaria Blindado) para avaliarem os 16 computadores já adquiridos de um total de 26, que visam gerar procedimentos administrativos e preparo de soldados. Daí, foram para a Embrapa conhecer o sistema de informação geográfica. No dia seguinte, foram para a cidade de Pirassununga, próximo à Campinas, no 2º Regimento de Carros de Combate, uma unidade da 11a Brigada de Infantaria Blindada, para acompanharem as obras que estão sendo realizadas para o recebimento de 40 carros de combate Leopardo, de fabricação alemã, adquiridos recentemente. Não resta nenhuma dúvida de que todos esses militares estiveram em Campinas para conhecerem as estranhas criaturas. Devem ter feito isso de madrugada, longe da Imprensa.

Militares de diversos lugares do Estado de São Paulo, inclusive do Litoral, nos informaram que nos dias que antecederam a visita do ministro em Campinas, foram realizadas diversas reuniões em Campinas, em Pirassununga, em Bragança Paulista, e provavelmente também em outros estados, envolvendo militares do alto escalão. Disseram que todo mundo queria ir a Campinas para olhar as estranhas criaturas. Chegou até a ocorrer divergências e desentendimentos entre alguns militares.

23.06.96 – 11:00 HS

Um amigo do Ubirajara, de Varginha, gentilmente cedeu seu avião Sêneca bimotor. Durante 40 minutos sobrevoamos toda a região, desde a fazenda do Eurico e Oralina, até no local onde os estranhos seres foram capturados. O objetivo principal era descobrir o local da queda do UFO. Procurávamos por uma depressão no solo, ou por uma clareira na mata ou ainda alguma área queimada. Infelizmente, não tivemos sucesso, mas ficaram os registros fotográfico e videográfico dessa parte da pesquisa, bem como o agradecimento ao dono do avião e seu piloto.

03.07.96

Em Brasília, a Câmara aprova um projeto que permite que a Aeronáutica Brasileira tenha poderes para derrubar aeronaves hostis. A medida visa dar mais poderes para a Aeronáutica, no combate ao narcotráfico e contrabando, podendo derrubar aeronaves em vôos clandestinos que não respondam às ordens de identificação. É claro que todo mundo agora está perguntando o que a Aeronáutica irá fazer se o alvo for um disco voador. Certamente, por fracassos anteriores, quando muito, a Aeronáutica irá acompanhar o alvo de longe, apenas registrando o fato em fotos e vídeos.

ESTRANHAS CRIATURAS

Até o presente momento, temos a certeza absoluta da captura de dois seres, confirmadas por militares que participaram dos fatos. O da manhã, vivo, capturado pelo Corpo de Bombeiros, e o da noite, capturado pela Polícia Militar, que morreu dentro do Hospital Humanitas e também foi enviado para a UNICAMP.

Os outros dois, capturados à tarde, ainda estamos pesquisando, no sentido de encontrarmos militares que participaram dos fatos e resolvam colaborar com os ufólogos, relatando com detalhes a ocorrência, sendo que, provavelmente, um ser teria levado três tiros de FAL e foi enviado morto para a UNICAMP e o ser vivo foi enviado para os Estados Unidos ou também está sendo mantido em cativeiro na UNICAMP.

Esses seres são classificados como do tipo Delta. São uma espécie de animais treinados e usados pelos seres Alfa e Beta em missões mais simples, como coleta de vegetais e minérios. Seria uma espécie de símios de origem extraterrestre, bem mais inteligentes que os nossos. Os ufólogos os classificam como EBEs – Entidades Biológicas Extraterrestres. Pelo que sabemos até a presente data, em Varginha foram capturados três seres com pele viscosa de cor marrom e um com todo o corpo coberto de pêlos pretos, inclusive na cabeça, sendo que os dois tipos têm os olhos avermelhados, enormes e saltados para fora.

CONTRADIÇÕES DO CASO VARGINHA

Para explicar a grande movimentação de militares na ESA, disseram que naquele dia tinha ocorrido a recepção de novos recrutas, sendo que isso ocorreu na semana seguinte.

Para explicar a grande movimentação de caminhões do Exército em Varginha, disseram que os veículos foram enviados à empresa Automaco para balanceamento das rodas e alinhamento de direção, sendo que os veículos foram vistos no sábado, no domingo e na segunda-feira, sendo que no sábado e no domingo, a empresa Automaco não tem expediente.

Para explicar a grande movimentação de militares no Hospital Regional, disseram que foi por causa da exumação do corpo de um jovem que se enforcou na cadeia. Conforme auto de exumação, isso ocorreu em 30.01.96, e a movimentação ocorreu nos dias 20, 21 e 22 de janeiro. Ninguém conseguiu explicar porque o Exército estava acompanhando essa "exumação".

Para explicar a grande movimentação de militares no Hospital Humanitas, disseram que foi por causa da chegada de novos equipamentos a serem utilizados em transplantes de coração. Ora, parece gozação. O que têm a ver o Exército, o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar com a chegada desses novos equipamentos? Transplante do coração de um ser extraterrestre? Só um idiota engole isso.

As várias declarações do Dr. Adilson Usier Leite à Imprensa, diretor do Hospital Regional e um dos donos do Hospital Humanitas, também deixaram muito a desejar. Ele insiste em dizer que o corpo da tal pessoa que foi enviada ao Regional para exumação veio em um carro do Corpo de Bombeiros. Por outro lado, o capitão Pedro Alvarenga, comandante da 13ª Companhia do Corpo de Bombeiros insiste em dizer que não foram acionados para transportar nenhum corpo. É, está na hora do Dr. Adilson e o Sr. Alvarenga sentaram à mesma mesa e chegarem em algum acordo, senão, o povo varginense vai acabar desconfiando de que quem chegou no hospital Regional, no caixão que estava em cima do carro de bombeiros, era realmente de um ser extraterrestre, e não o corpo de um ser humano comum.

Para explicar a grande movimentação de militares na UNICAMP, disseram que eles estavam acompanhando os estudos nas ossadas dos mortos no Araguaia, sendo que tais ossadas já estavam lá há quatro anos.

ENCERRAMENTO

Os ufólogos brasileiros não têm a menor dúvida do que aconteceu em Varginha. Tudo que aqui foi descrito é apenas uma parte da história. Muitos outros fatos novos irão ser descobertos. É apenas uma questão de tempo. E a pesquisa continua.

Claudeir Covo é ufólogo e presidente do INFA e co-editor da Revista UFO
Ubirajara Franco Rodrigues é co-editor da Revista UFO